Bacurau espreitador.
Do insondável fundo do poço.
Bacurau astuto me espreita.
Cutuca. Incomoda de todo jeito.
Ô Bacurau camuflado.
Sentinela das noites sombrias.
De meus bichos e meus grilos,
aos trancos e barrancos cuido eu.
Por favor, Pai-Avô espreitador.
Não leve o pouco que tenho.
Deixe que meus olhos cansados,
ainda vejam pela a última vez na vida,
A Luz do Sol beijando minhas crianças.
Ô Bacurau implacável!
Olhos acesos a vasculhar a escuridão.
Não cutuca a onça com vara curta.
Respeite aos menos meus cabelos brancos.
jbconrado*
Ô Bacurau camuflado.
Sentinela das noites sombrias.
De meus bichos e meus grilos,
aos trancos e barrancos cuido eu.
Belíssimo poema. Que mais posso dizer?
Tocante.
Abraço!
O nortista tem muito de nordestino. Isso eu posso perceber nos seus textos. A natureza como flagrante da realidade. Gostei muito. Às vezes não comento mas leio semPre. vlw
Edson1970 · Mossoró, RN 4/6/2011 12:18
Obrigado pelo belo poema que nos destes!
Anseio para que o universo o requisite sempre, pois o deleite será todo nosso.
Valeu!
É... Eu era criança e o povo já falavam em Bacurau e eu boiava pois nada sabia...
Coitado de mim, inocente criança sem saber de nada...
Mas se for para ficart esperto com o Bacurau, pode contar comigo.
Abraços.
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