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fica o rodeio
o filete de luz
que me faço
que me agrado
apagado o recado
fica o dente marcado
no lábio manchado
entre mim e o meio
brilho pra mim
canto pra mim
sorrio pra mim
espaço riscado
nariz revirado
recolho a tralha
do campo de batalha
assino no anonimato
mas um dia de fato
o que parece último ato
fim de feira
entre poesias amassadas
verbos e prosas passadas
dormita a vontade
de trancar a matrícula
fazer uma cena ridícula
apagar a última estrela
enfiar na bolsa a amizade
sentar e chorar a orfandade
tags: Campinas SP poesia
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Angélica, o poema é muito bem feito, com um ritmo agradável, na ligeireza dos seus versos breves, quase escondendo, mas na verdade enfatizando, a brevidade da vida, o efêmero de tudo. Daí o desengano, a desilusão com tudo? Apagar até a última estrela?
Como os seus versos leves se tornam pesados, com tanta dor! Afinal, faz jus ao título. Parabéns.
Beijos.
José Carlos Brandão · Bauru (SP) · 3/9/2008 22:57
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As vezes precisamos esvaziar esse vazio que atola a gente
de porcarias, de coisas tão idiotas , esse nada de tudo...
hiper.
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 3/9/2008 23:06
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dormita a vontade
de trancar a matrícula
e voltar (talvez) no ano que vem.
gostei, Angélica
Um abraço
EdimoGinot · Curitiba (PR) · 4/9/2008 09:39
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O poeta escreve as suas humilhações e desgraças sempre com mais vontade, não é mesmo? Beijuuu
Angélica T. Almstadter · Campinas (SP) · 4/9/2008 11:42
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Angélica,
Como sempre seus poemas não são dados de graça...rs
Olha, nascemos órfãos...alguma dúvida???
Refletir sobre o que lancina dentro, estilhaça e marca e não há maca!!! Só você, órfã, a se lamber e cuidar!
Ai ai
Parabéns ao texto
beijos
Cristiano Melo · Brasília (DF) · 4/9/2008 12:49
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Nascemos e permanecemos solitários, aconteça o que acontecer. beijokas Cris.
Angélica T. Almstadter · Campinas (SP) · 4/9/2008 13:24
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Gostei muito. Leveza, graça e dor da solidão
bjos
Compulsão Diária · São Paulo (SP) · 6/9/2008 06:48
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EdimoGinot · Curitiba (PR) · 6/9/2008 09:21
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Angélica,
tô só o "bagaço" do encontro de ontem...
: )
mas vim numa lan para votar...
beijos
Cristiano Melo · Brasília (DF) · 6/9/2008 09:57
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Obrigada CD, Edi e Cris pela fidelidade. Vão contar como foi o encontro, não? Teremos fotos? Beijokas
Angélica T. Almstadter · Campinas (SP) · 6/9/2008 11:25
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Poema inteiriço, bonito demais...
Sérgio Franck · Belo Horizonte (MG) · 6/9/2008 11:46
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Passa a regua. Fecha p balanço. Apaga a ultima estrela. Fecha o ziper da bolsa p sempre. Tranca a matricula e nunca mais volte a estudar a vida, os dias, as ilusoes... dei-nos dormitar p sempre em berço qualquer, nem precisa ser o esplêndido.... Cara, q maravilha de poema! Que leveza mais pesada q as toneladas do elefante!!!
Grandioso! Muito belo! Bravo! Aplausos de pé! Estou muito feliz por encontrar mais um bom escritor aqui no overmundo...
Nic NIlson · Campinas (SP) · 6/9/2008 12:16
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Obrigada Sérgio, Nic Nilson e Marques agora já publicado, grata pela leitura atenciosa e o carinho das palavras. Beijo
Angélica T. Almstadter · Campinas (SP) · 6/9/2008 12:55
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Angélica,
Filosofia-poema maravilhoso. Quem já não se sentiu um bagaço diante das decepções da vida? Mas sentir assim poetano é bom, para quem escreve e para quem lê.
Beijão no coração
Wellington Coelho · Belo Horizonte (MG) · 6/9/2008 18:53
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