Baile dos silêncios
Na esquina do tempo,
Correm os dias e os ventos
Como vidas em desconcerto
Sonhos bravios, almas desalmadas
( fora de si mesmas, entronizadas no tempo )
Consternam-se as madrugadas
Arrastam-se correntes de mágoa
Sôfregos alardes,
De uma voz que grita, que arde
( criaturas em recusa, lábios enclausurados )
Ninguém escuta o despertar, os passos
( um aqui , outro acolá )
Ainda tudo deserto,
O céu de concreto
Sucumbe...
Meu caro,
Ah! como é bom
Rasgar a cortina que
Cobre a luz de nossas estrelas
Ou sufoca-nos a voz,
Segregando o brilho e o grito.
Assim em versos
Numa imensa emoção
Digo-te parabéns!
Referindo-me a essa preciosidade
E a das estrelas que não brilham
Saudações Cordiais,
Paulo Maciel
obrigado, paulo.
abração,
Adorei este seu baile poético, feito das máscaras da indizível fundura da vida... Impossível não sucumbir a este encantamento das suas palavras. Parabéns!
Cida Almeida · Goiânia, GO 28/2/2007 17:12
obrigado, cida. muitíssimo obrigado!
abraço,
Que bonito, grande Marcos!
Vi-me na clausura que teus versos expressam.
Muito bom!
Abraço!
obrigado,carlos!!
abraço,
Maravilhoso! Quando enfim dobraremos esta dita esquina do tempo, quando nossos lábios saberam como sair da clausura. Fico a espera do grande dia que este teto se destruírá por completo, enquanto isso só tenho que te dar parabéns!!
Zito · Porto Alegre, RS 2/3/2007 19:16
valeu, zito.
obrigado.
abraço,
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