Baile Hippie

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anamineira · Alvinópolis, MG
1/3/2008 · 174 · 38
 

A semana tinha começado animada,
O tão esperado baile hippie seria no próximo sábado.
A calça Lee já estava a caminho, era caríssima!!!
Tive que redobrar meus trabalhos na mercearia do meu pai e adular minha mãe pra sair a grana, mas desta vez teria a tão sonhada calça jeans.

À noite, segunda, terça, quarta, quinta e sexta, encontrava a turma pra gente fazer os planos, juntar os sonhos, encher de expectativas nossos corações adolescentes.

Bem em frente da minha casa, morava a costureira, Alaide (Lala, para os íntimos).
Ela adorava ver a gente chegando com os cortes de tecidos, onde com seu bom gosto, inventava cada roupa... parecia o Clodovil.
Pra esse baile tinha bolado um colete todo de franja, em couro preto. Adorei a idéia!

Meu Deus! Onde vou conseguir o couro?
Lembrei de Sô Raimundo Nazário.
Ele fazia arreios de couro.
Vai ser lá mesmo que vou conseguir um pedaço com ele.
Quinta-feira consegui convencer Seu Raimundo.
Ele, que estava acostumado a lidar só com cavalos, custou pra entender que um pedaço de couro daria um colete.

Resolvi ficar calada, queria ser a única no baile a usar um colete de couro com franjas, pra isso, contei com o silêncio também da Lala.

Faltava uma coisa: as botas!!!

Nunca tinha usado botas, nem dinheiro tinha pra comprar.

Lembrei que tinha visto algo parecido no Sô Raimundo Nazário.
Ganhei foi xingo, afinal aquela guria, meio maluca, atrevendo-se a usar uma bota de vaqueiro, ainda por cima, pra ir dançar?
Saí de lá com a bota, ele deu até um arremate com franjas, pra combinar com o colete.

Ai!!!! Que aflição gostosa!
De sexta pra sábado nem consegui dormir direito, só pensando
no baile hippie.
Sonhei que fiquei tão linda, tão doidona, tão hippie que aquele garoto, por quem eu estava me desmachando , ficou de queixo caido por mim.

Sábado! Dia lindo!
Lavei meus cabelos encaracolados, sequei-os ao sol, pra ficar com muito brilho (nem tinha salão por aquelas bandas, ainda),
fiz as unhas, passei esmalte vermelho pra combinar com o batom morango da Avon.

Lá pelas sete horas da noite fizemos uma concentração na praça.
De longe, estava a galera masculina, de olho na gente.
Só com o olhar, já dava um sinal que estaria nos esperando no clube.

Dez horas da noite...
Esqueci de dizer que o Industrial (esse era o nome do clube) ficava de frente da minha casa, do outro lado da pracinha.
E que era a primeira vez que minha mãe deu carta branca pra eu ir sozinha num baile, era demais!

Dez horas da noite...
Atravessamos a praça, coração na goela,
qual foi meu espanto!
Não tinha nem mesas, nem cadeiras dentro do clube.
Só o palco, onde o conjunto "Os Morcegos" botava pra quebrar!

Espalhamo-nos pelo chão do clube, que nem hippie.
Também, com minha calça jeans, senti-me livre, leve e solta.

Bebi meu primeiro HI-Fi, dei o primeiro trago no cigarro, e beijei muiiiiiiiiiiito.
Saiu todo o batom.

Tem, até hoje, gosto de "quero mais"








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informações

Autoria
Anamineira
Ficha técnica
O movimento hippie tomou força na década de "60", pregava a liberdade, a paz, o amor e o respeito para com o outro e à terra.
Desde os anos 50, esse movimento começou a tomar força nos Estados Unidos.
Em plena pós-guerra, começou a penetrar nos jovens um sentimento de insatisfação, não queriam viver aquela vida medíocre e superficial. Queriam liberdade e novas emoções.
Possuiam suas próprias linguagens, criaram suas próprias literaturas.
Os jovens ficaram mais críticos e contestadores.
Queriam modificar a sociedade, queriam um mundo de sonhos, baseado no amor, na arte e na paz.
Queriam acabar com os sentimentos ruins que cobriam o Planeta Terra, como a pobreza e o racismo, denunciar a poluição atmosférica, se libertar da inveja e da cobiça.
Havia uma nova indagação de espiritualidade, baseado nos ensinamentos orientais, praticavam rituais primitivos dos índios e dos africanos, e os ideais de Jesus Cristo.
A geração que acreditou ser capaz de parar uma guerra e mudar o mundo deixou uma semente que acabaria sendo lançada aos quatro ventos indo refletir nos lugares mais longínquos do globo.
Uma nova moral, uma nova ética, novos valores haviam sido cultivados na cabeça das pessoas, graças àqueles jovens dos anos 60.
A filosofia hippie nunca morreu. Acredito que há um pouco de hippie em todos nós. Essa semente está presente ainda hoje em cada um que se permite sonhar.

---- 1968 -
Nem me lembro qual o canal de televisão, só lembro que aos sábados, à tarde, assistíamos o programa "Jovem Guarda", apresentado por Roberto Carlos e logo após tinha um especial com The Beatles e era passado imagens do movimento hippie em várias partes do planeta.

Tinha 14 anos e um mundão me esperando.

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danlima
 

ei, ana, tava com saudades dos seus textos...que bonito, este! Você sabia que eu ajudei na organização daquele baile? eu e a ana maria machado... lembra do slogan" vista-se de flores, encha-se de amor e venha" Que tempo gopstoso... eu e tê também estávamos lá...como se diz nos tempos de hoje do rock and roll- " Eu fui". Beijos e saudades... você continua cada vez melhor na sua escritaa. Depois venho votar Danilo

danlima · Brasília, DF 28/2/2008 09:45
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raphaelreys
 

Foram tempos de mudança, de cabelo comprido, de calças Roebucks, de botinhas, de símbolos, de Beatles, de sonhos utópicos minha cara Ana. Valeu as recordações! Abarços.

raphaelreys · Montes Claros, MG 28/2/2008 11:12
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Andre Pessego
 

Ana, aproveitei a hora do almoço, enquanto espero uns "tais" e to dando uma olhada, mais matando saudades, revivendo "filmes"...
depois volto,
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 28/2/2008 12:55
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anamineira
 

Danilo, não acredito!
Tempo bom, né!
Obrigada pelo comentário.
Abraços.

anamineira · Alvinópolis, MG 28/2/2008 13:03
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anamineira
 

Raphael,
Pra mim foi a maior viagem escrever esse texto.
Obrigada pela visita.
Um abração.

anamineira · Alvinópolis, MG 28/2/2008 13:05
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anamineira
 

André,
Não devemos viver de passado, mas recordar bons tempos vividos é muito bom.
Um abração,

anamineira · Alvinópolis, MG 28/2/2008 13:08
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victorvapf
 

Julio Rosemberg apresentava o programa da Jovem Guarda, na Tupy. Belos tempos aqueles...

victorvapf · Belo Horizonte, MG 29/2/2008 09:44
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anamineira
 

É Victor, obrigada por me lembrar.
Era na Tupy mesmo.
Vale viver tudo o que temos direito na juventude.
Um abração.

anamineira · Alvinópolis, MG 29/2/2008 12:02
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teprimola
 

aninha, eu tambem estava lá. Interessante que tb a Lalá foi minha
estilista - uma roupa florida com decote avantajado, (um convite p/
bem mais tarde) . Cada idade tem sua cor, seu tempo e sua medida, são tempos e tempos; só nao devemos ser desmedidos p/ aproveitá-la.
A decoraçao foi linda- coqueiros, abacaxis, cuba-libre, cheiro no cangote...
Valeu, belas lembranças, parabéns.
Estou con texto novo, visite-me.
Bjs Tt.

teprimola · Brasília, DF 29/2/2008 13:28
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Berioliveira
 

Ola Ana, te visitando e vendo teu texto, uma experiência e tanto... Gostei amiga poeta! Parabéns. Estarei aqui pra votar... Abraços


Deixo meus versos aqui,
Minha colaboração para o Overmundo
"CONVIVÊNCIA E REALISMO" acaba de passar para a Fila de Votação no site e já pode ser votada no link:

http://www.overmundo.com.br/banco/convivencia-e-realismo#c123801
ESPERO CONTAR COM VOCÊ! Obrigada

Berioliveira · Vitória da Conquista, BA 29/2/2008 21:14
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Fátima Ricci
 

O canal da Jovem Guarda era a Record! E tem um horário lá em que eles reprisam cenas dos Festivais e dos Programas como a Jovem Guarda. Um dia destes vi o Caetano mocinho cantando "Sem lenço sem documento" (esse era o nome da música? Fugiu a lembrança.)
Também me lembro da 1a. calça Lee! E do que ia pelas nossas cabeças! Seu texto é muito sinestésico. Ou será que as lembranças são comuns a todo cinqüentão?
Bjocas!

Fátima Ricci · Poços de Caldas, MG 29/2/2008 22:27
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Frazao my brother
 

Que lembrança, Ana! Velhos tempos, belos dias.

Frazao my brother · Anastácio, MS 29/2/2008 22:53
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anamineira
 

Tê, esta aí você que não me deixa mentir.
Tudo tão novo, tão emocionante.

Beri, foi mesmo uma experiencia maravilhosa.

Fátima, acho que a idade conta, mas a gente nunca esquece a adolescência.

Falcão, quando chegar nos "entas", espero ler suas belas memórias.

Obrigada a todos overamigos.

anamineira · Alvinópolis, MG 29/2/2008 23:16
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victorvapf
 

victorvapf · Belo Horizonte, MG 1/3/2008 01:34
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raphaelreys
 

Voltei para votar no seu baile minha cara flor mineira! Nada como as reminiscências!

raphaelreys · Montes Claros, MG 1/3/2008 07:50
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Nydia Bonetti
 

Ana
Cinco anos depois, também fui ao primeiro baile... Que delícia!
Lindo texto.
Bjo!

Nydia Bonetti · Piracaia, SP 1/3/2008 11:27
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Rubenio Marcelo
 

Amiga Ana,
Adorei deveras este seu texto. Li, reli e voltarei a ler... Maravilhoso!
Notei também um detalhe que me deixou muito feliz: a semelhança do seu estilo com o do nosso overamigo Victor. Lá, como cá, a emoção flui amalgamada com a simplicidade da beleza.
Nota 10! Meu(s) voto(s)!

Rubenio Marcelo · Campo Grande, MS 1/3/2008 11:52
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Berioliveira
 

Ana, aquele final de semana cheio de alegrias! Aqui já deixei meu votinho, besos amiga poeta

Berioliveira · Vitória da Conquista, BA 1/3/2008 13:18
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anamineira
 

Rafhael, pensei que você ia me contar que também viveu esses momentos. Abraços.

Nydia, deu um friozinho na barriga? Beijos.

Rubênio, acho que por aqui a gente foi criada sentada na beira do fogão à lenha, e ouvia muitas histórias dos antigos. Aí deu no que deu. Agradecida pela visita.

Beri, mais uma vez, obrigada pelos comentários. Abraços.



anamineira · Alvinópolis, MG 1/3/2008 14:50
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soninha porto
 

ah mas eu queria saber como foi a cara de espanto com a tua tão sofrida roupa, baile hippie dois, to esperando, kkkkk, maravilhoso traz tantas lembranças, eu era uma adolescente tímida e sofria muito a cada festa que ia, mas não dispensava meu batonzinho, unhas pintadas, muito show Ana!

soninha porto · Porto Alegre, RS 1/3/2008 15:21
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Sérgio Franck
 

Ana, que belezura. Achei massa demais.

bjo.

Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 1/3/2008 16:31
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Pedro Monteiro
 

Ana, eu tinha que passar por aqui, seu convite foi para mim, irresistível.
Aceito e explorado ao Maximo.
Beijos

Pedro Monteiro · São Paulo, SP 1/3/2008 16:43
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azuirfilho
 

anamineira · Alvinópolis (MG)
Um Show de Felicidade e,
um show de talento de passar pra gente por escrito essa felicidade.
Muito legal.
Da gente ler do início ao fim.
Até a maneira que vocé terminou foi como nos deixando no Saláo pra gente resolver o nosso final em meio a tantas recordacóes que nos vem na memória.
Parabéns e abração Amigo e reconhecimento em voto.
Valeu Demais.

azuirfilho · Campinas, SP 1/3/2008 17:29
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Marco Bastos
 

Final da década de 50, início dos anos 60 ( "a década que mudou tudo") - "hoje é dia de Rock na Mayrink Veiga (PRK 30 ? rs), os primeiros fusquinhas, o hi-fi (bebida e a eletrola que tocava os LP´s, bolachões de vinil), a cuba-libre e as "meias-de seda" (para as meninas de bob´s na cabeça). Bill Halley and His Commets, Only You, Elvis Presley, chanchadas da Vera Cruz, Oscarito, Juca Chaves, Miltinho, Nelson Gonçalves, Jamelão, Brasilia e Juscelino, Jânio Quadros e a vassourinha, o automóvel Presidente, o Simca Chambord, Aero Willys, Deauphine, Romisetta, Sputinik, Laika no espaço, Carangola, e matinê no cinema, 5 da tarde, sol de rachar, terno e gravata! (que afinal era para assistir Sophia Loren, Sissi, Liz Taylor, Grace Kelly, Audrey Hepperbun, Tony Curtis, Maurice Chevalier, Marlon Brando, Peter O´Toole) - e as forças ocultas do Jânio Quadros. Ranieri Mazili, parlamentarismo ou presidencialismo?, Jango assume ou não assume? Colégio de padre, colégio de freira - esse era o Brasil que ia mudar. E veio a gloriosa, e vieram os Beatles, Rolling Stones, Brigitte Bardot, a nouvelle vague, e a bossa nova, Leila Diniz, Nara Leão, Alegria Alegria (viu, Fátima? rs), Vinicius e Tom Jobim, e Chico Buarque, os novos baianos, a tropicália, Geraldo Vandré, música de protesto, Araguaia, festivais da Record, Jovem Guarda, Mary Quant e a mini-saia, os hippies e haja cabeça prá aguentar tanto barulho. rs. e aí vai a Anamineira para o primeiro baile. rs. e não teve nenhum Danúbio Azul nem Vozes da Primavera. rsrs. Obrigado, Ana, por tantas lembranças daqueles anos dourados.
abraços e parabéns.

Marco Bastos · Salvador, BA 1/3/2008 19:17
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Andre Pessego
 

Ana, minha querida
- voltei pra reler e votar , e lembrando como seu eu é que tivesse visto a cena.
um abraço andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 1/3/2008 20:47
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analuizadapenha
 

Oi.. legal revirar este baú, colorida , peace&love para quem realmente endendeu a proposta de paz, flores, grandes festivais, a liberdade do corpo. Fora as drogas em W. tudo sempre será permanente, reconheço pelos sinais , garotas e garotas daquela geração, tem um algo que diferencia. Sonhei em morar em fazendas coletivas, dizer não a sociedade de consumo, plantar e colher o sustento do dia , e á noite sentar em volta de grandes fogueiras, rir e dividir a imensidão do céu.Parabéns garota e a todos os livres pensadores e admiradores de um bom tempo.

analuizadapenha · Natal, RN 2/3/2008 00:32
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anamineira
 

Soninha, nem foi espanto, foi mais um deslumbramento. Depois de tanta expectativa, viver cada detalhe da festa foi maravilhoso.Beijos.

Franck, e não vem me dizer que as baladas não fizeram parte de sua vida? Bom que você gostou. Abraços.

Pedro, dá até um conto, não da Bela Adormecida, mas da Bela Adolescente. Abração.

Azuir, recordar é viver. Tempo bom, cheio de fortes emoções. Um abraço.

Marcos, tantas lembranças... mine-saia, meia fina (nylon) que no meio do baile, desfiava e era um horror, depois veio a micro-saia, para aguçar ainda mais o tesão dos meninos, coitados, e eles eram tão comportados... tinha um namorado que nem ousava olhar minhas pernas grossas, acho que era respeito mesmo ( olhava escondido). Valeu as recordações. Abraços.

André, tô vendo sua cara de menino espantado... Abraços.

Analuiza, nem falei das drogas, que ainda não tinha surgido entre nós, mas certamente, os hippies aderiram à elas. E foram um canal para a proliferação das mesmas. Quem aderiu às outras propostas,
plantou no coração, como você falou, boas sementes. Um abraço mineiro.

anamineira · Alvinópolis, MG 2/3/2008 08:21
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alcanu
 

Anamineira, que delícia de texto, ficha técnica e comentários, cheguei meio tarde, mas ainda dá pra dar a minha contribuição procê, ainda não sou cinquentão, tô perto, mas vivi de certa forma essa época, teu texto é maravilhosoe eu vou dizer porque, você fala de certos detalhes que chamaria na falta de uma outra palavra de mórbidos, delicados, sensíveis, angustiantes, mas era ASSIM QUE A GENTE SE SENTIA, NÉ, PRA que rebuscar e ficar um negócio falso.
Gosto do teu texto pela sua excessiva AUTENTICIDADE, eu quero é isso, o que você sentia, poesia a gente já tem nos livros e quando você se mete a retratar esses teus miomentos essa tua riqureza/pobreza de detalhes faz com que o texto fique com aquele gostinho de quero mais, ah, já acabou ???sacumé ???
Tem um ar de crônica, de saudaderelembra , desperta em todos uma nostalgia pra lá de saudável, coisas que fazem bem da gente lembrar, mesmo que tenha sido uma época economicamente difícil, cada um filtra isso a seu modo e destaca as partes boas, poucos se lembram de uma bela duma dor de barriga e elas houveram, certo ?
você, atravéd s de teu texto faz até uma dor de barriga ficar bacana, entendeu meu ponto de vista.
Porisso que eeu gosto muito do que vocêescreve e´não sou o único.
Um beijo, continue assim, não mude uma vírgula, senão estraga a receita do bolo !
Alcanu

alcanu · São Paulo, SP 2/3/2008 21:39
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Cintia Thome
 

Já havia lido e votado, mas não comentei e agora voltoBárbaro teu texto, a sua experiência foi de tantos brasileiros que acreditavam num mundo de flores e paz...tinhamos sonhos , usamos sandálias de couro, camisetas pintadas de margaridas, calças desbotadas, flores nos cabelos e às vezes nos vestíamos à moda RC....ou aos bahianos ou com um violão cantando Nara, Chico, Taiguara...bons tempos, pois hoje nossos filhos não tem tanta estória como as nossas...como diz RC o importante é perceber que emoções eu vivi

Cintia Thome · São Paulo, SP 2/3/2008 22:30
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Mell Glitter
 

Uau!Que delícia de texto!Viagei nele!Menina, vc arrasou!Amei!!!Votadíssimo!Bjos

Mell Glitter · São Paulo, SP 2/3/2008 23:06
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carlos magno
 

Este conto teu está sensacional minha querida amiga Anamineira. A tua maneira de relatar o acontecimento é tão natural que parecia que tu estavas aqui pertinho de mim relembrando aqueles momentos tão emocionantes que foram vividos em 68. Meus sinceros aplausos e beijos por este trabalho magnífico que me convidas-tes para ler. Muito bom, demais.
Carlos Magno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 3/3/2008 00:54
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Regina Lyra
 

Anamineira,
Nada como boas lembranças para fazer fluir o texto...
Li, gostei e votei.
beijos,
Regina

Regina Lyra · João Pessoa, PB 3/3/2008 20:34
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BETHA
 

Ana,
lindas , lindas lembranças de tempos marcantes na nossa história.
Paz e amor, querida!
abçs.

BETHA · Carnaíba, PE 5/3/2008 20:09
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anamineira
 

Alcanu, émeu jeito mesmo, não mudo, mesmo que quisesse, não seria natural.

Cintia, você tem razão. Parece que tínhamos mais sangue quente nas veias.

Mell, fico feliz que deu até pra você viajar ...gostoso, né!!!

Carlos, quem sabe, um dia a gente senta e conto muitos casos pra você...

Regina, agradecida pelo comentário.
Um abração das Gerais.

Betha, bom te ver.
Paz e amor pra você também.

anamineira · Alvinópolis, MG 5/3/2008 21:45
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Roberto Girard
 

Belíssimas lembranças...
Beto

Roberto Girard · Rio de Janeiro, RJ 8/3/2008 18:25
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Ray Cenna Rabello
 

Lembranças, lembrnças e lembraças, reviver essa coisas que ficaram no laço do passado é muito bom.. belo texto
parabéns
beijossss

Ray Cenna Rabello · Rio de Janeiro, RJ 16/3/2008 00:05
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Adroaldo Bauer
 

Paz, amor flor, negro é lindo, faça amor, não faça a guerra, proibido proibir, liberdade uma calça velha azul e desbotada, camisa esporte sobre a calça lee, cabelos longos e idéias curtas, todo motoqueiro é maconheiro, barbudinhos de oclinhos e meninas que não depilavam os braços, saias rodadas longas e calcanhar sujinho, de sandalinha de tiras, mocasins artesanais de camurça que fazia e com o que financiei minha primeira motocicleta, uma 50cc, fumei e traguei, e parei porque motoqueiro vivo não se droga, não bebe, não cheira pra não dar mole nem bobeira.
E Woodstock, Ilha de Wight, Hendrix e Janis, Dylan e Gil e Caetano e Gal e o primeiro show de rock garagem no ginásio da Julinho, o colégio estadual, até duas de amanhã, com a vizinhança em pé de guerra e a polícia querendo prender todo mundo que aquilo não era reunião dançante e tinha muita fumaça que não era gelo seco, e Novos Baianos e eu era apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro no bolso (que ainda não tenho) vindo do interior, com uma mala de couro forrada, de pano fote, brim-cáqui, que apesar de forrada, ainda cheirava mal, e minha vó já morta e a vida continua parecida, enquanto se respiram novos ares, com cheiro de fumaça de óleo diesel e metanol, dijáhoje.
Agora, que o batom tinha um gosto bom, lá isso tinha, Ana Mineira, nem precisava ser dessa firma aí, bastava ser carmim.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 29/5/2008 10:57
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anamineira
 

Adroaldo,
Cê acredita que até hoje morro de vontade de dar aqueles beijos gulosos?
Eram beijos sonhados, esperados, começados num olhar, num toque de mão.
Nesse baile, tava seca num menino. Deu namoro, noivado e quase casamento (durou oito anos).
Muito legal você por aqui relembrando uma fase de vida maravilhosa.
Um abraço, um afago.
Saúuuuuuude!

anamineira · Alvinópolis, MG 29/5/2008 12:36
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