O meu mar não é bravo.
Tampouco é manso.
Não tem nome,
Ignora geografias.
E contra o vento vai levando
O barqueiro de barba crescida
Cor de cobre,
O meu mar não é nobre
Não é bravo.
E o barco vai, apenas vai
Deixando para trás
Ondas rasas de espuma morta
E lágrimas secas nalguns olhos vermelhos.
O meu mar não é bravo.
E o barqueiro reinventa arquipélagos,
Horizontes
Na fumaça de tabaco forte
O meu mar não é bravo.
É a base do acaso
Do céu sem nuvem,
Sem avião ou gaivota,
Sem estrela, sem deus...
O meu mar não é bravo.
Não é bravo mas assusta mano. Que tal um pouco mais de mansidão? A Vida fica mais facil de remar!
Saúde e Paz.
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