O que permitia a canção
Aconteceu de ser paixão
Achar na vida um amor
Perfumado pela flor
Que diz que me ama e quer
Em êxtase penso bem querer
como ninguém amou, amar
Como nunca, até voar e ser
Os jardins secaram, são pó
As flores tornadas a dor
A vida barganha sem dó
Vem dizer-me sem querer
Que és de um outro amor
Eu já sei o que é ser só.
E preciso reaprender a ser
[Entre uma ida e uma vinda,
a vida no balanço,
aproveite-a e visite,
em Dartis, Angela Menezes]
Maravilha, poeta.
Tem um ditado aquí pros nossos lados.
"vamo barganhar meu santo"
grande abraço, tu escreve pra danar!!!
Ô, Lioviola!
Avexa eu não, tchê.
Pra danar é demais da conta, sô.
Sou grato a vosmecê, nos entretanto, que nos finalmente é bom saber de outras opiniães, não querendo desrespeitar a tua, vivente, mas é que sendo quase contraparente (nascido eu na Parnaíba, aí do lado), fica meio que parecendo, embora não seja... E até explicar que o pão francês só tem dois bicos, já se foi quilo e meio.
Grato, amigo.
"Eu já sei o que é ser só."
Um verso, uma dor que, permita-me dizer, conheço bem.
Nydia, em seu Mosaico, falou de "explícitos silêncios", que nas palavras se traduzem (impressionante como estes poetas sabem falar coisas), principalmente quando de amor, é o verso.
O amor não desiste do amor, ainda mais quando perfumado como é sentido.
E, cá entre nós, não pense em contrariar o Mestre Lioviola. Se ele falou, coisa raríssima, e ainda disse "maravilha", ele sabe bem porque diz.
beijos
Grato Saramar, estou já a retirar todos as reticências e a apanhar todas as essências do dito do nosso querido amigo Lioviola, que se apresse a entender nossas razões e a desculpar meus vacilos.
Grato, muito grato, novamente, amigo.
E a ti, amiga das letras e de meus poucos versos, retorno o dito: é que lês com a alma os poucos trechos do amor que tento expressar nas frases um tanto mal arranjadas, apressadas, que saem aos borbotões, pra que não me fuja não a inspiração, pouca, mas a dona dos meus pensamentos, essa musa serelepe, que voeja em torno ao imaginário meu.
Beijo, guria.
Adroaldo,
Que lindo esse teu cantar,
Abenegado amor, que faz as pessoas reaprenderem a ser só.
parabéns!
bjsss e meu carinho
Adroaldo,
Iniciando sua votação com prazer
bjssssss
Dói muito e passa a doer de um outro jeito, é isso, Cedê?
Prazer é meu, Doroni. Fico todo pimpão!
Agora tem uma coisa, amigo.
no dia que sair ruim,
tambem vais saber.
sou violeiro, não uso glichês...
abraços.
Lioviola,
Saberei compreender a crítica que se refira a feito, bem feito ou mal feito.
Venha sempre de lá.
É muito difícil repreender ou corrigir filhos em público, é humano e natural, mas saber repreendê-los e corrigi-los quando errados é fundamental.
Grato por tua atenção.
É confortante.
Abraço.
Que bom Cedê,
espero que em menos de um século, e em essa vida inda.
Fico feliz, mesmo assim.
Sabes porque digo isso, não é mesmo?
É que, pelo que está ali escrito,
em versos, duradouro é,
infinito quase, penso,
e, do jeito que ficou,
a persnagem precisará
ser Orlando, a Mulher Imortal,
ou Matusalém, o mais longevo
descrito naquele livrinho de causos
Fica certa, no entanto,
anima saber que passa.
E, aí, cada minuto,
cada segundo mesmo,
não parecerá mais eterno!
...Só enquanto dure!
Beijo pra ti também, guria...
Grato, Marques! Fico maravilhado e feliz.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 23/7/2008 12:10
Adroaldo, não preciso dizer da grandeza desse trabalho, vc, preenche espaços e costura assim, direitinho!
No perfume da flor, o amor se banhou. Não quero que seja dor, pois se é amor...
Beijos, querido.
OPa, este desenho aeh em cima, é qualquer coisa de louco. Muito bom! Quem fez?
Olá Nic,
Agradecido por tua presença.
A tela que ilustra opostado é de Angela Menezes, e tu podes visitar o trabalho dela no linque ao final dos versos, pela Revista Dartis, que ela é uma das editoras.
Náthima,
Quanta alegria trazes sempre a um postado meu. Agradecido pela visita, comentário poetizado e estímulo.
Ei Adro, pra variar lindo o poema. No entanto para o eterno enamorado que vive em seus versos, reaprender a ser só não carece. Embora para ele que, pelo que vejo, é um inveterado apaixonado pelo amor, o instante da barganha deve parecer uma eternidade rs rs rs.
Bjs
da Ize
Curiosa e oportuna essa tua observação, querida e amada Ize, estava justo pensando que tanta contradição em tão veloz instante deveria levar, eventualemnte, se possível fosse, a personagem ao divã, no mínimo de um psicólogo.
Até abril, eu a levaria com essa questão à uma mesa em companhia de um bom cabernet... mas limitado a 100ml, não dá nem pra iniciar um o assunto com qualquer vivente, muito menos uma de ficção, que pode se esquivar de um questionamento mais incisivo.
E refri tem açúcar e água não dá pé...
Então, creio que vou mesmo deixar que o eterno enamorado resolva-se com artifícios outros... talvez sonhando mais, pensando mais, vivendo mais, olhando mais pro céu, pra lua, para as flores, os pássaros, quadros em museus ou mesmo esse de Angela Menezes, sem a corda a romper-se.
Deu pano pra mangá essa barganha, guria.
Beijo pra ti também.
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