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BARRO SECO

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Chico Canindé · São Paulo, SP
20/8/2009 · 4 · 4
 

BARRO SECO
Os finos pedaços cósmicos de cristais
fogem como poeira por entre os dedos das mãos
ficando só o supra-somos da terra que o vento deixou.
A terra na minha mão tem a minha idade
e como amiga esta sempre mandando sinais
acenado do outro lado da rua.
- Ei vem cá sou tua amiga sou eu quem te fala
não responda nada vão dizer que você é louco.
Só resta folhas secas na paisagem nua deste chão seco
de grãos tão pequenos que não da para pegar com os dedos
no entanto as roupas ainda podem ficar rajadas
de varias cores laranja marrom vermelhas escuras cinzas
enfim de todas as cores da terra. Etecetra barro seco e tal.
Neste barro seco as vezes não tão seco como os corações de alguns.
A vida esta escondida dentro do barro seco da palma da minha mão
mas não tão seco como a aridez do semblante do homem de negócios.
– Alguém lhe pede uma coxinha.
A negativa seca precisa certeira do não
deixa um cadinho mais seco aquele estomago.
Doutro lado da vidraça olhos compridos
encaixados na cavidade seca e funda da cara observam o talharim
ser jogado no lixo e o vinho na pia.
Palavras de amor e silencio
nesta terra seca os amores são impiedosos
no mais é difícil fugir do artificial.
Não plantaremos nada
não perderemos tempo ele é a nossa prioridade.
A visão impregnada de objetivos tem a dimensão da largura da rua
onde se localiza o supermercado que tem em suas prateleiras
embalagens de longa “vida” feitas de plásticos e alumínio
com amores secos desidratados manufaturados
em fabricas automáticas na medida exata para a felicidade do freguês.
É bom olhar as letras miúdas nelas estão as observações e o prazo de validade
dos amores em conservas secas não tão secas como o barro na minha mão.
As conversas secas ríspidas determinam o futuro
que a priori teimamos em determinar aposteriori.
– O tempo não é nossa propriedade
mas de tanto sermos “donos” de “tudo”
não podemos “perder” nosso tempo.
A infância esta fugindo entre as artérias artificiais da metrópole
a realidade se impões de forma imperativa
alguns pedem algo para tirar a secura do estomago
outros puxam carroças e dormem ao lado de paredes secas
como a nossa patologia cristã.
Este é o nosso presente indicativo de todos os vagarosos dias
que teimamos em apressar.
A vida vai e não é diferente da poeira cósmica
companheira do vento que a leva embora
deixando o barro seco esturricado nas palmas das nossas mãos
assim sendo não falaremos do amor
e sim dos seus prognósticos futuros
sem a menor perspectiva do arco dos braços de um grande amor.
Outrossim a falta de emoção não é problema
compraremos flores de plástico coloridas para amores cibernéticos
nasceremos grandes sairemos de fabricas “perfeitas”.
- A saudade é amiga de quem sente algo só.
Economizaremos a infância para não perder mais tempo
assim a vida será Graciliamente bem mais seca do que o barro em nossas mãos.
Andaremos limpos assépticos devidamente programados
entre luzes de neon e fumaça de óleo diesel.


Chico Canindé

Sobre a obra

A emoção é maltratada pela falta de perceberancia das coisas que estão ao lado e a falta de perceber nos leva no certezano caminho da minguança cruel e vagorosa da emoção com água fuligem de CO2 poderemos verter lagrimas de nitrato de sodio que formarão um pirão de pueira e no rosto ficar uma borra dura e seca.
Qual a nossa afastança dos demais pela intolerancia e preconceito iantes da terra ser arida arida já o nosso ponto de vista e nossas relações.
Mas tudo bem... criaremos explicações sociofilosoficas para justificar que dorme na rua quem quer. Haveremos de correr o risco de que nossos ponto de vistas sejam mais secos do que os rios.
Chico Caninde po-Ética d´ságuas
http://hydrocidadania.blogspot.com

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Autoria
Nas estripolia da vida andando por este mundo desde a metade do seculo passado. Me tornei fruto de começo ainda não completo no que pode ser fruto e casca fina delicada e podereosa como um caju.
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graça grauna
 

...agora você acertou na postagem. Já estava ficando impaciente com esse negócio de "dáulôadi"....ixe, cruzes! Gosto mesmo das coisas que você escreve, pela alma nordestina impregnada em cada palavra. Bjos.

graça grauna · Recife, PE 20/8/2009 23:17
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Chico Canindé
 

Quando lembro do meu grande amor lembro do canto do Pitiguary - aquele cantozinho canssado "vem-vem" la de dentro de casa onde a gente se guarda como guardamos o coração da gente no peito que sua casa. La em camaragibe fui minino... E de muita Una que a vida é uma barra é de muita farra que avida é uma graça na alegria de chupar coco de macaiba é de muita garra que se faz uma grauna de olhar queto (queto mesmo quieto quem escreve é letrado) e não um Zé Cambito engraunado. Obrigado Grauna pois que na graunesca manhã o sol deu as caras. Chico Canindé manifestado in Zé Cambito.

Chico Canindé · São Paulo, SP 21/8/2009 09:15
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Cláudia Campello
 

...e sua forma original de dizer o que te vai a mente e o
que te roubo o sossego muito me agrada, caro Chico Canindé.
adorei teus escritos.

bjsssssss;

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 25/8/2009 12:12
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Chico Canindé
 

Caro e claro opaco depois da transparencia do vidro o preço da peça inatigivel ao toque dos dedos como ponta de punhais no corpo quente e tremulo. O deserto se confundo como asecura da guela a carencia de arvores é como a falta das palavras. No entanto assucede deu só saber falar do que imagino que se assucedeu iantes quando inda nem sabia o que dizer procurei no oco do infinito tua presença para dividir um biscoito e dizer muito obrigado.

Chico Canindé · São Paulo, SP 25/8/2009 13:25
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