Bate-orelha.
Terceira hora.
Aqui começa o Calvário.
Sol a pino.
De mansinho chegue agora.
No pé da figueira roxa.
Tem gente macomunando.
É meio dia.
Meio dia já passou.
Luz divina e excelsa.
Estrela que brilha
nos quatro cantos do mundo.
Lá no pé da figueira roxa.
Tem gente de coração duro.
É meio dia.
Meio dia está passando.
Menino Jesus.
Que andou pro mundo afora.
Amparou os doentes.
Aos cegos a Luz mostrou.
Lá no pé da figueira roxa.
Tem fera espumando
e rangendo os dentes.
É a hora nona.
"Eloí, Eloí, lamá sabactâni?
Que ninguém jamais esqueça!
Meu Menino equilibrante.
De justos e pecadores.
Ainda sou bate-orelha.
Vacilo por ignorância.
Lá no pé da figueira roxa.
Num quero ficar mais não.
Dezoito horas.
A noite já vem chegando.
A primeira estrela brilha no céu
Mamãe celeste reza comigo.
“Me faça” compreender.
Que as trevas virem Luz.
E a Luz reine em todo lugar.
É meia noite
Meia noite já passou.
Um novo Santo dia vai começar.
Jbconrado.
Poemas Sortilégios Encanta-Dores!
"E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" - Jo 8.32 - Lindo o seu texto, meu caro poeta. Abraços.
Juscelino Mendes · Campinas, SP 26/2/2009 03:18
E que este dia seja bem aproveitado!!!!
Belo poema e foto, muito bom estar por aqui
abraços meu amigo
Como disse nosso amigo Juscelino...
belo seu poema e a raiz modificada meu amigo.
Dezoito horas.
A noite já vem chegando.
A primeira estrela brilha no céu
Mamãe celeste reza comigo.
“Me faça” compreender.
Que as trevas virem Luz.
E a Luz reine em todo lugar.
lindos versos amigo poeta.
depois eu volto.
Que os anjos digam: AMEM!
O que este mundo precisa eh de muita luz, ja que as trevas invadiram tudo; e infelizmente com a nossa permissao!!
bjossss meu qrido!!! Voltarei!
É o que todos deveriam ter fé:
"“Me faça” compreender.
Que as trevas virem Luz.
E a Luz reine em todo lugar."
Um bj
Sílvia
Acredito que cada leitor vê um poema de modo peculiar. E há poemas que a cada leitura modifica a emoção do leitor. À medida que eu lia vieram-me imagens de uma procissão pelo cerrado, de gente entoando litanias. Senti que este poema não era para ser lido, por mim, com a razão, mas com a emoção. A razão nem sempre alcança as altitudes e os abismos que a emoção entende. Lembrei-me de um tempo em que se fazia preces em latim. E muitos daqueles que as balbuciavam nem sabiam o que estavam dizendo. Todavia, estavam convictos de que aquelas preces elevavam-se aos céus.
É deste modo que fui lendo... E veio-me um sentir de angústia e solidão ao chegar à hora nona:
"É a hora nona.
Que ninguém jamais esqueça!"
Pois foi na "hora nona" que Ele deu Seu grito alucinante: "Eloí, Eloí, lamá sabactâni? “Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?"
Há poesias que “entram por um ouvido e saem pelo outro” sem deixar rastros nem lembrança. Há outras que balançam.
Toda angústia que a Nona Hora trouxera, esvaiu-se como por encanto quando cheguei às dezoito horas:
"Dezoito horas.
A noite já vem chegando.
A primeira estrela brilha no céu
Mamãe celeste reza comigo.
“Me faça” compreender.
Que as trevas virem Luz.
E a Luz reine em todo lugar."
Foi então que exclamei junto com o Poeta:
Um novo Santo dia vai começar.
Este bate-orelhas: o autor mesmo, nada tem de bate-orelhas: Ele “escreve quando o Universo requisita e o Coração ameaça sair do peito”. Aqui, nestes versos, saiu mais que o coração: a alma voava junto.
Prezado Onivaldo... A voz do Poeta nem sempre sai pela a garganta, mas principalmente por aquilo que expressa em seus versejar.
Também acompanho com atenção especial e carinho, sua primorosa criação Artística.
Bendita seja a linguagem Intuitiva. A linguagem do Coração.
Abraço fraterno amigo hermano. jbconrado.
Ayruman, ainda na treva da hora nona, doou Ele, a luz.
Um poema rico das referências populares, dos sortilégios, como você denominou tão bem. A riqueza maior, porém, está na reafirmação constante da fé nos poderes celestiais que nos livram de todo mal-feito, ainda que "debaixo da figueira roxa".
Muito interessante também a árovre escolhida, que nos remete às histórias bíblicas.
Gostei muito.
beijos
gosto muito deste estilo meio acaboclado o que e bate-orelhas ? gosto mesmo.
jovel · Três Passos (RS) · 26/2/2009 22:27
Obs.: Comentário de Jovel.
ahhhhhhhhhhh meu poeta louca e embriagante...
tinha que estar aqui mesmo respirando nosso eco sistema...
sintindo essa energia boa........e fazendo arte. q arte !!!
te curto.
bjssssssssssssssss;)
deu até para sentir o coração da terra gemendo de dor.parabens.
solares · São Paulo, SP 27/2/2009 11:26
Que a Luz reine em todo lugar
Até Lá no pé da figueira roxa
É meia lida, lida e meia, lida inteira, muito boa, de se ler e se lidar. Que lida boa, essa. Parabéns!
E lida aí que eu leio cá.
O poeta é singular
é também plural
Onivaldo acerta na mosca quando diz que cada um vê o poema de modo peculiar - eu diria que cada um faz seu chão ... e pisa nele
Ao poeta cabe apontar caminho; os versos nunca, jamais serão uma rota certa ...
Seus versos são lindos porque permitem essa viagem trascendental .
abraço
votando, abraçosss
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 28/2/2009 15:45
A Figueira é considerada a Honra, a dignidade, forte...
Belo trabalho e texto tão
quanto, bem inteligente e
sensível como sempre é tudo que vejo teu...
abs
sou assim de chegar no atrasado das horas, mas quando chego...
vejo força nesta raiz modificada!
abraço mano ayruman
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