Bebí a lua
entornada em pranto líquído,
em filetes grossos
de prata.
Lívida
era a minha face,
e o vento acariciava
os meus cabelos
de repente
transformados
em hastes
ferindo pontas de dedos.
Viajei na madrugada
libertei fantasmas,
e encontrei
a magia das mandrágoras,
e quando cortei
as dores pela raiz,
mais alto elas choraram.
Jogada em leitos
de rios de quimeras,
sou afluente de tudo,
e me encontro,
se devoro as flores
antes dos frutos,
se sou ave,
e aspiro o polén,
e sorvo o néctar,
e de gritos
eu preencho
os meus ouvidos internos.
E nas línguas de fogo
do lirismo,
eu me queimo.
oi sandra, conterrânea mineira, este é dos vons! Que3 lirismo, que beleza de poema, você é poeta nata. Sua poesia transpira beleza nesta constdrução que além de lírica, é musical e plena de belas metáforas. Que verso magnífico:
bebí a lua
entornada em pranto líquído,
em filetes grossos
de prata.
Sandra,
Realmente muito lindo o seu poema. Voltarei para votar, sem dúvida.
Abraços
"e nas línguas de fogo
do lirismo
eu me queimo".
Belissima construção!Parabens, poeta. Votos e Bjos.
Eu gosto desse negócio onírico, psicodélico!
Votei.
Grande lirismo no seu poema.
Votado.
um abraço
EG
Sonha, menina, antes que cê cresça e perceba que o sonho é só um sonho !
Um beijo, Sandra !
A alma minha cara Sandra é afluente de tudo. A vida, são tragédias e comédias. Voto na beleza do poema! Parabéns.
raphaelreys · Montes Claros, MG 22/5/2008 05:17Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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