Um sonho!
Uma música!
Toca a flauta...
Eterniza a arte!
O artista...
Insiste na canção.
Um espaço!
De rima e reflexão...
Uma ideia!
Construída...
Um título inventado!
Nascem os belos versos.
Morre o artista,
Mas a arte salva na alma do artista!
Quem se importa?
Com a arte?
Com o artista?
Na alma se eternizou!
Um reflexo de emoção e sentimento.
Foram pragmaticamente eternizados os versos em uma papeleta.
Uma vida!
Datilografada em um texto complexo.
Salvo na escrivaninha.
Liberdade de inspiração.
A arte prende o artista.
Que se deixa levar pela técnica e métricas.
Sua arte foi publicada...
Morre o artista!
Morre o compositor!
Um espaço...
Não!
Um ponto e vírgula...
E arte se mantém viva.
Mesmo após a morte do artista.
Claramente os tempos passam...
E sua arte se reproduz...
E o artista é enclausurado.
Liberdade que se prende em versos e métricas.
Tudo se apaga!
Na escrivaninha o nada se multiplica...
A flauta não tem mais som...
Morre o artista!
A arte!
Consume o artista.
Morre o artista.
Salva na escrivaninha!
Vestígios de um artista...
A morbidez sucumbe os vestígios...
No silêncio do nada a arte sobrevive.
O nada é o artista!
Do nada vem a arte!
Dhiogo José Caetano
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