Por onde andam os contestadores de ontem?
Que causas abraçam agora?
Ilhandarilha, a imagem é nostágica e seu questionamento reforça a nostalgia que sentimos da constestação pura, sem donos, sem tabela de preços.
O que fizemos com a juventude? Por que caminhos estéreis anda a alma dos jovens de hoje?
Enchi-me de perguntas diante desta sua evocação e todas as respostas são trágicas.
beijos
Saramar, obrigadíssima por ter me indicado o "a" a mais!
Bom, apesar da nostalgia da foto, não estou, ainda, tão descrente da juventude e dos seus caminhos; acho até que alguns são bem férteis. É claro que tem uma massa jovem desnorteada e completamente aparvalhada diante do século XXI. Mas nós também não andamos assim um pouco?
Quero acreditar que uma parte da juventude está tentando deixar sua marca positiva na nossa história. A gente encontra exemplos aqui mesmo no overmundo, nas universidades, nos projetos sociais, na juventude envolvida nos movimentos sociais, etc.
Beijos
Uma parte da juventude tem mais exemplos de que muitos do passado.Adorei seu trabalho.As boas causas nunca envelhecem,apenas as pessoas do passado esquecem que são responsáveis por tantas mudanças.
Um beijo em seu coração.
Boa, Ilha!
Nossos berradores de agora, porque sem arroxeado culhão, dormem sob os gozosos louros da Mãe Gentil...
Pena que a sociedade tecnocrata atual não produza mais faladores como antigamente.
Parabéns, pelo berro.
Abçs.
Benny Franklin
Olá, Clara e Benny. Obrigada pela presença e comentários.
Quando postei essa foto, que fiz quando trabalhava como repórter-fotógrafico, pensei na minha geração. Não nos jovens de hoje. Não coloco todos no mesmo saco. Acho que tem pessoas atuando em causas justas e legais.
Pensei mesmo é no que foi feito dos contestadores de ontem. Será que andam por ai de terno e gravata (ou tailler), aplicando no mercado? Será q
Olá, Clara e Benny. Obrigada pela presença e comentários.
Quando postei essa foto, que fiz quando trabalhava como repórter-fotógrafico, pensei na minha geração. Não nos jovens de hoje. Não coloco todos no mesmo saco. Acho que tem pessoas atuando em causas justas e legais.
Pensei mesmo é no que foi feito dos contestadores de ontem. Será que andam por ai de terno e gravata (ou tailler), aplicando no mercado? Será que são advogados defendendo causas de grandes bandidos? Montaram uma ong pra ganhar dinheiro público?
De qualquer forma, as contestações sempre valem a pena. Mudanças positivas vêm delas. Mas é que a gente às vezes esquece do que era, do que viveu, do que pensava e no que acreditava. A vida tem caminhos estranhos...
Beijos
O engajamento é momentâneo, aflora e arde mais em determinadas fases da vida.
A fase estudantil seria quem sabe a mais fértil para posicionamentos políticos.
Se não for assim transformamo-nos em políticos profissionais...
Creio que os contestadores de ontem continuam a contestar, só que com mais serenidade, sobriedade e de maneira menos impulsiva...
A juventude está aí, ocupando universidades e se posicionando de forma a contestar talvez mais “pontualmente”.
Provocante esta questão que você nos trouxe...
Beijos.
Acho que estão todos em Brasília meu querido rsrsrs.
Entendi seu texto.Um grande beijo em seu coração.
Cláudia, instigantes as perguntas. Há algum tempo tenho acariciado a idéia de escrever sobre tema semelhante, a geração sociológica dos anos 80. Nos corredores da universidade e mesmo na sala de aula o que pegava mesmo era a discussão política; a tensão das ruas; o movimento estudantil agitadíssimo; os movimentos de base, associações de moradores...
Beijo grande.
Cida, escreva!
Remexendo em fotos antigas achei essas ai e mais umas centenas da campanha eleitoral de 1989, as grandes disputas à presidência: Lula Collor, Brizola... Nossa, como todo mundo parecia muito mais entusiasmado! E era. Lembro-me também do comício das diretas na Candelária: uma multidão entusiasmadíssima, e eu ali no meio, me sentindo parte integrante de tudo aqui, participativa, capaz de mudar a história. Isso foi em 81. Depois, como repórter, não mais podia fazer parte da multidão: estava ali para registrar a cena. Mas o entusiasmo era o mesmo (ao menos o meu). E procurava captar com minha câmera todo aquele clima e entusiasmo.
Pra falar a verdade, não sei se por nostalgia ou se por acreditar ainda nas mudanças positivas, sinto falta daquela multidão. E também das associações atuantes, dos sindicatos presentes servindo aos trabalhadores e não aos patrões, dos caras-pintadas, de um certo sonho de que tudo poderia mudar. Acho que sentimos, né?
Olá Ilhandarilha!
Boas causas não envelhecerão
...
Por onde andarão
?
Encontrei uma aqui
!
Beijos_Meus*
*
Ilha,
Perguntinha cabulosa...
Dos que eu conheço - ou tenho notícia porque ficaram famosos - a maioria se acanalhou completamente. Me lembro muito bem de tudo que você coloca assim, tão nostálgica.
Confesso que fico meio desnorteado quando me dou conta de que pessoas como estas (gente como a gente) GANHOU o poder e tem, rigorosamente há mais de 20 anos, a faca e o queijo na mão para fazer TUDO aquilo pelo qual sonhávamos e lutávamos e não fizeram nada.
Me sinto um otário total, as vezes. Só me animo quando leio pessoas como você e a Cida. Pelo menos temos ainda nossa bandeira limpa e podemos nos indignar.
Duros e ternos. 'Duros' porém inteiros.
Abs
Sabe, Spírito, às vezes, quando vejo uma foto antiga minha ou de meus colegas sobre os momentos históricos dos quais participei, me dá uma bruta curiosidade de saber o que foi feito daquelas pessoas que retratamos. Eu sei pra onde fui (pelo menos acho que sei). Mas a o resto daquelas multidões?...
Quem sabe isso não pode virar um projeto coletivo interessante? Uma espécie de brincadeira sociológica de "onde está o wally?"... agora.
Bacana a idéia. Acho que rolou uma coisa assim na TV, não foi não? Uma minisérie, sei lá. Deve dar um trabalho interessante sim, sociológico no melhor sentido.
Abs
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