O cão de fogo
Fez a faísca
Acendeu o pavio
Alumiou o Lampião
Virgulino tocou brasa no sertão
O grande dragão alevantou-se
Sob o inclemente sol da caatinga
Espinho do mandacaru
Mandioca brava
Cabra da peste
Espingarda, sua espada
Gibão de couro, armadura
No chapéu a estrela da justiça sem lei
Samurai do Nordeste
Facínora sanguinário ?
Herói dos desvalidos ?
Robin Hood dos fracos e oprimidos ?
Lampião tocou brasa no sertão
Fez brotar o medo e a admiração
Até que cercado pelos macacos da volante
Caiu sem vida ao chão
Deixou de ser Virgulino
Virou lenda, assombração...
(Gustavo Adonias)
"Era brabo, Virgulino Lampião, mas era, pra que negar, das fibras do coração, o mais perfeito retrato, das caatingas do sertão."
(Literatura de cordel)
É Gustavo
O homem cuspia fogo. Arretado mesmo!
Bela lembrança e oportuna (pela data)
Um abraço
Olá, Edimo
Obrigado pela sua presença, mais uma vez !
Visto como bandido por uns, herói por outros, ele literalmente tocou brasa no sertão.
Abraços poéticos
putz.. bravo!
adorei seu poema!
abraços do cerrado.
francinne
O cabra era bom mesmo, virou lenda do sertão.
Excelente caracterização!
Abraços.
Oi Gusta, meu poeta maravilhoso!!
Inspiração dos deuses, hein?
Muito lindo esse sertão pintado pelo cão de fogo faíscando, acendendo o Lampião esse samurai, herói, fascínora digno
de medo e admiração, lutou pela honra de sua família perdida
tragicamente e defendeu seu povo da mira dos coronéis...
Adorei o final do poema...perfeito!
Deixo pra vc de presente o meu Lampiáo ...lembra?
Há(mar) no sertão...
"Quando
você
retorna
para as
minhas
terras
Mandacaru
brota
depois
de tanto
esperar
e o meu
ser tão só
inunda-se
com
as águas
desse
amor
sertanejo
quase
seco
agora
renascido
do chão
encharcado...
E o sertão
vira um
mar
agitado
pelo
nosso
amor
na rede
embalado..."
(Raiblue)
Parabéns,Gugs!!!
Mil beijinhos bluencantados....
Blueeeee
ops!...errei Gusta...o poema que eu quero te oferecer é este:
Ser tal Lampião
"Sertão
Só
Sertão
Sol
Ser
Tão
Só
Ser
Tao
Tal
Ser
Só
Ser
Tal
Lampião..."
(Raiblue)
Mais besitoss.....auziszeninfinitos...
Blueeee
Olá, Francinne
Obrigado pela sua presença ! Que bom que tenha gostado do poema.
Bjs poéticos
Olá, Wander
Obrigado pela sua presença também ! Que bom que tenha gostado.
Sim, virou lenda...e assombração.
Abraços poéticos
Olá, babyblue
Você sempre com sua presença mais que especial, inundando de mar azul o meu sertão...rs...Obrigado !
Lampião foi fruto do meio em que vivia, da natureza áspera e dura, que endurecia também os corações, da violência brutal, que brotava feito os espinhos do mandacaru, dos mandos e desmandos dos coronéis... fascínora e herói... Sem dúvida, um símbolo do sertão...
Adorei as suas lindíssimas poesias, baby, maravilhosas... Parabéns ! Obrigado! Cheias de lirismo, como a flor do mandacaru, que brota linda em meio aos espinhos...
Grande beijo poético sertanejo...rs
Ná! Foi um símbolo porque teve coragem de enfrentar o poder constituído numa época de Brasis divididos entre a República e a Monarquia. Não foi herói, mas um reflexo dos que ficaram trancados em casa gostariam de ser.
A propósito, só pra ficar mais nordestino, eu trocaria o "mandioca" por "macaxeira". Até o sabor da macaxeira parece melhor que o da mandioca.
Eita, filho de meu pai rsrs. Versátil, Adonias. Acabou de compor Peças e vem de cordel. Genial!
Parabéns.
Olá, Marcos
Obrigado pela sua presença, mais uma vez !
Sim, de fato, Lampião foi um dos que enfrentaram, de forma mais contestadora e violenta (e por isso mesmo foi marginalizado), o poder oficial do Brasil, na época de dicotomia República X Monarquia. Herói para alguns, facínora para outros, ele levou ao extremo a sua maneira de contestação ao sistema (alguns outros assim também o fizeram, como é o caso, por exemplo, de Antônio Conselheiro, anteriormente).
Usei no poema "mandioca", pois, existe uma espécie da raiz que é venenosa, por conter grande quantidade de ácido cianídrico, chamada de "mandioca-brava" (ou "mandioca-amarga") em contraposição à "mandioca-doce", esta sim, chamada de "aipim" ou "macaxeira". Agradeço a sua sugestão.
Abraços poéticos
Olá, Compulsão
Obrigado pela sua presença também.
Bjs poéticos
Um espetaculo seu poema!
Maravilhoso!!!
Beijo no coração
Gustavo, interessante você mostrar um poema diferente, é bom variar. E quem pode, pode, né?
O cabra deixou mesmo sua marca, depois de tanto tempo ainda é motivo de um poema.
Beijo.
Gustavo,
poema inspirado na figura do virgulino ferreira, o lampião,
o cangaço bem representado por meio de sua sensibilidade.
Parabéns
abraços
Agora quero um para Maria Bonita.... Gostei poeta. beijokitas
Dorita · São Paulo, SP 8/8/2008 23:56
Gustavo,
Bela construção do poema.
Independente de ter virado lenda ou assombração, lampião foi um cabra macho sim senhor.
bjsssss
gustavo muito bom...
um abraço.
samuel
A egrégora formada pela almas dos cangaceiros ainbda vaga nas prosas, nos medos , nas cantigas e no coração do nordestino! Lampião vive!
raphaelreys · Montes Claros, MG 9/8/2008 06:51
Inicio sua votação com prazer!
beijo no coração!
seu poema ficou bom demais.votado.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 9/8/2008 12:38
Vo(l)tando para registrar minha admiração,Gusta!
Que venham mais poemas como este, belíssimo!
um beijo bluecarinhosooooooo....
Gostei demais da imagem,muito linda!
bjksblueeeeeee
Olá, Thiers
Obrigado pela sua presença, mais uma vez ! Que bom que tenha gostado.
Abraços poéticos
Olá, Celina
Obrigado também pela sua presença ! Que bom que gostou.
Bjs poéticos
Olá, Sônia
Obrigado também !
Sim, Virgulino Ferreira, o Lampião, se tornou um símbolo do sertão, habitando ainda hoje o imaginário popular.
Bjs poéticos
Olá, Cristiano
Obrigado, mais uma vez ! Que bom que tenha gostado.
Abraços poéticos
Olá, Dorita
Obrigado pela sua presença e carinho ! Que bom que tenha gostado.
Sim, em breve cantarei também à Maria Bonita.
Bjs poéticos
Olá, Doroni
Obrigado pela sua presença, também !
Bjs poéticos
Olá, Samuel
Obrigado também, mais uma vez ! Que bom que tenha gostado.
Abraços poéticos
Olá, Raphael
Obrigado pela presença também !
Com certeza, o cangaço e a figura de Lampião ainda persisitem no imaginário popular do sertão.
Abraços poéticos
Olá, Celina
Obrigado, novamente !
Bjs poéticos
Olá, Marcos
Obrigado, novamente !
Abraços poéticos
Olá, Samuel
Obrigado, novamente !
Abraços poéticos
Olá, Marques
Obrigado também pela presença, mais uma vez ! Que bom que tenha gostado.
Abraços poéticos
Olá, Compulsão
Obrigado, novamente !
Bjs poéticos
Olá, babyblue
É muito bom ver você por aqui, sempre trazendo o seu brilho mais que especial. Obrigadooooo...rs
Grande beijo poético n´alma blue
Que coisa linda,estou viajando em meio a tantas maravilhas.
Ecila Yleus · Recife, PE 9/8/2008 20:11
A sua poesia, como sempre, é muito boa.
Conselheiro foi um louco. Lampião um bandido. Os dois exploraram a crendice, o misticismo e o medo de um povo faminto e sem alternativas, como fizeram os coronéis e os políticos, cada qual com seu estilo e com suas migalhas.
Lampião, chefe de um bando de 50 pessoas, fez do crime e da ameaça a sua maneira de agir. Não queria território. O cangaço para ele era um negócio. Pedia aos coronéis os recursos que precisava para manter seu bando. Se não fosse atendido tomava à força.
Não tinha a consciência e o interesse de propugnar pela República ou pela Monarquia.
As lutas aconteceram sem o conteúdo ideológico que se procura atribuir a elas. Lampião não queria expandir seu bando por não ter como pagar mais cangaceiros. E portanto não quis fazer nenhuma revolução.
Foi produto da miséria e estava preocupado com o seu próprio umbigo. As ideologias atuais o transformaram em lenda.
Parabéns pelo texto que instiga a meditação sobre o tema.
abraços.
Marco.
´
Impressionante como seus versos foram construindo a imagem de Lampião e erguendo-a diante dos nossos olhos, com força e beleza.
Este final é perfeito:
"Deixou de ser Virgulino
Virou lenda, assombração..."
Gostei imensamente!
beijos
Olá, Ecila
Obrigado pela sua presença ! Que bom que tenha gostado.
Bjs poéticos
Olá, Edimo
Obrigado, novamente !
Abraços poéticos
Olá, meu pai
Obrigado pela presença, mais uma vez ! Que bom que gostou do poema.
Temos sim, que tentar desmistificar as personagens históricas, mas devemos entendê-las como fruto do seu meio, sem considerar tanto as dicotomias de bem e mal. Tudo é muito relativo. Conselheiro foi e é considerado louco para alguns, idealista para outros, revolucionário para alguns outros, homem santo, e por aí vai, da mesma forma que Lampião é considerado um bandido por muitos, mas em algumas localidades do sertão é visto como herói. Nenhuma visão é absoluta, assim como não existem verdades absolutas. Bom, esta é só a minha opinião.
Grande abraço
Olá, Victor
Obrigado pela sua presença também, mais uma vez !
Abraços poéticos
Olá, Saramar
Obrigado também, mais uma vez, pela sua presença ! Que bom que tenha gostado.
Bjs poéticos
Olá, Doroni
Obrigado, novamente !
Bjs poéticos
Grande Lampeão. Há que reconhecer sua Fibra. Voz dos oprimidos!
Abraços!!!
Oie!1
Eu amo a historia de Lampião. O homem arretado ele foi....
Amei!!!
Deixo meus carinhos.
Kissssss poeticos.
Ôh meu irmão só tô vindo
agora ler seu poema.
Coisas de pescaria e micro.
Valeu o mote valeu a escrita
abraço,
Olá, Ayruman
Obrigado pela sua presença, mais uma vez !
Abraços poéticos
Olá, Ilia
Obrigado pela sua presença também ! Que bom que tenha gostado.
Bjs poéticos
Olá, Carlos
Obrigado também, mais uma vez !
Abraços poéticos
Gustavo, adorei o cenário pintado, as palavras rimadas na história cultural.
Perfeição.
Abraço.
Olá, Náthima
Obrigado pela sua presença, mais uma vez ! Que bom que tenha gostado.
Bjs poéticos
Gustavo Adonias · Salvador (BA)
BRASA NO SERTÃO
Muito bonito.
Com maior carinho Presente.
...Robin Hood dos fracos e oprimidos ?
Lampião tocou brasa no sertão
Fez brotar o medo e a admiração
Até que cercado pelos macacos da volante
Caiu sem vida ao chão
Deixou de ser Virgulino
Virou lenda, assombração...
Parabéns pelo Trabalho que ficou táo bom.
O tempo já passado mais ainda somando.
Somando e valorizando.
Abracáo Amigo
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