Por acaso um reencontro desejado. Eu a abracei em frêmito. E senti o coração dela como palpitava o meu. Acelerados. Ficamos assim por um tempo eterno. Terno. Éramos um só corpo, novamente. Nos fomos abandonando, lentamente. Eu ainda segurava-lhe as mãos. Fitamo-nos surpresos. E felizes. Um mar de indizíveis emoções. Um céu de tantas estrelas.
Um homem empurrando um carrinho de supermercado forçou a passagem atrás de mim. Afastamos-nos um tanto. Pouco. As pessoas em torno começaram a se materializar. As frutas, as verduras, as cores outras também encruzaram nossa harmonia. A vida se repunha real e íntegra.
Ela disse: não. Eu também te amo, respondera: Mas não nos entendemos mais que cinco minutos.
E nos beijamos as faces. E nos dissemos até mais. Ainda a ameacei com um próximo telefonema.
Respondeu-me com um sorriso antes de ir-se.
Também saí só. Ainda feliz, embora entristecendo.
Poeta, muito bom seu post!
aDOREI
abçs
Que reencontro emocionante e também doloroso. Mas a Vida continua e novos encontros reencontros virão.
Tenha um bom domingo. jbconrado.
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