A cadela, nem nome teve.
Um que fosse dela!
Tiu Sofia Bela!?
Mas a rainha era ela
Cachorra mais na dela
De fino trato, aquela!
Se teve mil amantes!
Por mares nunca dantes
Traçou de cabo a rabo
O mar de Tordesilhas
E gerou brancos pretos
Pardos e pintados.
Ela de fino trato
Eles talvez nem tanto!
Um cá outro acolá
Um outro a cada cio...
De fio a pavio
A raça indefinida.
E ela amamentava.
E às seis ou oito crias
Suspensas pelas tetas,
Ouviam-se retretas.
O céu é quem tocava
Nas ave-marias.
E hoje nos faz falta
Toda presença dela:
O sangue do seu cio
O seu latido alto
Até seus carrapatos!
O seu pelo macio.
E hoje a gente acode
Lembrando o tudo dela:
Os filhos já doados
A casa nos guardados
Com um nome gravado
Tiu?! Sofia?! Bela?!
quando se abre a porta dos guardados,...
O instinto materno move o mundo gerando as crias de todas as espécies. Belo, belo Poema amigo.
Tenha uma boa semana. jbconrado
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