CACHORRO PRETO
1964. O representante comercial trabalhava em regime de “Del credere,” para conhecida marca de dentifrício, cobrindo a região Norte de Minas. Hospedava-se quando em Montes Claros no Hotel São José, capitaneado pelo empresário Antonio Português.
O estabelecimento era freqüentado por vendedores, viajantes, representantes comerciais, pracistas. O proprietário e a esposa eram queridos por todos. Competente como dono da casa, alvissareiro, sério, respeitado como cidadão. Era um irmão e conselheiro para os seus hóspedes. Ajudava a resolver problemas comerciais dos seus clientes junto a comerciantes locais.
O caixeiro viajante, ou representante comercial, personagem desta história, viera fora da sua rotina, visando receber triplicatas em carteira de conhecido atacadista “picão” (termo regional usado para designar o malandro que casa com uma noiva rica entrado só com a sua genitália. Os bens e a despesa é por conta da família da noiva otária), que havia dado o golpe do baú numa família rica, da qual recebera a empresa de mão beijada e vinha dando o cano nos seus fornecedores, alem de debochar dos mesmos. O viajante estava sem receber os seus rendimentos há noventa dias, dado a não liquidez desse cliente e por isso, ameaçado de perder o seu contrato como representante com a fábrica.
Este, após tentativas infrutíferas voltou ao hotel e, num gesto de desespero se armou. Tencionava matar o comerciante debochado, que a arrasara os seus nervos e a sua vida profissional.
Seu Antonio Português, conhecedor da psicologia dos seus clientes habituais prevendo a reação do hóspede e usando a sua força moral respeitada como sempre, desarmou o zangão e prometeu receber a conta junto ao atacadista caloteiro.
Ato seguinte trancou o fusca do seu hóspede na garagem do hotel e lhe sugeriu que voltasse a capital de ônibus ou de carona com colegas, evitando um acidente, dado ao seu descontrole emocional.
Seu Antonio reteve as triplicatas, telefonando em seguida à fábrica que o viajante representava, informando a sua intervenção a favor do seu hóspede.
Altas horas da noite e acometido de ódio, o caixeiro viajante arrombou o cadeado e retirou escondido o seu veículo da garagem e retornou à sua origem atormentado pelo ódio e pelo desejo de matar.
Na subida da serra do Pentáurea, saída de Montes Claros pela BR 135 um pneu furou. O raivoso motorista desceu portando uma grande e pesada chave de rodas de carreta tipo cruz (todo viajante usava este tipo de chave na época) e chutando a lataria do seu fusca dava gritos de raiva.
Logo que agachou, para a troca do pneu, percebeu mesmo na penumbra, um grande cachorro escuro que se aproximava. Tocado pelo ódio que lhe queimava, levantou, inclinou-se e projetando o peso do seu corpo para frente, bateu com toda a força muscular, a parte espatulada da chave na cabeça do animal já próximo.
Um profundo... Gemido, um estrebuchar, mais umas dez pancadas com violência, fragmentos do crânio, de couro, de pêlos, sangue e a raiva fora descarregada no inocente animal.
Trocado o pneu, ao ligar o seu fusca, após embreá-lo, o mesmo desceu um pouco, dado ao aclive e com a luz dos faróis já acesa o sortudo pode ver esticado no acostamento, uma suçuarana preta que ele havia matado, sem o saber.
Desmaiou de tanta emoção! Foi socorrido por outro viajante que passava rumo a Montes Claros, que amarrou a onça morta no para choques do seu carro, esperou amanhecer e deu entrada triunfal na cidade, parando com grande estardalhaço e buzinaço na porta do hotel de seu Antonio Português, no centro da cidade.
O irado matador de onças apresentou problemas de descontrole nervoso e ainda emocionalmente muito descompensado e dando piripaques foi internado na Santa Casa local.
O hoteleiro conseguiu receber grande parte do débito, o viajante, depois de recuperado voltou para a capital e continuou representando a empresa em outra região e o Picão foi abandonado pela mulher e faliu. Fugiu da cidade passando alguns anos escondido em outra localidade. Logo voltou.
Hoje, explora um pequeno hotel onde aluga quartos para encontro de casais. Ainda mantém a pose de rico e de petulante. Pau que nasce torto morre torto!
Esta história real foi escrita como uma homenagem ao nosso overmano Victorvapt! Ele viveu aqui nos Montes Claros nos anos 50 e 60 fim do romantismo. Como todo bom mineiro gosta de contar um “causo”, fumar um cigarro de palha e beber uma boa cachaça com “rusarô”. Tomar um café adoçado com rapadura com o bule na trempe de pedra, o anzol com caçote na espera de um dourado na corredeira, comendo uma talhada de requeijão de Salinas e dando bicadas numa garrafa de Viriatinha.
Aproveitando a mística de Kipling: à noite trás calafrios e defluxos às carradas!
Ele conheceu os locais citados na crônica e parte dos personagens!
Caro Overmano!
O medo faz parte do nosso imaginário, assim como os pensamentos mágicos.
Ele é acionado ao vermos um acidente, um incidente de perigo. A mente humana é impulsionada pelo racional, dedutivo, indutivo e silogístico e pelos mistérios desconhecidos..
Ignoramos estar em rota de impacto com o terror até encontrá-lo!
A crônica relata um caso real acontecido aqui no Norte de Minas, onde acontecem coisas de que até Deus duvida!
A crônica é uma homenagem às histórias do Victor, todas, instantes da sua vida, pedaços de pequenos nadas que forma o todo da sua alma cabocla!
Começar o dia lendo tua crônica é muito bom, menino!
Pensei que o caloteiro, depois de ter visto o que o vendedor fez com a onça, fosse ficar apavorado e saldar sua dívida borrando as calças!
Eu volto, meu bem!
Beijinhos!
raphaelreys · Montes Claros (MG)
CACHORRO PRETO
Um Texto impressionante, para a quem ler nunca mais esquecer.
Voces formam uma grande Dupla Mineira e cada um tem o Espírito do Seu Antonio Portugues, resolvedor e amigo de todos, pela Justica e pelo direito. O texto é impecável, uma descricáo muito bela de um fato emocionante em tudo, desde o caloteiro mal carater até o heroismo do enfrentamento da fera.
Parabéns Voces sáo geniais.
Abracáo Amigo.
Lena Girard! O caloteiro esta até hoje na praça. Quebrou e vive de uma pensão de encontros. Mantém a pose de rico e de corno!
Azuir Filho! Em todo Brasil há desses caloteiros e os enfrentadores de fera no escuro! O medo é que mata!
Eae Dom Raphael, na pazzz?? :-)
Bixo, que crônica boa!!! ehehehe
Qualquer hora vou contar o causo do pescador que laçou um pontilhão de trem num rio do sul de Minas..eheheh...
Abração procê e ótimo final de semana!!
Raphael,
Sou fã do Victor, acompanhei muitas das suas historias.
Soube que escreveu um livro. Será que se esqueceu dos overmanos? Muito agradecida pela crônica, fiquei com pena da onça e curiosa para saber se o caloteiro safado pagou afinal sua dívida ao pobre descontrolado! rsrs
Gosto dos seus trabalhos, lamento não está possuidora do tempo ultimamente, mas sempre que posso venho ler.
Ecila Yleus · Recife, PE 17/10/2008 09:12
E que cachorro preto, heim?! Sorte que não viu antes do que se tratava. rsrsrs Abraços!
Paulo Esdras · Brumado, BA 17/10/2008 09:14mais uma vez com um lindo texto amigo, parabéns e depois eu volto.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 17/10/2008 09:26
Como todos seus trabalhos postados aqui uma bela historia e muito bem contada. Parabéns
Parabéns querido Poeta Raphael, mais um texto imperdível!
Fantástico e Deus me livre encontrar um cachorro preto desses, ainda mais onde moro na Floresta Amazonica! rssss
Beijos no coração
Caro Raphael
Voce é um bom contador de causos. Eu como bom filho de mineiro, gosto de ouvir. Melhor seria "Como todo bom mineiro gosta de contar um “causo”, fumar um cigarro de palha e beber uma boa cachaça com “rusarô”. Tomar um café adoçado com rapadura com o bule na trempe de pedra, o anzol com caçote na espera de um dourado na corredeira, comendo uma talhada de requeijão de Salinas e dando bicadas numa garrafa de Viriatinha."
Aí eu diria. Eta trembão dimaisdaconta!!!
um abraço
Raphael.
Esse final não esta correto.
Seu personagem em vez de ser internado
como louco, deveria ser aplaudido como corajoso,
afinal, irado ou não ele matou uma suçuarama.
Como sempre um causo e tanto!
bjs
raphael...que história heim...
achei que fosse o victor o matador da onça...
também sou miniero e adoro o causo.
abraços meu amigo.
Jota Largo!Estamos esperando a sua história do pescador. Obrigado pela passagem no nosso postado em homenagem ao contador de “causos” Victorvapt!
Crispinga!O caloteiro pagou apenas a metade da dívida! Esta por aqui até hoje, passados mais de 40 anos. É dono de uma espelunca que aluga quartos para casais. Ainda é posudo e só fala em riqueza!
Ecilia Ylieus! Axé pela sua sempre presença e apoio! Um beijo!
Paulo Esdras! Se tivesse visto teria urinado pernas abaixo ou descido a serra correndo inutilmente! O que mata o homem é o receio
W.Marques! Beleza pela sua presença! Um abraço!
Omar Costa! Sua presença e apoio são vitais para a construção de novas histórias. Obrigado amigo!
Celina Vasques! Por aqui têm a balde essas suçuaranas pretas. Se quiser lhe mando um casal de filhotes para serem soltos nas proximidades! Um beijo!
EdmoGinot! Se vires por aqui verá a mística da vivência curraleira! Somos da roça, mas somos chiques!
Doroni! Foi internado para se recuperar do susto! Não tem macho que não borre com uma dessas! Tenho pra mais de mil dessas histórias (entre verídicas e inverídicas) no baú!
Samuel! O Victor já foi matador de gatas na Rua Lafaiete! Pergunte a ele e ele te dirá o que é!
Raphael,
como bom e instigante narrador, você ficou devendo o final do final dessa história.
Notou quantos overmanos cobraram isso antes de mim?
Parabéns e o abraço de sempre.
Rapha meu grande amigo, estou emocionado e deu tremedeira maior que daquele cara da novela da Globo. Realmente conheco muito de Montes Claros e sobre o Pentaurea, fui numa festa em Julho epoca de frio e digo que nunca senti tanto frio na minha vida como senti la, doia ate as costelas, mas guardo boas lembrancas dai...Obrigado a Crispinga pelos elogios, mas nao escrevi o livro , porque estou naquela de como comecar . Rapha eu era doido por uma menina filha de um dentista visinha dos Lafetas, parece que se casou com um grande escritor, do Rio, parece... Eu nas minhas ferias vendia carimbos para o meu irmao que trabalhava no Banco do Brasil, cujo gerente se chamava Cursino. Certa vez vendi um carimbo de metal para um sapateiro, meu irmao ficou alegre pois a comissao era boa, pagava minha estadia na sua republica, ai perto da respeitavel casa da Roxa, junto de uma geradora de luz... Beleza de relato, parabens voce e' um grande escritor que valoriza muito bem este espaco, Abracos e obrigado caro amigo, Victor
victorvapf · Belo Horizonte, MG 17/10/2008 13:39
BOA TARDE amigo RAPHA! Q beleza de conto,vc faz a gente sentir
a energia do local...Estou perplexa e encantada com os fatos ocorridos na sua região.Parabéns pela forma poderosa de enlaçar nossa atenção...OBS.nunca tinha visto o nosso amigo: VCTORVAPF,falar tanto e tão animadamente...bjs aos dois!
Jacinta, é porque fiquei emocionado com a homenagem...que eu me lembre eu recebi na minha existencia deixa me ver: Hum...aquela...hum...aquele dia...hum... huma...uma homenagem! Esta que meu caro amigo Rapha fez agora!bjs
victorvapf · Belo Horizonte, MG 17/10/2008 14:46
Muito bom seu texto Raphael! hehe... e quantas vezes apunhalamos quem temos admiração simplesmente por não conhecermos os mecanismos do destino, o que é natural... a raiva cega a qualquer um, por isso Deus quis que cultivássemos o PERDÃO a qualquer momento e situação!
Parabéns!
Eloy Santos! Faltou realmente comentar sobre o resgate da dívida. Foi paga grande parte e o representante mandado a outra região. Demorou se recuperar do susto e do estresse! Peço perdão. Relatei sem me atentar ao final! Um abraço!
Victorvapt! Cursino fez história como gerente. Comenta-se que era falso filantropo. A comissão que pedi dos fazendeiros para emprestar dinheiro era para ele mesmo. Ficou rico e foi escorçado da cidade. A menina da sua paixão ainda é bonita! A casa da Roxa fez história. Aprendi a dançar tango lá na pista sintecada!
Jacinta Morais! O mineiro é barrista! Apegado aos costumes. Por aqui se diz que ele sai do mato mais o mato não sai dele! Com o dinheiro da comissão o Victor foi homenageado pelas meninas da Roxa!
Agassi! O perdão é necessário sempre meu caro overmano! É difícil perdoar, mas devemos tentar sempre!
EM TEMPO: Caro Victor! A festa do Pentáurea ainda é em junho. É um dos maiores acontecimento socias da região. A foqueira celta que é tradição no pátio do clube é tida como uma das maiores do mundo. Invenção de um saudoso gerente dos anos 50, Zé Cocá! O Clube expandiu, agora tem área de camping e todas as estruturas possíveis a um campestre!
raphaelreys · Montes Claros, MG 17/10/2008 15:50
O "causo" é impressionante...E mesmo que tenha alguma "licença poética", acredito sim ter acontecido !..
A adrenalina e´um dos hormônios segregados mais poderosos em nosso organismo...Ela prode sim criar "Hulks" !
Todos devem conhecer o caso ocorrido na América do Norte, de u'a mãe que após acidente grave de capotamento, vendo seu filhinho desmaido dentro do automóvel tombado ja em inicio de chamas pergiosas, sem perceber e tb ferida, no desespero pelo rebento, levanta o carro com uma das mãos, e com a outra arranca a criança do perigo imininte, salvando-o...É bom lembrar que um veículo desses pesaria no mínimo uma tonelada !
coisas do bicho-homem e seu "id" arreigado nas profundezas...
Muito bom, Rapha !
abs
Eita
Você é ótimo nos seus casos,mas tem que explicar que trempe é um apoio de tres pedras pra panela de barro ou de ferro no fogo de lenha e caçote é uma espécie de sapo,eu como boa nordestina sei bem do que se trata,mas aposto que tem muita gente aqui que nunca ouviu falar em caçote,outro dia eu assistindo a Tv diário do Ceará vi o locutor do programa chamando uma mulher de caçote e confeço que ri muito porque eu ja tinha esquecido totalmente dessa palavra
Amei seu texto,aliás,tudo que vc escreve é interessante meu anjo
Um xero
Delícia de "causo" pra ser lido neste final de tarde chuvoso em Sampa. Café com rapadura (eu tenho!!) e a presença do Victor. muito querido . Sou urbana querendo ser cabocla. Gosto demais de um sertanejo, dos contos e causos. histórias assim na cidade, em plena metrópole? Só se for do Fitz Lang e aí é de amor, apesar da luta de classes sinistra. Do underground todo. Ah, eu prefiro ler os overmanos e overmanas. Esses têm histórias melhores. Adorei, Rafa. Beijo..digo ósculo e amplexo.;))
Compulsão Diária · São Paulo, SP 17/10/2008 17:27
Maravilhosa a crônica, Raphael!
Li, hipnotizada.
Tudo muito interessante. A ambientação detalhada
do interior de Minas, estado vizinho-de-grito do meu (Goiás),
com os seus causos e modas muito parecidos.
Parabéns.
Beijos
Você está se especializando em contos de onça. Quanto è dívida que tomou toda a primeira parte do conto, foi saldada ou não?
Marcos Pontes · Eunápolis, BA 17/10/2008 18:37
Joe Brasuca! Foi sem licença poética meu caro! E viva também os Hulks tupiniquins. Já vi uma búfala no Maranhão levantar uma Toyota com o cifre para tirar o filhote que ficou em baixo!
Ailuj! Vc. sabe que sou seu fã de carteirinha! Não me deixe dengoso! Nós já comemos bode assado na trempe nas praias de Parnaíba! Um abraço!
CD! Beleza a sua alma cabocla! Recebo os seus amplexos urbanos com sabor de curraleiros e seus ósculos passionais e de pura luxúria metropolitana!
Walnizia Santos! Somos vizinhos de grito! Estou sempre aí perto na Planaltina. Dá para escutar as conversas! Vou sempre ao Vale do Amanhecer fazer um ou dois retiros mensais! Um amplexo com ou sem ósculos!
Marcos Pontes! A dívida foi salda em grande parte. O Picão era um caloteiro. O representante continuou na função e transfereido para outra região. O caloteiro quebrou. Arranjou muitos inimigos, esteve escondido algum tempo fora e hoje ainda tem, pinta de rico e explora um pequeno hotel com aluguel de quartos para casais, fora do centro da cidade. Relatei a crônica e me passou o desfeho do final! Peço desculpas a todos os overmanos que participaram e leram o postado!
raphaelreys · Montes Claros, MG 17/10/2008 19:52
Rapha,
Muito bem escrito templário,mas fiquei com triste pela suaçurana.
Você nos convida ao local,
beijos
Raphael, no caso (ou, no causo), a ira desbancou o medo até queo irado trabalhador percebesse o tamanho do risco que correu.
Adorável história que, como você disse, só mesmo em Minas pode acontecer.
E, Victor é bem mrecedor desta beleza pelo tanto que nos encanta com estes "pequenos nadas", pedaços da vida que já foi possível viver, antes queo homem voltasse a ser "lobo do homem".
beijos
kkkkkkkkkkkkk
é loco!
adorei Rapha, vc tá ficandu finesse na coisa!!
"Del credere", duplicatas... lembrei de um tio que jogava futebol em Conquista, e, nas horas vagas, trabalhava na cobrança de duplicatas. Grande interior do Brasil!...
Abraços.
Claudinha! Triste fim da amiga preta. Poderia ter sido o contrário! Um beijo!
Saramar! Bem relatas. O homem agora é lobo do homem. Perdeu a cvapacidade de pequenos momentos!
Thiers! Contareri outras de onças brevemente! Um abraço!
Juscelino Mendes! Tem as famosas triplicatas. Essas é que são fogo para receber!
Rapha, nobre amigo
Mais uma bela estória das suas... têm muitas por aí em sua cabeça...rs
Olha o medo permeia os sentidos, gostei muito, aliás adoro ler suas estórias
parabéns e bela homenagem, nosso overmano merece
Abraços
ah a raiva, assim como o medo acabam por virar armas poderosas !!!
sou filha de um mineiro de campo gerais, não conheço a cidade de meu pai, mas tive oportunidade de conhecer outras cidades de minas....e vou te falar : nunca vi contador de causos tão bons como os mineiros...rsrsrs
e triste pela suçuarana...
bj
parabens apela crônica, sobretudo pela construção de um personagem maravilhoso. Bjos, Grauninha
graça grauna · Recife, PE 18/10/2008 09:17Saramar, obrigado pelas gentis palavras, cara amiga, beijos
victorvapf · Belo Horizonte, MG 18/10/2008 09:35
Caro Cristiano Melo! Axé pela sua presença e apoio ao nosso mineiro Victor!Um contador de causos e tomador de cachaça com " rusarô"!
Regina Espanhola! Raiva e medo são mesmo armas de muito poder! Mineiro é treiteiro! Todo contador de causos e histórias é um tremendo engambelador! Um fantasista cheio de espertezas! Um beijo pela presença!
Graça Grauna! Grauninha fica melhor! Um beijaço pela sua passagem no postado da onça preta!
Impressiona, sobretudo por se tratar de um caso "real".
Esses "causos" deveriam ser compilados.
São sensacionais !
Ivan Cezar! Beleza a sua passagem no postado! A ficção é que imita a realidade!Um abraço e obrigado!
raphaelreys · Montes Claros, MG 18/10/2008 17:30
Gostei Raphael,
Caloteiros, ou 'nós cegos', como chamamos por aqui se encontram em toda parte. E no estado emotivo alterado pela raiva realmente podemos fazer coisas que jamais faríamos no estado de serenidade.
Abraços
Fico aqui pensando o que essa sua cabeça guarda... Causos e causas... histórias sobrenaturais com enredos infernais..
Rapha é verídico mesmo???
Agenor! Esses " nós cegos" tiram o sono de muita gente. O homem e mesmo o animal estando sob pressão intensa faz coisas inacreditáveis! Um abraço e obrigado pela sua passagem no postado!
Ive Gomide! Certamente que sim minha cara overmina. Conheci os personagens da história. Alguém chegou a dizer que: Minas tem coisas de que até Deus duvida!
raphaelreys · Montes Claros (MG)
CACHORRO PRETO
Votando e louvando a fibra forte deste povo das Alterosas, um povo Tiradentiano de, que se dez vidas tiver é capaz de dar as dez.
Parabéns pelo trabalho com Exemplos Humanos embutidos para nos educarem com valores.
Muito Legal.
Parabéns.
Abracáo Amigo
Cristiano Melo! O bug comeu o comentário, mas não comeu o voto! Um abraço piauiense!
Azuir Filho! Caro mestre desse overmundo! Obrigado pelo Tiradentismo das Alterosas. Um forte amplexo sem naturalmente os ósculos!
Que causo! Só em Minas mesmo..."uma onça preta"!!!!!KKKK
Ivy Menon · Maringá, PR 19/10/2008 10:38
publicado esse magnífico trabalho.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 19/10/2008 13:18
Ivy Menon! Uma onça preta, muito menos perigosa do que certas mulheres fatais! Um beijo passional pela sua passagem no postado!
Dalena! Obrigado pela volta! Felicidades na Santa Terrinha!
Doroni! Axé pela sua volta e pelo seu voto. Beijos!
Joe Brasuca! Axé pela passagem e pelo apoio! Abraços!
Samuel Luciano! Um abraço peloa passagem na história da onça preta!
W.Marques! Sua passagem e seu apio são vitais para o postado! Um abraço!
EdimoGnot! Axé pelo voto e pela presença!
CD! Meus amplexos acoxados e propositais. Meus ósculos de paixão e de subserviência emocional!
raphaelreys · Montes Claros, MG 19/10/2008 15:18
Raphinhaaaa,queridíssimo!!!
Mais um de seus causos maravilhosoooooooooo!!!
Fiquei com peninha da sussuarana,coitadinha...o que a raiva não faz hein?Tudo bem que ele pensou que era um simples cachorro preto...hehe...de qualquer forma ,aprou no hospital diante de tamanha façanha que nem ele mesmo acreditou ter realizado...ehhe...demais ,viu,.Ra...só vc sabe fazer a gente gargalhadas...rsrsrssssss....uma linda homenagem ao Vitinho!!
Mil beijinhos blueeeeeeeee_perfumados de carinho...
Blue
Uma bela narrativa Raphael, me prendi na leitura. Parabéns.
Ana Wagner! Obrigado pela presença e pelo sorriso!
Raiblue! Energias azuis para o nosso Victor, Um contador de causos mineiro da gêma! Vc. está de cabeça para baixo e se cair cairá no meu colo! Aí, só Deus-Pai me pedindo para eu te largar! Seria a minha gloria. Seu anjo red!
Vitor deve ter morrido de rir, está pra lá de bombom...Você é terrível. Que cratividade e vivência pelaí, rs
Cintia Thome · São Paulo, SP 19/10/2008 19:56
De volta, lendo. Saí do texto com algumas informações que não tinha.
Aglacy · Aracaju, SE 19/10/2008 20:14
Thiers! Beleza a sua presença e o seu apoio!
Cintia Thome! Victor conta a realidade, em pequenos nadas com gosto de " causo".
Aglacy1 minha flor libriana. Um beijo pela sua volta!
Jucekino Mendes! Obrigado pelo retorno e pelo voto!
Jota Lago! Obrigado pelo voto e pela passagem no postado!
Caro Victor! Viu quanta gente na sua homenagem!
raphaelreys · Montes Claros, MG 20/10/2008 08:51Depositando meu voto caro amigo Rapha, obrigado pelo belo causo, Montes Claros agradece
victorvapf · Belo Horizonte, MG 20/10/2008 08:51
quem duvida...
muito bom, apesar do fim trágico da onça.
Rapha isto demonstra o seu prestigio aqui neste espaco, alias merecido prestigio, pois voce abrilhanta os dias de todos nos com seus escritos bem elaborados e de um estilo belo e unico. Volto afirmar que o Overmundo tem um marco: Antes e depois do rafaelreys. Abracos victor
victorvapf · Belo Horizonte, MG 20/10/2008 11:10
Victor! Beleza são os seus pequenos causos. Lembranças dos pequenos nadasda grande vida!
Rose Rocha! Obrigado pela sua presença. Contarei mais " causos" logo mais!
Bethânia Zanatta! Esse causo não dá para duvidar mesmo! Beleza a sua presença no postado. Obrigado pelo voto!
Victor! Obrigado pelas suas energias positivas. Sou um iniciante aprendendo a arte de contar causos e casos! Axé!
Omar Costa! Beleza o seu retorno e o seu voto. Agradeço pelo incentivo!
Raphael,
O cara tava mesmo com a sapequeira, bicho brabo!...
Abraços
Caro Falção! A tal da sapequeira quando pega, pega com borra! Um simples mortal vira um gigante!
raphaelreys · Montes Claros, MG 20/10/2008 17:51
Analu Fernandes! Obrigado pelo voto e pelo apoio! Um abraço!
Claudinha!Obrigado pela passagem no postado e pelo voto! Um beijaço!
Ótimo texto... Você é fera Overmano...
Airton
Estrela-RS
Monyblu! Um beijo e vários abraços pela sua presença suave!
Aepan! Nobre overmano dos Pampas! Axé pela sua presença e comentários!
Desculpe o atraso , que excelente história amigo , lembrou-me das histórias que minha vó conta , ela tbm é d MG e tem muitas histórias legais. Abraços...
delen · Cotia, SP 23/10/2008 11:17Caro Delen! Obrigado pela sua sintonia meu caro! Um abraço!
raphaelreys · Montes Claros, MG 23/10/2008 17:29
nossa! Virei fã ... muito interessante seu causo! muito bem escrito, coisas que Deus duvida .
Parabéns!
feliz 2009
js
nossa! Virei fã ... muito interessante seu causo! muito bem escrito, coisas que Deus duvida .
Parabéns!
feliz 2009
bjs
Rapaz . . . ocê faz tanto sucesso que nem tem mais o que eu dizer.
Grande causo, coitadinha da onça preta!
Abraço sincero.
Meus Tracos e linhas!Obrigado pela sua energiaminha cara! Um forte abraco!
Maria Lucia! Obrigado pela sua presenca na historia da onca preta! Um beijao!
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