Tudo ao meu redor cai...
nuvens cinzentas de um edifício em ruínas.
Minha vida é um desmoronar de longos anos.
Olhares enviesados, palavras secas,
dores dilacerantes em lugares que nem sequer posso ver...
Mãos pensas e olhares injetados:
é o mundo que me restou.
Vazios assustadores...
chicotear de línguas na pele descarnada do si-mesmo enganador.
Ora, por que o pranto? Eu me rio.
Gritos... gritos...
cortam o ar já tempestuoso do ontem.
Calar... calar... calar...
E uma dor tão grande...
Sinto frio.
Verdadeiras tempestades na alma:
Desmorona, aniquila, deixa em completo caos.
No fim, só frio... o frio próprio da alma...
Muitos bons versos, Vanessa!
(Só uma dica: em vez de informar a imagem como anexo -- campo "Arquivo" --, você envia através do campo "Imagem". Edite a colaboração enquanto há tempo -- caso você concorde, claro!)
Abração
http://interludios.blogspot.com
Vanessa
Este é o segundo poema que leio hoje que me deixa completamente angustiada.
Que força tem tuas palavras...
Angustiante, mas muito belo.
bjs.
É bom desabafar, por pra fora nossos fantasmas, maas é melhor ainda que retornemos rápido, sozinhos se possível ou senão com essa plêiade de amigos que descobrimos ao longo da vida, né ?
Todos caímos, fomos ou somos desprezados, mas isso não deve nos abalar, pois nossa Essência fundamental é a felicidade. A ironia é que quando nascemos já levamos uma palmada na bunda, né ? que contrasenso interessante ! Não se cale em 2008, fale bem alto, precisamos escutar a sua VOZ ! Um beijo, Alcanu, volto, logo pro seu voto !
um poema ímpar, pela força narrativa e pela sensibilidade apurada!!!
Perfeito!!
abraços e feliz Ano Novo!!
Olá minha querida amiga Vanessa,
adorei a construção do poema e o rítmo gostoso do encadeamento dos teus versos cheios de sensibilidades. Meus sinceros aplausos, Feliz Ano Novo e beijos.
Carlos Magno.
Obrigada a todos!
Um beijos e um 2008 ILUMINADO!
Gosto muito deste confronto. Escrevo assim também e é neste jogo que me aventuro pela escrita.
Parabéns!
Calar traz o grito de Munch e o tormento de Van Gogh em palavras. Ou seria um corpo arrasado pelo operário das ruínas, de Augusto dos Anjos?
Jairo Oliveira Ramos · Aracaju, SE 9/1/2008 23:39Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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