O deserto se anuncia na frente
Do caminhante como um mar,
Como um mar de incertezas distantes
E dispersas.
O deserto não agride quem nele caminha.
Apenas mostra como somos frágeis e pequenos.
O deserto contém em si oásis onde a vida brota
E pulula como um coração sacro e santo.
Esperando quem tenha o merecimento
De repousar nele.
Oh, caminhante que cruzas o deserto.
Achas primeiramente os oásis que habitam dentro de ti.
Para depois, procurar, tesouros ocultos em vastidões arenosas.
Que a sombra do falcão vele teu caminhar.
Como uma cantiga que um Beduíno canta numa língua antiga.
E que faz os grãos de areias se transmutarem em estrelas.
Dentro desse caleidoscópio que é a vida.
Poesia
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