(Trama 06)
Gata tailandesa
(ou siamesa)
Parda tez tesuda
de gata vestida e desnuda
ao mesmo tempo
donzela e cabrocha
água e rocha
a cada momento
desabrochando uma armadilha
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Gata posuda
classuda como uma marquesa
como pomposa duqueza
enquadrada em past patour
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Te dei um broche
de quase ouro
me devolveste brioche
duro, puro, sem recheio
Falei de amor
fizeste bico doce
como se fosses
uma pompadour
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(Sei que no Vietnam
jamais houve guilhotina
nem mesmo no tempo francês da Indochina)
mas, guilhotinar-te de minha alma quis
mas, não fiz
(achei melhor te imaginar num filme de TV)
Te ver
numa arranhada trama de martírios
lírio no pântano
lágrimas a cântaros
fiz acontecer
Te ver
gatíssima,
porém, suplicante
declinante
se esmaecer
e desaparecer
diante de mim
Plim, plim!
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Vietnam (o filme)
Close numa mesa de bar
de Saigon
(Som)
Gata siamesa (ou tailandesa)
mia apaixonada por um Ocicat inglês
na pele de um soldado americano,
(um qualquer Johnny desses,
Um gato assim passível de go home)
Eu, gato tonkinês
vietkong ultrajado
no desconsolo de
te ver
com o outro
estouro, quase morro
(Corte brusco.
Bar de Saigon no lusco-fusco)
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Uma granada sob a cama?
uma banana de dinamite?
Um kit de fogos de artifício?
uma mina?
Não
Prefiro
a guilhotina na alma
sem napalm nem nada
na calma
A navalhada estiletando a memória dela
filme e novela
Aflição de giz riscando a lousa
Como um bisturi
tosando o amor pela raiz
Foi o que eu quis
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Exterior, dia, 1976
Eu, gato tonkinês
vietkong herói
ao Golfo de Tonking
regressado
descansado
Gata tadinha,
gatinha de Saigon
desengatada, largada
Na guerra do Vietnam
na paz de Ho Chi Min
ela morreu pra mim.
Plim, plim!
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Leia a série:
Cama de gato 01
Cama de gato 02
Cama de Gato 03
cama de gato 04
Cama de gato 05
(Sem esquecer as Cama-de-gatos- 06 e 07, é claro)
Poeminhas sem compromisso?
Vou rasgar todos as minhas patéticas tentativas (apagar, diz mais), diante deste apenas, que a saga, praga de gatos é um balde de água, é pura delícia.
Volto para votar e (tentar) falar sobre o poema.
beijos
Spirito,
Tantos lindos gatos,
tantos muitos miados
muitos mais que os leites derramados
Em cheio, novamente, acertas a mão
Spirito,
que delícia esses poemas!
gostoso como brincar.
um dia desses eu ainda aprendo a armar essa cama de gato.parece até fácil , mas é complicado... e haja gato esperto!
gostei muito.
beijos
Fran
nossa! virei fã...
poema-roteiro...
uau!
Adro,
Bondade sua, amigo. Bondade sua.
Fran,
Não é difícil não. O que mais existe no mundo é gato. Em vários sentidos
Talitha,
Pensei sim. O problema é conseguir a verba pra filmar no sudeste asiático. Se alguém captar...
ah Spirito,
nem tudo que reluz é ouro! e na noite, quase todos os gatos são pardos, mas em terra de cego, quem tem olho é rei! rsrsss
mas concordo contigo, temos muitos gatos de vários tipos. acho que não estão em extinção, como dizem, não...
mas a brincadeira da cama de gato, um dia aprendo!
beijão
fran
Valeu, Fran!
Eu também não sei a brincadeira não. Uma hora dessas vou treinar por estas fotos. será que rola?
Abs
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