Ao fim duma jornada fatigante,
valida entre os galhos de um espinheiro,
uma ave – conta a lenda – só e errante
empala-se no acúleo derradeiro
e ali sublima a própria agonia
ao transbordar do funda d’alma um canto,
que mesmo o rouxinol e a cotovia
- ignóbeis - ficam mudos de encanto.
Não busquemos como a ave tal suplício,
tampouco lamentemos desventura
que acaso encontremos pela estrada,
pois a dor, o infortúnio, o sacrifício
são escopos que nos talham a crosta dura
transformando-nos em pedra lapidada.
Tem toda razão Jorge, parabéns!!
Zito · Porto Alegre, RS 13/3/2007 19:37
Que beleza!!!
Belíssimas palavras!
Abraço!
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