da poesia
congelada
quero só o que escorre
pelas frestas
pelas bordas
pelo ralo
pelas costas
deixa intacta a letra morta
deixa o corte
fecha o lacre
deixa o corpo
esconde as sobras
dos famintos
cães da noite
da carne avermelhada
quero um pouco do suor
quero só o que importa
polpa fresca
intemperada
fibras mortas
devoradas
da poesia
quero o sal
quero o gosto
a mordedura
até que o vento
doure os nervos
e a mandíbula proeminente
solte o verbo
morda a língua
e engula a dor presente.
muito bom
o ritmo faz a diferença nesse poema!
muito bom
ja volto para votar e comentar
Muito bom! Gostei demais.
O poema feito faca, como diz alguma música.
O poema que corta e sangra.
beijos
Gostei muito do formato, das rimas e do recado poético e como eu também "...da poesia quero o sal...", volto para votar, André.
Bjs
Rapaz, tu me tiraste duma finta só.
Já tava pensando num escrito bem sintético como os teus contos. Me surpreendo prazerosamente, um abraço andre.
André, parabéns por sua produção literária.
Abraços
Marcos Paulo Carlito
Devorador da própria dor... Canibais... somos assim, não somos? Devoramos a dor para não sermos devorados por ela... Belo trabalho, André! Vtdo!
Nydia Bonetti · Campinas, SP 27/9/2007 18:51
Parabéns! Mais um belo poema. Tem meu voto. Um abraço.
Rita Costa · Rio de Janeiro, RJ 27/9/2007 19:02
Já tinha vindo ler Andre, adorei...você faz mágicas com as palavras. Poeta Mágico!
votei e beijos
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