Brasil.gov.br Petrobras Ministério da Cultura
 
 

CANTATA DE CABECEIRA PARA OS DO MEU CHÃO E DO CORAÇÃO

1
ANIBAL BEÇA · Manaus, AM
9/5/2008 · 125 · 28
 

Toada para ninar Drummond
no berçário das centúrias




Ah, meu anjo Carlos!
Tua linguagem
de ferro
(de rara assepsia)
vai se forjando
nas (im)purezas do branco
moldando encardidos verbos
flechando ventos enviesados
no vôo de asas tortas
de pássaro ferido
para adoçar o milagre
do dia-a-dia ordinário
despiciendo
do mais comum dos teus iguais.

A palavra sempre justa
pousa no peito solitário
por entre paralelas solidárias:

“Existir: seja como for. O essencial é viver”

Teu mar de pedras
lambendo
as ondas altas
da Escócia
escalando rochas de Itabira
(esta cidadezinha qualquer)
abrindo novas
escarpas
No meio delas
te deitas rio
simbiose liquefeita
estado sólido
pedra
que se vai
clareando
argila
magma
enigma




Lento acalanto
para Ferreira Gullar




No catre
os sonhos descem do teto
fios finos:
serpentinas de ontem.
peçonha
Ficam balouçando
presas de bote
varrição coleada
pelo corpo
escarificando
ancinho no jardim da pele
capinando rugas

Não é um sonho ligeiro
esse sonho de estrias
trilhando ossos

Nem há nenhuma vértebra
na regência dos gestos
apenas
ausência

Mas há uma brecha de luz no rosto
aquecendo o musgo dos olhos
len ta men te
desfiando
d
e
s
a
f
i
o
s








Prelúdio ceciliano


O tempo desabrochou
os lírios da ventania
o mesmo que traz a parca
ceifando nossa agonia.

Cálice de redondilhas
– nas cinzas o sangue e a sina –
servindo servas e santas
de uma ceia palestina.

Teu amor de rosa púrpura
une o profano ao sagrado
em oratórios, romances,
trenos em choro chorado.

Vida veloz viageira
transitando em teu lirismo
na carruagem da sarça
fogo versado de ritmos.

Viver é só navegar
nesse mistério absoluto
ao encontro dessas águas
vive o homem seu minuto.

Por isso cantaste o mar
na tradição lusitana
Mar salgado de Pessoa
Mar Camões da Taprobana.


Sonatina camoniana


O mar é sempre
este mar
na onda
que vai e volta
dando lições
de chegar
na vontade
de partir

Alma minha
viageira
procura o fim
no horizonte
que esse avesso
não se vê
só o impulso
de se ir

O sol queimando
saudades
nascidas
em noite de estrelas
de ventos
desconhecidos
que em calmaria
me acenam


Chorinho Manuelino


À toa
em meu disfarce
vou levando a pena
da andorinha do mano
tísico
que fincou
sua bandeira
nas asas
de várias manhãs
me dando
lições de partir

sempre ficando



Baião cabralino


para o poeta Pedro Lyra


Ah, esse cão
desemplumado
pelas sarnas
severinas
seu aquoso latido
me faz
surdo de sons
de abafado madeiro
O silêncio vai pregando
cravos de
estrelas cavas
nas covas do teu cruzeiro
de pastagem
dissonante

de cabra sem seu berreiro



Marcha Augustina

para José Nêumanne


Trezentos e sessenta e cinco dias
a empurrar minutos de um relógio
clicando fotogramas na coxia
do palco onde apresento o necrológio

de um final de milênio em utopia
em baixa mas em alta o hagiológio
de santos sem nenhuma idolatria
pagãos de um Oriente que em si arroje-os

a enfrentar de novo a guerra fria
cruzada na cobiça do santo óleo
este que move a máquina vazia

desse insano que reúne o capitólio
e faz trazer Augusto com azia
sem vírgula sem ponto e sem zimbório


Fado Pessoano


Se nas máscaras
já me escondo
nas pernas
me vou andando
no barco que
faz que vai
nas voltas
que vou voltando
nas brasas
do inferno ando
Não sei se sou eu
quem volta
ou se é
outra pessoa
mas sei
cada vez mais
que a via avia o vôo
e nele
vou-me
infernando


Rancheira de quintanares


Passarinho passarinho
pirulim lulim lulim
me engasga
com teu flautim

Vem meu anjo
soluçante
beija a flor
do colibri

Passarinho passarinho
pirulim lulim lulim

teu solo
diminutivo
que sabe parar no ar

sempre gentil
esperando
pelo trinado efusivo
em passageira
carreira

desses muitos rouxinóis
que por aqui

passarão



Giga para Bashô

para Paulo Franchetti


Silêncio no lago,
súbito o salto do sapo –
barulho Bashô.

Mestre segue baixando
nas águas desse mistério.

Susto no silêncio –
do velho poço, uma rã
me assalta em seu salto.

Um simples barulho
me traz à tona lembranças –
conheço esta rã...

Contrariando Heráclito –
sempre salta uma rã
neste velho poço.

Partitura alegre –
cai a chuva sobre o charco
no ritmo dos sapos.

Um susto gelado –
a perereca num salto
me beija no braço



Rock Leminskiano

para Ricardo Silvestrin


A folha entre os dedos
na sandália japonesa –
o outono caminha

Já te sabe como árvore
nas pradarias do azul

A noite é tão grande
todo mundo inteiro dorme –
mas dizem teu nome

Nesse alfabeto de ventos
inventaste a asa perene

O sapo no poço
na viagem de passagem –
La vie en close



Viola azulada
para Carlos Pena Filho




Sempre que houver saco retiro a viola,
e ponho a cantoria no sereno
da noite, em serenata que se evola
em sons antigos, raros, que enveneno.

Nos acordes do pinho, a mão que sola
repete a melodia no azul pleno
dessa paixão azul, de ontens e agoras,
azulando a saudade e seu terreno.

Carlos Pena Filho pintou de azul
os seus sapatos por ser impossível
pintar de azul as ruas do seu rumo,

e a trova azul que eu canto agora aqui
mundo afora vai na nuvem que assume
chover de azul os sonhos por aí.



Evangelho do cavalo das águas


Quando o menino-sol
já montava o cavalo
de espigas esmaltadas
as águas ressoavam
cascos de lantejoulas
e as águas escorriam
um galope de nuvens
no tambor da memória.

Cavalo no rio doce
é meu pirarucu
epístola de escamas
garupa de banzeiros
na lembrança da fonte
ventando a venta agreste
desejo de narinas
na garupa potranca.

Ah, cavalo de Lorca!
sem bridas e sem estribos
a égua nacarada
no indormido desejo
fonte de piracema
para os peixes-cavalos
com suas guelras arfantes
com suas garras de grifo.

Salve o potro de areia!
nordestinado a cavá-lo
com os cascos de escamas
deixando na sua escrita
um galope de sombras
rufando seu fermento
e o ensolarizado nome:
Rubervam Du Nascimento.



Valseado em Sol Maior
para Fabricio Carpinejar




Eis o solo de um só lado do sol
de versos trabalhados na madeira
por carpinteiro árabe de escol,
poeta em vocação, lambendo a beira
do canto já servido em doces goles.
O estro ascendente vibra na soleira
da porta inicial soprando o fole
dessa gaita minuana sem fronteiras.
Dois bardos velam sonhos, fantasias,
impressos no genético circuito.
Relâmpago parido em parceria
desde o primeiro sopro tão fortuito
já te encantavas brilho em poesia
verso ventando pelas pradarias.




Sambinha da amizade
para Jorge Tufic




Amigo não tem dia pra louvar
toda hora é hora agá
amigo com defeito não existe
tudo é bom que se aviste.

E mais que tudo tudo é maravilha
há os que são como ilha
os cercados de amigos de verdade
nas águas da amizade.

Esse Dom é de poucos já se sabe
vontade que se cabe
em si e sem alarde, mas que invade

a vida, seus percalços e castigos
esse nó tão antigo
desfeito numa só palavra: Amigo!



Bruto Tributo

para Soares Feitosa, que moldou em poesia os nefandos reflexos de uma lei espúria



Desde sempre
a cobra morde o próprio rabo
e tudo recomeça e se acaba
numa mandala girante
que vira-e-mexe volta
e vai ser bruta matéria
refinada pelo papo
de alguma pelikan
sangrando de azul
as penas de garças afoitas:

Folhas brancas em campo blau.

A bênção, poeta!
Tudo é tema para a poesia.

Teu tributo é teu poema
Que pagas no reverso do verso
E se abusa da paciência
E dos cegos aspeados de plantão.

Onde, os dracmas
dos donos do drama?
Com mandrakes?

Tua pena não se aluga.
Se doa a Bil que é Severino
e a Ribamar que é José
nascidos de ventres marianos.

No circo
erras pelo picadeiro
e ficas com os atirados
às feras de sempre:
retirantes do barreiro
os mesmos moldados
filhos do barro
barrotes do Oleiro-Mór – Ele.

E os outros assistem
na platéia
a argila se derretendo
viscosa
para o repasto ardiloso
de muitos leões famintos.
Dai a César
então
os muitos partos
a moeda nascitura
cesariana
bem-vinda de dúvidas
no fórceps da dívida.

Ó tributário rio!
Contrariando Heráclito
tu voltas em eterno retorno
e deságua nas mágoas
de versos ressequidos
para a goela de muitos orós
para as águas grandes
de marombas manjedouras
de palafitas alagadas
em alugadas preces.

Até quando abusará



Gesta em louvor de Ilaiana
sob as bênçãos da Dama de Elche



para a poeta Lucila Nogueira



À toa todo sonho. Vago mundo
que se ouve nesse búzio de mandala:
la suerte solo es buena cuando suena
o som do sonho em águas no ar/recife.

Ibero verso ouvido em nascedouro
(desse nó que se esgueira em lucifelix)
aqui é grama e lá é anagrama
verde mar de capim solo insulano.

E lá ia eu pela ilha ia
beber teu vinho em concha nessas mãos
curvadas de paixão ressuscitada
na festa de Cibele ao som de Safo.

Sibilam as cigarras muezins
entre palmeiras tâmaras de Tanger
lua de foice estrela em mês de agosto
no panopticon de Elche avisto Elêusis.

Esse mistério em pedra ressuscita
ao sol que mostra a sombra pelo chão.


- II -


Se meu pai não te der ó doce deusa
o touro branco que perdeste em Creta
aqui da selva Anibal sem as torres
dou-te em regalo o búfalo das várzeas.

Montado em meu tapir sem o marfim
o sonho verde traz Cartago até aqui
embalado em palmeiras de açaí
que é primo do coqueiro nordestino.

Também as profecias e o amuleto
muiraquitãs ouvimos amazonas
desse Espelho da Lua em Nhamundá
nossa Grécia de botos e caiporas.

Iara Ilaiana de igarapés
se alça enigma dama do mistério
numa Valência aquática parelha
dança parceira moura e castelhana

Mouriscas eras naves da Fenícia
em orellanas velas vimos Elche.



- III -



Aqui registro o espanto da leitura
teu agasalho lúcida Lucila
vestiu meus versos para te louvar
nessa invenção de sonho e de magia.

Montei nessa boiúna honorata
corcoveando as águas dos peraus
bebi do vinho santo da ayahuasca
e viajei para longe de Manaus.

Nesse passeio em transe me incensei
com teu verso fumeiro de estrelas
me fiz um trota-mundos sem fronteiras
e fui visitar meus lobos em Baeza.

Por fim, na Mauritânia me quedei
em Beberibes e Capibaribes
levando comigo o Negro e o Amazonas
para o abraço te banhar poeta amiga

Escrevi imantado nos teus versos
dulce hembra de alhucema doña y dama.





À mesa com arroz de cuxá

Para o poeta Luís Augusto Cassas



Claudia Vilella de Andrade
com seu nome em redondilha
deve ser assim com a illha
São Luís de mar a mar
de tradição Mina & Gêge
pois reparte na amizade
a receita e a afinidade
do bom arroz de cuxá.

A receita é quase a minha
do tempo da vó Haydéa
que era sobrinha do poeta
Artur, de bom paladar,
gourmet beirando o glutão
de quem também eu herdei
os genes da nossa grei
comendo arroz de cuxá.

E o seu irmão Aluísio
também meu tio-bisavô
era sem tirar nem pôr
cozinheiro do maná
das folhas da vinagreira
e que aqui no meu quintal
tem lugar especial
pro meu arroz de cuxá

A diferença apontada
no preparo do quitute
é pouca no seu desfrute
em troca do peixe de mar
vai o bom tucunaré
que ao forno com camarão
(só se for do Maranhão)
eu sirvo o arroz de cuxá.

O Luís Augusto Cassas
e mais o Nauro Machado
poetas de lá afamados
como o Ferreira Gullar
são amantes desse prato
que nem nossa Nidia Caldas
que já comia de fraldas
com gosto o arroz de cuxá.

E terminando alardeio
nas chamas do meu fogão
prepare-se pro tesão
que faz morto levantar
os que estão demi-bombée
vão fazer sua festança
nessa boa pajelança
depois do arroz de cuxá.



Canto circunstancial para mi vecino
amazónico Juan Carlos Galeano y
nuestros amigos comunes



Sembrando maíz y tomates
voy a trabajar en la huerta
coger las hierbas más fragantes
para el pez ahumado amazónico.
La cena con el bocachico
en la escena de la amistad
temperada con salsa tierna:
tanto olor entre tanta danza.
Va a ocurrir como en el Dabacurí*
donde los caboclos** salen volando
con sus vecinos por una semana
sin soñar con vacaciones, soñando
un sueño de viejos ayahuasqueros
colorido viaje-vorágine de ramas
y tragos envueltos en palabras:
alada tranza de paja y tapia.
Para este alegre banquete,
que no puede ocurrir sin la presencia
del amazónico Nicomedes Suarez-Araúz,
del desaparecido Juan Calzadilla,
Maria Antonieta Flores y más lejos,
de los queridos Paco Morales.
Ivan Oñate, Pablo Salgado y Cesar Soto;
me voy a invitar también a James Kimbrell
(poeta amigo de Angela Ball)
El gran chimba Margarito Cuéllar
(maestro de nuestra querida Monterrey)
y de Cincinnati Don Armando Romero
(nuestro Gran Maestro de la Orden de Carranza);
Ya invité de Barcelona Juan Pablo Roa
(con su bella italiana Roberta)
y al suizo-cubano Rodolfo Häsler,
juntamente con Rafael Courtoisie,
Eduardo Espina y Washington Benavides
(gente del llano uruguayo y del corazón),
y casi me olvidava d e la charla agradable
de Rafael del Castillo Matamoros, Alexis
Gómez-Rosa
y Juan Manuel Roca;
y, claro, Rebecca con la reina Nohemí.

* Dabacurí – Encuentro de tribos amigas con duración hasta 15 dias.
** Caboclo – nativo amazónico de la mezcla de blanco y índio



Aboio de ternura
para uma rês desgarrada



para poeta Astrid Cabral



Fora de tua tribo peixe fora d’água,
bordando as muitas dores no ponto de cruz,
alinhavas rebanhos reunidos na frágua
dos rios da tua infância com escamas de luz.
Versos tecidos na cambraia das anáguas
de alices caboclas, yaras-cunhãs do fundo,
encantadas dos peraus, afogando mágoas,
mas que sabem, sestrosas, dos botos do mundo.
E os teus pés desgarrados pisaram em nuvens
de ventos sem mormaços no azul de outras línguas:
águas despidas do alfenim de nossas chuvas.
Te sabias folha de relva da ravina
irmã de Whitman e do Khayam simum
próxima do teu gado e rês da própria sina.



Pequeno oratório para
São Jorge de Lima



Sábado nostálgico, busco a santidade de um poeta.
Não saí a ver a lua, mas seus raios que revolvem marés,
catamênios e loucuras, sei que pousam sobre mim. De
repente, 3 cavalos de crinas sublevadas empinam. Em
seus lombos 3 virgens furiosas. Ouço o som do oboé
distante. A melodia me chega em espirais de fogo. Vem
do fundo da terra e alça-se por entre as nuvens. Ouvidos
dilatados, ouço o canto desinventando Orfeu. Alucino?
E Jorge me tranqüiliza, com sua voz macia, quase
retorcida.

Tomo senso e rumo. Sei que já não estou. Saio do meu
corpo e a brisa marinha me assoma. Onde catar a pepita,
a gema, se o sal está no poema? Levado pelas mãos de
Jorge, vejo.

As duas fúrias apeiam. Os cavalos, soltos de seus
pirógrafos, incendeiam a lauda da areia. Os cascos em
brasa escrevem. As duas fúrias, atentas, lêem a escrita
duplicada. A terceira margem se estende até mim onde
me encolho a salvo das águas, batismo lento, lambendo
meus artelhos.

Havia um terceiro, com carta escondida a saltar das
mãos da outra Fúria: o insensato corcel alucinado. O
alazão dos sonhos do aluvião do sono. O que escrevia
pelas noites e de manhã relia a escrita da agonia. Pelas
tardes apenas lia. Um outro livro imaginado.

Restava apenas este. O outro do seu outro a começar e a
se findar no seu começo e no seu fim que é seu começo
por todos os séculos e séculos. Amém.






compartilhe



informações

Downloads
213 downloads

comentários feed

+ comentar
EdimoGinot
 

desse insano que reúne o capitólio
e faz trazer Augusto com azia
sem vírgula sem ponto e sem zimbório


Caro Aníbal
Um poeta de folego. E que folego. Praticamente seria a minha produção de um ano. Saúdo sua criatividade que não se espana.
Confesso. Tenho que voltar para ler os últimos. E reler outros.
Esteja certo que voltarei.
Um abraço Goiano, embora eu more em Curitiba
EG

EdimoGinot · Curitiba, PR 6/5/2008 19:45
sua opinião: subir
ANIBAL BEÇA
 

Edimo, obrigado pela leitura e pelo comentário generoso. Sou muito amigode um conterrâneo ilustre seu: Gilberto Mendonça Teles.

Abraço amazônico

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 6/5/2008 20:01
sua opinião: subir
alcanu
 

Cê tá muitíssimo bem acompanhado !
Um abraço, Alcanu

alcanu · São Paulo, SP 6/5/2008 21:44
sua opinião: subir
Cintia Thome
 



Entre tantos de pura lavra estes são deleites para mim, Camoes( que perdeu sua amada oriental afogada..Alma minha gentil que te partiste...) , Paulo Leminski(uma saudade de quem tive o privilégio de estar num jantar...) e Cecília, sempre Cecília. Este vou salvar.

Tua obra é belíssima.Parabens.Volto.

Cintia Thome · São Paulo, SP 6/5/2008 22:35
sua opinião: subir
clara arruda
 

Uma maravilhosa obra meu querido. Merecedora de carinho,respeito e admiração.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 7/5/2008 05:21
sua opinião: subir
ANIBAL BEÇA
 

Alcanu, Cíntia e Clara muitíssimo obrigado pela leitura e pelos comentários sempre simpáticos ao meu trabalho. Cantata de cabeceira faz parte de uma reunião inédita a sair ainda este ano. ~São poemas dedicados a amigos e a poetas que me frequentam.

Um cheiro da floresta

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 7/5/2008 09:26
sua opinião: subir
Benny Franklin
 

Salve, Poeta dos Transtempos...
Salve, Cantador-Mor da Amazônia...
Boa, Anibal!
Abçs.

Benny Franklin · Belém, PA 7/5/2008 18:08
sua opinião: subir
Cristiano Melo
 

Vou fazer coro ao EG, votarei para ler novamente e com calma, realmente produzes versos amazônicos, verdejantes com a floresta.Muito obrigado pelo desprendimento de nos presentear dom tamanha obra. Muito obrigado meu caro.

Cristiano Melo · Brasília, DF 7/5/2008 18:20
sua opinião: subir
ANIBAL BEÇA
 

Cristiano e Benny, muityo obrigado, amigos.Estou bastante contente em estar aqui compartilhando e lendo trabalhos de outros colegas, diga-se, muito bons.

Abraço amazônico

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 7/5/2008 20:17
sua opinião: subir
clara arruda
 

Voltei,reli,amei e votei.
Um carinhoso abraço.
Amo manaus,já morei por dois anos em adrianopolis.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 8/5/2008 18:17
sua opinião: subir
Cristiano Melo
 

como prometido....votadíssimo, abraços do cerrado.

Cristiano Melo · Brasília, DF 8/5/2008 18:39
sua opinião: subir
ANIBAL BEÇA
 

Clara e Cristiano, obrigado pela leitura e releitura. Dois anos em Adrianópolis!!! E não nos conhecemos? Uma pena, Clara querida.
Quando der uma rasante por aqui não deixe de me ligar 92-3642-5250. Ficarei feliz em conhecê-la pessoalmente. Vale o mesmo para o querido Cristiano. Saia um pouco de seu cerrado e caia por aqui em minha planície.

Abraço amazônico

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 8/5/2008 20:37
sua opinião: subir
EdimoGinot
 

Anibal

Voltei para uma breve releitura e voto.
Um abraço
EG

EdimoGinot · Curitiba, PR 8/5/2008 20:52
sua opinião: subir
Pedro Monteiro
 

Anibal, querido.
Depois de ler doda essa farta produção.
Só reste dar-lhe os parabéns pela competência.
Abraços

Pedro Monteiro · São Paulo, SP 8/5/2008 22:57
sua opinião: subir
Regina Lyra
 

Aníbal,
Passei para ler mais um pouco
desfrutar das pérolas
e deseja boa noite.
Beijos e votos,
Regina

Regina Lyra · João Pessoa, PB 9/5/2008 00:08
sua opinião: subir
Cintia Thome
 

No meio delas
te deitas rio
simbiose liquefeita
estado sólido
pedra
que se vai
clareando
argila
magma
enigma
(Anibal Beça)
Relendo, relendo, nada tão perfeito a Drummond...
Um abraço

Cintia Thome · São Paulo, SP 9/5/2008 00:26
sua opinião: subir
Marcos Paulo Carlito
 

Para mim é incompreensível porque não há no mundo tantos mais como ti ao sol. Já li, em passant, Quintana, Drumond, Mário e Pessoa. Mas porque nunca um livro teu?

Meu Deus... em que descalábrio fomos nos meter? Porque morremos pela novelas das sete, das oito, das nove, enquanto sobre os rios da contra cultura navegam as grandes obras que fariam o mundo melhor, mais nobre, mais belo, mais Anibaliano...

Marcos Paulo Carlito · , PR 9/5/2008 00:30
sua opinião: subir
ANIBAL BEÇA
 

Marcos Paulo querido, muito obrigado pelas palavras carinhosas ao meu trabalho. Talvez, aí em Coxim, vc. pode conseguir o meu livro "SUÍTE PARA OS HABITANTES DA NOITE". Se não, a Livraria Cultura, as Americanas e a submarino com certeza tem.

Abraço amazônico

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 9/5/2008 00:36
sua opinião: subir
Lili_Beth*
 

Olá Anibal!

Bravos!
Muito bem acompanhado segue o teu caminho de luz

...
Vai
Abre uma brecha
na escuridão
com teu clarão
Vai
Mostra pro mundo
essa imensidão ...
Possibilidades de trans_missão
de tua língua materna
Vai
En_canto amazônico
Ousa_noite ... Ousa_dia ...
...

Beijos_Meus*
*


VO(L)TADO!!!

Lili_Beth* · Rio de Janeiro, RJ 9/5/2008 01:39
sua opinião: subir
ANIBAL BEÇA
 

Lilibeth querida, que bonito presente vc. me dá. Se minha leitura lhe proporcionou esse poema carinhoso já me fico ancho e satisfeito. A pesia é assim, tem dessas coisas de respostas sem o menor subterfúgio. Ou vc. gosta ou não. Que bom que vc. gostou.

Beijos carinhosos, mas amazônicos. O que quer dizer: imensos.

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 9/5/2008 09:36
sua opinião: subir
Lili_Beth*
 

...
Então
...
En_canto imenso, ora pois ... Amazônico ... rsrsrs

Lili_Beth* · Rio de Janeiro, RJ 9/5/2008 12:20
sua opinião: subir
Nydia Bonetti
 

Passarinho passarinho
pirulim lulim lulim
teu solo
diminutivo
que sabe parar no ar
desses muitos rouxinóis
que por aqui
passarão

Como discípula de Quintana que sou, fiquei encantada...
Abraços!

Nydia Bonetti · Campinas, SP 9/5/2008 13:42
sua opinião: subir
ANIBAL BEÇA
 

Nydia, muito obrigado. Se fui aprovado por uma discípula do Quintana, só tenho é que aceitar o fardo. Espero que continue chegando próximo do certo.

Ternura e carinho

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 9/5/2008 13:52
sua opinião: subir
Regina de Araújo
 

Belíssimos. Muito bem elaborados.
Abraços.

Regina de Araújo · São José dos Campos, SP 9/5/2008 15:09
sua opinião: subir
Regina de Araújo
 

01 voto é meu certamente. rsrsr

Regina de Araújo · São José dos Campos, SP 9/5/2008 15:10
sua opinião: subir
Alice Poltronieri
 

Aníbal, sem dúvida, sua obra é composta de perólas de valor incalculável. Fico feliz em saber que se trata de um artísta primoroso com gosto de açai, tucumã e pupunha e matizado no colorido das helicônias, banhado nas correntes redentoras dos rios amazônicos.
Um grande beijo e muita prazer em partilhar contigo minha caminhada neste planeta nesses tempos. Inda mais por saber que bebeu dois dados de prosa & verso com Mestre Irineu em Rio Branco, o qual sigo os ensinamentos.
Beijos e bom domingo.

Alice Poltronieri · Porto Velho, RO 11/5/2008 12:56
sua opinião: subir
ANIBAL BEÇA
 

Regina e Alice muito obroigado pela visita, pelas impressões deixadas e pela votação. Parabéns pelo
dia das Mães. Aí vai um que eu fiz para minha mãe que fez a travessia anopassado.

Ternura e carinho

panela de barro
temperado com carinho
o feijão da infância.

colher de pau
solitária na parede
onde os doces da mãe?

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 11/5/2008 14:16
sua opinião: subir
Sandra Fonseca
 

A sua obra poética é de uma grandeza e generosidade tamanha. Poemas para degustação, poetas para serem bebidos: Aníbal, Gullar, Carpinejar, Cecília, Quintana, Pessoa...
Poesia certa e líquida. Preciso reler com calma, com a alma.
Grande abraço,
Sandra.

Sandra Fonseca · Belo Horizonte, MG 14/5/2008 10:21
sua opinião: subir

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

baixar
pdf, 21 Kb

veja também

filtro por estado

busca por tag

observatório

feed
Revista Overmundo nº 6: esquentando as turbinas!

A Revista Overmundo está chegando ao fim de sua primeira temporada e você não pode perder a oportunidade de colaborar! A edição nº 6 da revista,... +leia

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados