CANTIGA
Não o vi chorar por mim,
Mas é meu esse alfenim.
Oh! Tanta maldade!
Oh! Felicidade!
VOLTAS
Pelos meus dias atentos
Ingressaste, e eu dormia.
Quem cuidou se em meu alento
Encontrasse uma alegria?
Julgue todo entendimento
Qual mais sentir se devia:
Se esta dor, se esta alegria.
Quanto mais longe de ti,
Eras tu, não era eu minha.
Foste a vida que eu não tinha,
Tive Amor e não me tive.
Assim, se minha alma vive,
E porque me defendia –
DoÃa, a minha alegria.
O tempo Amor não me deu,
No tempo em que desejei.
Tu ingressaste e eras meu,
Se não me viste, eu olhei
O matiz do amor que é teu.
Agora, o que mais farei,
Se a fortuna me desvia
A só ter tua alegria?
Não sei se eu estive errada,
Pois minha alma não vivia
No mal da festa roubada,
Na dor de amar sem valia,
Sem ti, sem luz, sem meu fado,
pois tu não me foste dado.
Mas acho, no fim do dia,
Tua alma. Minha alegria.
Lendo a lÃrica de Camões, veio-me essa cantiga de amor. Leve, leve, bela, no original de Camões. Uma canção da presença da ausência, se se pode entender. Dói a alegria, alegra-se a dor, suplica-se um espaço na vida da pessoa amada, fala-se do inesperado do encontro, chega-se ao final carregado de amor para doar e doar, mesmo no amar sem valia, mesmo na auência da pessoa amada.
Mas acho, no fim do dia,
Tua alma. Minha alegria. - é a postura finalÃssima do eu lÃrico.
Maravilhoso!
musical, doce, cantante, lÃquido,
delicado como amor de menina!
me apaixonei por esta cantiga!
Beijão!
Sinto muita falta
de você
no mais não posso dizer
do espaço
que não afasta
a presença do ser
o que está em mim
certamente está em você
afinal, distância na alma
é algo que ela não vê
e nada impede
este viver
o que está em mim
o que está em você
no mais
não posso dizer
Desculpe as rimas (horrÃveis). Se a forma é péssima, o conteúdo é ótimo.
O mais lindo poema que li por aqui (e tem muita coisa boa por aqui!)
Beijos
Brida
que lindo menina!
O Hilderaldo já disse tudo!
De uma olhadinha no meu
que versa quase sob o mesmo tema
http://www.overmundo.com.br/banco/pedido-4
Parabéns e bjssssss
Brida minha querida.
O matiz do amor tem cor?
Ah! dor de amor sem valia ( Essa dor eu conheço)
Fortuna, desviar e alegria.
Uma importante observação.
Um maravilhoso poema.
Deixo minha atenta leitura e um beijo em seu coração.
Obrigada, queridos.
Renato...sempre.
Hideraldo...saudade, muita (o irreversÃvel)
Doroni, você é super special.
Clarinha... quem não cxonhece essa dor?
Beijinho para cada um
Uma canção da presença da ausência... Uma cantiga leve, mas dolorida... Lindo, Brida.
beijo
meus votos e meu carinho
inicio assim sua votação!
beijo no coraçãol
Nydia, doce menina, amor dói, sim. É preciso muita coragem. Em compensação, 1 só gesto pleno do Amado já nos restaura e invade nosso corpo e alma de uma perfeita alegria.
Celina, que bom ter você iniciado minha votação.
Beijos amorosos, minhas lindas.
Brida, parabéns pelo poema. E essa dor todas nós conhecemos. O masoquismo feminino é curioso. Descobrimos muito com elers;)Essa dor aÃ, gostamos de vivê-la. sinal de que estamos vivas, ainda que quase mortas;))
mille baci
Linda, eles passam por dores ainda mais fortes, sabia? A dor do homem que ama é incomensurável. Por isso perdôo tudo nos homens. E ELES NEM MASOQUISTAS SÃO (!!!!!), como nós, que somos, somos, somos. Agora,imagine como os homens sofrem, os heróis. É o que eles são, HERÓIS. E nós somos umas...masoquistinhas, rsrsrsrsrsrs. Tá vendo as cenas?
Beijinhos
muito bom.votado.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 9/8/2008 14:15
Brida,
você disse tudo...
" Um só gesto do amado, já nos restaura" e nós nos contentamos com tão pouco não é? As vezes uma palavra basta.
bjssssss e votos
verdade, Nydia, quanto ao gesto do Amado. Mas eu NÃO me contento com pouco NUNCA!!!!!
Quero é tudo mesmo. Ou o carinha "sarta fora" de minha vida. Demito ele. Corto a garganta e demito kakakakakaka! Mesmo que eu chore um mar depois. Comigo não, neguinho (meu lema de hoje) hihihihihihihi
Beijo, florzinha delicada
Retorno,hoje um pouco mais pobre se é que seja possÃvel esvaziar o que nunca tive.
Deixo aqui meu imenso carino por ti e meus votos pelo poema.
Bom fim de semana.
Hideraldo.
Não tenho mais palavras.
Usei todas que sabia.
Imensa é a saudade.
O olhar vagando só
em viagem
por uma noite sem ânsia de sol.
O Amado brilha.
São trabalhos como esse que me enche de alegrias , poderia eu ficar aqui vários dias lendo , pois está muito bom . Bjs...
delen · Cotia, SP 10/8/2008 14:56
Bom saber que o amor mesmo sofrente, ainda assim acalenta a alma da gente e se faz semente a ser fecunda numa breve e boa chuva, ajustando-se como luva nas brumas de um céu com jeito de mar, que se fará sereno quando o ser amada por conta de todo esse encanto, retribuir mesmo que seja com um olhar "pequeno".
Sasudações Cordias,
Paulo Maciel.
Deu pane aqui.
Publicado.
Com carinho.
Acho que a página do over está com problemas.
clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 10/8/2008 21:28
O eu lÃrico exalto o amor ausente, mas um amor que
se faz presente na vida do amado. O outro é tão importante que chega ele ser ela a própria vida, a própria existência, que valhe mesmo asusente. Como se o eu poético se alimentasse da lembrança e isso fosse o bastante para a espera que nunca chega.
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