Uma estrada de luz
Conduz-me a ti
Guia-me uma estrela
Tremeluzindo fugaz
Vésper induz aurora
Rebate brilhos de outrora
Num caminho de tempo
Percorrido ao infinito
Meio à bruma e ao breu
Insinua-se o perfume teu
Flor das frescas manhãs
Um aroma de chão à chuva
As folhas dão-me contas tuas
Torna-te tranqüila, amada,
Não tema os oblíquos silvares.
Acalmam-se os mares.
Das flores as puas retiradas
Encanta-me tua dança peregrina
Rodando o fogo, a saia majestosa.
Altera os sentidos do tempo, atropela.
A fortuna me protege e me anima
Bom dia Adroaldo!
Amor iluminado, de estrelas!
E o 'canto cigano', deve ser muito lindo...
Belíssimo!
abraços
Adroaldo usas palavras encantadoras nestes versos, lindo demais! volto pra votar! Tremeluzindooo...beijus.
soninha porto · Porto Alegre, RS 4/3/2008 11:27
Então eu não saio daqui, Soninha. Prometo. E fico feliz, no aguardo do teu retorno..
Boa tarde, Branca.
Fiz esses versos em eco aos de uma amiga poeta. Tentarei alcançá-los para trazê-los aqui e veráso que de fato é lindo e muito belo. Eu assim o percebi, ao menos. Se de algum modo eu esquecer, tens a liberdade de lembrar-me se assim quiseres.
Grato por teu estímulo
Lindo,
rodado, prometido e negado - como as ações seculares ciganas; as "folhas oferecendo contas"
já que o rosário é mero´enfeite.
Parabens, Professor
andre.
Cruzes não mais assombram, que rodamos à luz do fogo e nele já não queimamos, Mestre André. Grato.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 4/3/2008 22:58
Flor das frescas manhãs
Um aroma de chão à chuva
As folhas dão-me contas tuas
Pura poesia Adroaldo.
Dançarina peregrina, um fogaréu de paixão e encanto
abçs.
Cíntia amada das minhas inspirações mais queridas, se falas assim eu avexo.
Poesia é mais que o poema, que apenas lhe suporta e dá tráfego para as almas sensíveis, como demonstras nesse teu agrado a meus versos.
Tentei ao máximo, com síntese minimal, um diálogo com aquela sempre presente poética das respostas virem com o vento.
Sinto que ainda não oconsegui.
Não desanimo.
Sobreveio,no entanto, por outras vias, a das musas gentis por certo, essa parte que destacas, um aroma de chão à chuva, do que muito gostei.
Parece-me estar na soleira da porta da casa, a madeira seca estalando aos pingos grossos daquelas chuvas de verão repentinas que nos faziam correr para casa e tirar a roupa...
Sim, tirar a roupa, para volta à rua empoeirada de terra seca já se umedecendo e exalando o característico e inconfudível cheiro bom de frescor e renovação
E tomar banho de chuva e rolar no barro macio que nós próprios, moleques, fabricávamos.
Tudo isso me vêem à mente na hora daquele verso, que deve baixado de outra esfera para aqui.
Sei que um mágico não explica seus truques.
Sei que não cabe ao autor explicar um poema.
Também sei, no entanto, que agora sou apenas um leitor dessas linhas.
Por tanto é que me atrevi a falar da impressão que tenho ao ler o teu destaque.
Por óbvio, agradeço lisonjeado tua entusiasmada e estimulante anotação.
Beijo enternecido.
parabéns pelo belo poemaa, addroaldo. Cantar o amor sempre é belo, sempre é necessário, sempre é urgente. Ainda mais esse amor cigano, pleno de cores e matizes diferenciadas. Cantemos sempre o amor e a amada, razões de nossas vidas. Meu voto Danlima
danlima · Brasília, DF 6/3/2008 21:13
ADROALDO, POETA MAIOR!
Este (talvez) seja um dos melhores poemas teus!
Sem muitos comentários...
É só leitura!
Lendo mais uma vez!
Parabéns!
Lailton Araújo
Querido Adroaldo:
Te protege e te anima... Assim seja!
Beijos_Meus*
*
Olá L*L*, buena dicha es la fortuna, la suerte.
Grato Lailton, queres musicá-la? Parece que dá uma toada tipo às de menestréis vilões de feiras do renascimento.
Grato por tua estima e estímulo Danlima.
ADROALDO
Salvei o poema...
Tenho um projeto em andamento: letras (poemas) x músicas...
Estarei musicando esses poemas nos próximos meses.
Aguarde surpresa: Adroaldo Bauer/Lailton Araújo
Abraços.
Lailton Araújo
Muito me honrarás e, desde já, sei que será agradável e bela tua surpresa, por teu talento que se confirma e reafirma.
rato, Lailton.
Povo Cigano é povo de Fé.
Acredite se quizer,
eu sou cigano e tenho Axé
tenho Axé para quem vier.
Lindo poema adroaldo. Os ciganos carregam essa majestoso
mistério entre o velado e o revelado.
Com Carinho
Tenho fé em que de fato é, amigo Sander. Está escrito nas estrelas.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 8/3/2008 15:00
Adroaldo,
Cheguei a tempo de ler, gostar e votar.
Beijos,
Regina
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