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Capital sete (ou o início do fim na altura da “3”)

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Gilbson Alencar · Brasília, DF
16/4/2009 · 275 · 65
 

Capital sete (ou o início do fim na altura da “3”)
Por Gilbson Alencar
I
A atmosfera não era das melhores, havia cheiro de incompreensão. As estrelas, entre outros astros, trocaram o brilho pelo opaco: o céu estava negro.
Mesmo ofegante, caminhava de forma compassada aos limites da comercial da ¹203 Norte. Com um frio na espinha dorsal, parei e observei sete seres sentados à mesa do bar. Ali, conversavam enquanto alternavam copos cheios de cerveja, na subida, com recipientes vazios, ao descê-los. Impulsos nervosos e demais conexões eletro-químicas passavam por abalos. Riam-se uns dos outros, pois sabiam que eram inerentes a si mesmos. Contudo, os semblantes das criaturas sofriam alterações. Não só as feições, mas as estruturas ósseas alargavam-se e ficavam pesadas. Aos poucos se tornavam gigantes, massas brutas monumentais envolvidas em uma trama rude de agressões.
A natureza agressiva era em demasia comum ao primeiro deles, mas contagiava os outros seis. Davam-se golpes que se acertassem um mortal seriam fatais. Assim, iam-se digladiando as bestas-feras.
Concomitante à ira instaurada no ambiente, almas quase puras, que ali estavam por acidente do destino, se escondiam prevendo o pior. Muitas flutuavam descompassadas rumo à superquadra da parte baixa.
Parecia não ter fim o caos daquele déjà-vu, os quadros violentos se repetiam com velocidade intensa. Uma das bestas viu a face deslocada e compulsivamente pôs-se a chorar, não pela dor, mas pelo dano à sua imagem.
Outra das criaturas desabou no chão imundo e pegou suas míseras moedas, antes escondidas para que ninguém soubesse da existência delas, tinha a certeza que a conta deveria ser paga por terceiros, nunca por ela! Não teve chance, ao cair para contá-las foi massacrada a pontapé.
Com as vísceras estagnadas, após horas de excessos, um dos grotescos só conseguiu atacar seus oponentes por poucos minutos, não aguentou muito, estava entupido de fluidos e materiais orgânicos, entregou-se à eliminação.
Outra das bestas se ausentou logo da zona de terror. Cansada desde o início da briga, malemolente, adepta da inação, acertou escassos golpes e recebeu tantos. Sentou próxima aos três corpos aniquilados e, em letargia, sucumbiu, apodrecendo rapidamente no solo espúrio.
Ao perceber que não tinha muito tempo e intuindo chances inexistentes para si, a besta com maior sensualidade propôs o fim da devastação e prometeu devassidão aos dois últimos oponentes. Em um canto nefasto do prédio comercial ofereceu seu corpo e aliciou mais três criaturas vendidas, com menor envergadura corporal, que assistiam ao confronto pálidas de terror e entregaram suas almas mesclando pânico com prazer carnal.
O mais robusto e agressivo dos bárbaros não deu trégua às quatro energias femininas, compulsivamente as consumia. Inconformado com o vigor promíscuo entre o macho maior e o quarteto de fêmeas, o último dos monstros aliou, de forma suicida, sua natureza invejosa à energia do ódio. A combinação explosiva não deixou registro de quase nada, apenas um pedaço de corpo carbonizado.
II
Ao presenciar o que havia de mais grotesco, um quadro bizarro, desci perplexo, puxado por energia advinda de determinado ponto da “3” Norte. Olhei para trás e vi os gigantes espalhados no asfalto. Percebi o sinal amarelo, ao olhar para frente, e uma mulher atravessando uma criança num cesto trançado de maneira artesanal. Ela apertava afoita o semáforo, queria atravessar logo de uma comercial à outra. Nada fazia sentido, pois não havia carros transitando naquele cenário caótico, os seres que por ali passavam estavam a pé, a maioria deles corria com a cabeça baixa em rumos diversos.
A mulher insistiu, até que o sinal fechou e ela seguiu para o comércio local da 204 Norte e pelo fundo, entre as lojas e as residências, correu para a ²SQN próxima à ³L2.
Eu a segui até as “400”, no início eram prédios o que visualizava, mas em poucos metros andados cheguei à entrada de uma floresta. Adentrei na imensidão verde que se apresentava à minha visão e demais sentidos alterados pela força do ambiente. Parei, por segundos, e prestei atenção à intensidade do meu respirar. Estava ofegante e aos poucos controlei o pânico castigador da fisiologia.
Como um lagarto, camuflei-me na paisagem. Por instantes tudo permaneceu calmo, silencioso como as madrugadas angelicais presenciadas por espectros que transitam em terrenos lapidais.
De repente, ouvi barulho de cachoeira, fiz movimento para a esquerda e vislumbrei, com a percepção lenta, um velho despido, com longos cabelos brancos. À sua frente, outro homem – esse bem mais novo, devia ter a soma de pouco mais de três décadas. O ancião banhava a cabeça do mais moço e pronunciava palavras desconhecidas para mim, talvez estivesse recitando uma oração em língua morta.
Ao olhar para a direita vi três seres: uma fêmea e um macho esquálidos, sem costelas, em cima de uma árvore frutífera havia um reptil viperídeo com fruto colorado preso na enorme boca traiçoeira da qual escorria líquido letal.
Por entre as árvores avistei inúmeras mulheres, suas vestes pareciam ancestrais. Elas corriam, estavam tomadas por volúpia. Com voracidade de lobas arrancavam as roupas umas das outras. Em cima de folhas secas, caídas há séculos, consumiam-se à lambidas e mordidas, os uivos eram contínuos e ensurdecedores.
Fiquei entorpecido de prazer, queria estar com todas elas, como um refém das míticas amazonas. Mas não podia me mexer, a magia onírica me paralisava.
III
Aos pés da Ave Maria, imagem protegida por uma gruta incrustada na floresta atéia, estava a rezar aquela mulher com a criança que repousava dentro do cesto.
A santa ganhou vida, pegou o pequeno ser, demasiado humano, e em troca entregou à mulher um espelho que refletia o futuro na medida em que esse tempo ia se transformando em passado. Com apenas um movimento, a divindade se fez entender e a mulher foi viver todas as etapas que tinha pela frente antes de se tornar ela a imagem adorada naquela gruta.
Segui por um estreito caminho, por entre as árvores, passei ao lado de um palácio no qual se reuniam homens e mulheres na certeza de que estavam a doutrinar energias desprendidas de suas próprias carnes, criaturas que vagavam em um mundo que um dia serviu-lhes de casa.
Apenas passei ao lado, nada além. Continuei minha solitária peregrinação como um mero observador que transita sem causar e sem sofrer danos, um homem que tem em si o desejo de interpretar o que não pode ser visto, dito, escrito ou escutado.

Obs.:
1.Super Quadra de Brasília
2.Sigla de Super Quadra Norte (endereço geral da Asa Norte)
3.Avenida de Brasília (L2 Norte)

Texto escrito na cidade de Salto (Uruguai), em janeiro de 2008.

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Autoria
Autor: Gilbson Alencar
Ficha técnica
Jornalista (profissional). Escritor e compositor (por força originária de um estado de inquietação - parafraseando a definiação de "pulsão" in Idicionário Aulete).
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Jubs Corrêa
 

Só falta um minuto para estares no mundo cibernético..
Boa estada. Bj.

Jubs Corrêa · Brasília, DF 15/4/2009 00:29
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Jubs Corrêa
 

Pronto, meu voto é seu!
Realismo fantástico de primeira linha.
Merece ser mais que um conto..já pensou em transforma-lo em roteiro para cinema? Pense nisso querido amigo!
Tens muito potencial! Um beijo!

Jubs Corrêa · Brasília, DF 15/4/2009 00:34
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Gilbson Alencar
 

Valeu, Jubs!

Gilbson Alencar · Brasília, DF 15/4/2009 00:46
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wancisco franco
 

"um homem que tem em si o desejo de interpretar o que não pode ser visto, dito, escrito ou escutado."
Um humano, demasiado humano, como disse Nietzsche.
Um narrador sem época - filho do eterno retorno.
Texto caleidoscópio. Imagens cinematográficas ("literais") e "intransponíveis" (literárias).
Talvez seja mesmo o caso de visualizá-las por mãos roteristas, ainda que sob "o desejo de interpretar o que não pode ser visto, dito, escrito ou escutado."
Meus cumprimentos e votos.

wancisco franco · São Paulo, SP 15/4/2009 09:35
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joe_brazuca
 

o que voce tomou, amigo ?...tb quero !!!!....rsrsrs

bom pacas...pra lá de...alucinei !

( como sugeriu Wancisco, FAÇA UM FILME !!! )
abs

joe_brazuca · São Paulo, SP 15/4/2009 20:05
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Raiblue
 

Caramba!! Alucinante,querido,Gibson!!!
Fiquei aqui zonza de tantas imagens que fui visualizando...totalmente cinematográfico mesmo,concordo com o Wan!!!!
Narrativa super instigante e prazerosa!
Gostei muito mesmo!!!

Parabéns!
bluebeijinhos

Blue

Raiblue · Salvador, BA 15/4/2009 20:19
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Cintia Thome
 

Impressiona, preguiei os olhos no texto
agora copio Gibson, reler reler...
muito bom, cheio de imagem e imaginamos
mais situações. Bárbaro
Fazia tempo que nao lia algo assim tão bom

Parabens mesmo!

Cintia Thome · São Paulo, SP 15/4/2009 21:41
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Cláudia Campello
 

Nossa ! que viagem foi essa?
mistica e... tao real. aff!
adorei.

bjsss;)

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 16/4/2009 00:53
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Roberto Costa Carvalho
 

Forte, muito forte!... Expressivo demais!
Obrigado pela boa leitura!
Parabéns

Roberto Costa Carvalho · Aracaju, SE 16/4/2009 01:50
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gamito
 

Ola Amigo. Parabéns - texto impressionante, com sua narrativa forte, que nos permite entrar no mesmo - o sentir!

Abçs
Gamito

gamito · Brasília, DF 16/4/2009 02:31
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raphaelreys
 

Beleza de realismo fantástico!

raphaelreys · Montes Claros, MG 16/4/2009 06:31
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Guilherme de Faria
 

" como um lagarto camuflei-me na paisagem"
Bela peças de escrita surrealista, intrigante, enigmática...
Votei.
Um abraço
sucesso!

Guilherme de Faria · São Paulo, SP 16/4/2009 08:03
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andré diefenbach
 

Li, gostei e votei... muito reais as descrições...

andré diefenbach · Santa Maria, RS 16/4/2009 09:14
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geraldo maia
 

olá, realmente muito louco e bem escrito, gosto de quero mais.
Vamos votar sim,

abraço,
sucesso,
geraldo

geraldo maia · Salvador, BA 16/4/2009 09:35
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Patricia Rocha
 

rsrs concordo com o Joe... O que vc anda tomando hein??
Viagem...
abraço
Pat

Patricia Rocha · Rio de Janeiro, RJ 16/4/2009 09:42
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André Calazans
 

Viagem total, muito bom !

André Calazans · Rio de Janeiro, RJ 16/4/2009 10:32
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alcanu
 

Inúmeras imagens e movimentos como convém a um bom filme !
Tá muito bom o resultado final, filma isso urgente, roteiro digno de um Oscar !
Como escritor tu é um ótimo cineasta !
Um beijo !

alcanu · São Paulo, SP 16/4/2009 10:47
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Juscelino Mendes
 

Poético e escrito com competência. Excelente! Abs.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 16/4/2009 11:01
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Zeca Avelar
 

Booommm Diaaa amigo Gilbson...

Perambulei pelo roteiro de seu texto - até sem pretexto...
De repente, me vi qual mais um dos espectros das pascoas passadas, onde nos sabados das aleluias, se matavam mil judas em holocaustos frios.
Nesse instante, toda essa Asa Norte se fundindo com a sul, se transforma em um anjo enorme com essas asas, que porém impossibilitado de voar, penetra nos copos e corpos das bebericagens, transformando em cicuta cada gole sorvido pelos seres ora feras insaciáveis.
E nesse clima próprio dessa BSB onde o poder é o Anjo Negro decaido, até as cigarras se transformam com seus intermitentes cantos, em pitonisas devorando cada folha das meninas arvores que as abrigam...
Também vi essa luz, que também vislumbro qual a de uma Ave Maria, que qual a sinfonia de Walt Dysney, vai dissipando os demonios, ao som de suave musica...

Parabéns pelo seu texto, que nos transporta pelo "Portal" de uma das Dimensões desses UniVersos paralelos, para as mils realidades!

AbraSSos Amigos,
ZecaFeliz
gaDs!

Zeca Avelar · Florianópolis, SC 16/4/2009 11:21
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azuirfilho
 

Gilbson Alencar · Brasília (DF)
Capital sete (ou o início do fim na altura da “3”)

Um Texto bem escrito merecedor de elogios pela diversidade da sua abrangência e da facilidade em que é descrito.
Tem tudo a ver, com as sem fim, características humanas no proceder do dia a dia, de tantas turbilências causadas pelas desigualdades sociais, que tanto explicam os comportamentos sem harmonia e sem amor.
Parabéns.
Abração Amigo

azuirfilho · Campinas, SP 16/4/2009 12:32
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Samuel Luciano Assunção
 

alucinante meu caro...
beleza.

abraços

Samuel Luciano Assunção · Angra dos Reis, RJ 16/4/2009 15:04
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Liz Hermann
 

Oi meu querido, parabéns!
Beijos de luz... Liz
www.lizhermann.com.br

Liz Hermann · São Paulo, SP 16/4/2009 17:30
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menina_flor
 

Olá Gilbson,
Obrigada pelo convite.
Adorei o seu conto. Brasilia é mistica e você colocou isso em seu texto. Caminhei com você entre linhas...
Votado
Sucesso!
Patty

menina_flor · Rio de Janeiro, RJ 16/4/2009 17:52
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Doroni Hilgenberg
 

Gibson,

Interessante e reflexivo.
Nessa confusão de almas, seu texo nos remete ao céu e ao inferno.
e também a uma Brasilia onde tudo se "tece e acontece" ante os olhos de um observador que fica indignado mas nada pode fazer.

bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 16/4/2009 18:05
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Ivette G.M.
 

Depois de tomar o Santo Daime dá para visualizar este mundo fantástico que você imaginou.
Muito bom. Parabéns.
Ivette G M

Ivette G.M. · Cotia, SP 16/4/2009 19:40
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LAURO WINCK
 

Votando e desculpando-me pelo atraso!
abçs

LAURO WINCK · Rio Pardo, RS 16/4/2009 19:51
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Alexandre Eduardo Weiss
 

Tipo foda!
votei!
yeah!

Alexandre Eduardo Weiss · Rio de Janeiro, RJ 16/4/2009 21:43
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kfarias
 

Bom, muito bom.

Votado

kfarias · Águas de Lindóia, SP 16/4/2009 21:52
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Dedete
 

Muito bem escrito...votado...abçs.

Dedete · Tombos, MG 17/4/2009 08:22
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Cau Santana
 

Obrigada pelo convite.
Fiz uma leitura fascinante.
Abraços
Votado

Cau Santana · Barreiras, BA 17/4/2009 09:31
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Julio Rodrigues Correia
 

Excelente conto. Voto, embora tardiamente.

Julio Rodrigues Correia · Manaus, AM 17/4/2009 09:42
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Daniele Boechat
 

Com atraso, Gilson, mas ainda em tempo de dizer o quão fantástico, inteligente seu conto. Estou mto feliz por ter estado aqui e tenha certeza de que voltarei agora em diante. Bjs.

Daniele Boechat · Rio de Janeiro, RJ 17/4/2009 11:50
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JAZAHU
 

Parabéns...
Um abraço da família JAZAHU.

JAZAHU · Brasília, DF 17/4/2009 12:49
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Bia Santana
 

parabéns

Bia Santana · São José dos Campos, SP 17/4/2009 13:44
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Vives
 

Votado. De certa forma, futurístico. Parabéns! Bjs.

Vives · Porto Alegre, RS 17/4/2009 16:22
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Jéfte Sinistro
 

Jéfte Sinistro · Cabo de Santo Agostinho, PE 17/4/2009 17:17
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Jéfte Sinistro
 

Sem palavras. Conto incrivelmente bem escrito! Realismo fantástico de primeira linha... Um show de imagens fortes e (es)histórias nem desenroladas a acompanhá-las...

Jéfte Sinistro · Cabo de Santo Agostinho, PE 17/4/2009 17:19
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camuccelli
 

Dando aquela força!

camuccelli · Rio de Janeiro, RJ 17/4/2009 17:22
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Cica Buendia
 

Cinematográfico... belo conto! Parabéns!

Cica Buendia · Recife, PE 17/4/2009 19:00
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Rangel Castilho
 

Salve, Gilbson!

Wancisco disse tudo e mais um pouco.

Você é bom!

Abraço Pantaneiro.

Rangel Castilho · Anastácio, MS 17/4/2009 20:35
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Benny Franklin
 

Grande Gibson!
Seu texto é de prima. Gostei de ler!
Mande mais...

Benny Franklin · Belém, PA 17/4/2009 20:54
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monica grisi
 

Gibson,
Talvez não haja mais o que ser dito diante de um texto literalmente fantástico!!!
Gostei muito do texto principalmente pela maneira com a qual os personagens vão ganhando vida, e seguindo a sua trajetória, pois eles se movimentam sem que o anterior morra, pois as sensações ficam vivendo em nos, enquanto nos deliciamos com outro personagem!!!
Perfeito!!!

monica grisi · Salvador, BA 17/4/2009 21:32
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Pepê Mattos
 

Do horror à vida real... Tem-se a impressão que assistimos a um daqueles programas de rondas policiais... Zappeando, tv à frente, pudores pra trás... Justo no momento em que Poe me vem à lembrança... O horro, o horror, diria Conrad... Escrita firme e poderosa que arrepia e faz pensar... Do início ao fim... Parabéns,... Abraços e votado...

Pepê Mattos · Macapá, AP 17/4/2009 22:59
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Nildo Cordel
 

Belo texto. Um pesadelo real. Lembrei de meus devaneios infantis.

Nildo Cordel · São Paulo, SP 18/4/2009 00:44
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Almir Capthor
 

Escrever sempre me fascina, brincar com a imaginação também, parabéns, bom texto.
Abraços
Almir Capthor

Almir Capthor · Rio de Janeiro, RJ 18/4/2009 03:24
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Alex èrza
 

É isso aí, a vida prossegue. Continue, avante!

Alex èrza · São Paulo, SP 18/4/2009 17:25
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Morgana Pessôa
 

FUI e VOLTEI. AMEI.

Morgana Pessôa · Araruama, RJ 18/4/2009 18:47
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llamar al pan
 

Você. O primeiro que traduz meu codinome aqui no Overmundo. rsrsrsr. O que mostra sua cultura...Aliás, seu texto tem muito requinte intelectual. Voto de bom grado!

llamar al pan · Belo Horizonte, MG 19/4/2009 14:17
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danlima
 

caro conterrâneo
otimo texto, imaagens fortes que lembram sabe quem? os desenhos do moebius, na "Heavay Metal"- mas pede uma coantinuação, como nos antigos seriados -

danlima · Brasília, DF 19/4/2009 21:07
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amarilis pazini aires
 

ADOREI VIAJAR NAS TUAS LINHAS.
PARABÉNS

amarilis pazini aires · São Paulo, SP 20/4/2009 02:04
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sheila duarte
 

" Fiquei entorpecido de prazer, queria estar com todas elas, como um refém das míticas amazonas. " Seu texto provocou este clima de volupia descrito no trecho das amazonas, gostei muito, votadíssimo!

sheila duarte · São Paulo, SP 21/4/2009 00:53
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la paulita
 

entao amor, texto doido heim? fala a verdade...as tardes silenciosas e calmas de salto servem para incentivar teu cérebro e criar coisas como estas... porém acho que também foi escrito em Punta Colorada, ou nao??? de novo em tardes de silencio de tanta siesta antes de ir pra praia....
sei onde está plasmado este conto, naquele caderno que tem na capa um sapo verde!!!!! doidooooooo!!!!
beijos, eu te amo.
tua esposa

la paulita · Kuwait, WW 21/4/2009 13:05
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Faraó
 

Muito bom! Segue o voto com atraso.
Um abraço afetuoso, Faraó

Faraó · Fortaleza, CE 24/4/2009 00:25
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ajursp
 

AMIGO PARABENS OTIMO VOTADO MUITO SUCESSO AJUR SP

ajursp · São Paulo, SP 25/4/2009 21:33
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Naeno
 

Há o que ser dito. Trata-se de um belo conto. E eu li, vi, gostei.
Por isto estou votando, com consciência.

Naeno Rocha

Naeno · Teresina, PI 29/4/2009 10:54
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Alessandro Maraca
 

show.

Alessandro Maraca · Ribeirão Preto, SP 29/4/2009 12:22
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O NOVO POETA.(W.Marques).
 

texto gosotoso de ler.votado.

O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 29/4/2009 17:49
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romulo andrade
 

Muito legal. Reconheço essa cidade mutante: entre os ipês, pequizeiros e sucupiras, muitas antenas nos prédios de concreto, vidro e metal.

romulo andrade · Brasília, DF 29/4/2009 21:11
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Vasqs
 

Uh, delirante. Belo texto, já começa pisando: havia cheiro de incompreensão no ar...

Vasqs · São Paulo, SP 5/5/2009 18:32
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Naeno
 

Belo texto. Vou ficar nisso.

beijo na pele do teu coração

Naeno Rocua

Naeno · Teresina, PI 5/5/2009 20:25
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Naeno
 

Gostei do teu conto. Os detalhes que nos forneces de movimentos, transformações, transfigurações, são perfeitamente entendível, e passam uma emoção muito calliente para nós leitores.
A princípio, e ainda é uma hipótese, tudo o que vistes, descrito no teu conto, é talvez a sombra do teu próprio medo.
Como um surto, que ao meu ver poderia ter passado, colocasses tu, um comparsa de noite do teu lado.

Belo mui belo.


M

Naeno · Teresina, PI 11/5/2009 16:45
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Kdumartins
 

... horas de excesso... Que cabem bem nessa vida. Belo texto meu amigo.

Abs.

Kdumartins · Brasília, DF 7/9/2010 00:24
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Sihmoneh Maia
 

Fantástico, meio nonsense, visceral, extremamente criativo e bem escrito. Parabéns pelo trabalho!
Se quiser, sinta-se à vontade para visitar meu perfil e conhecer meus !escritos esquizóides"...

Sihmoneh Maia · Santo André, SP 12/3/2011 09:19
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Edson1970
 

É MEIO FICÇAO CIENTÍFICA, MAS PURA REALIDADE DO CAOS URBANO E DO CAOS INTERIOR DOS SERES HUMANOS. GOSTEI DEMAIS. VLW

Edson1970 · Mossoró, RN 21/5/2011 21:57
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Cezar Ubaldo
 

Caro Gilbson,parabéns pela excelência escrita no campo do realismo fantástico.É importante saber lidar com a realidades ou realidades e transportá-la para uma dimensão que nem todos têm acesso,mas ,muito importante.Seja na literatura,na pintura ou no cinema ,o realismo fantástico é,simplismente fantástico.Mais uma primorosa escrita,amigo.Abraço.

Cezar Ubaldo · Feira de Santana, BA 27/5/2011 06:39
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