CARTAS MOLHADAS, SEGREDOS PERDIDOS.
(Autor: Antonio Brás Constante)
Quantas cartas espalhadas sobre uma cama molhada.
Do forro gotejam goteiras. Furtivas lágrimas da intensa tempestade.
Escritas borradas embaralham palavras envelopadas.
Confidencias gravadas que mancham colchas ensopadas,
desenhando marcas em tecidos de tergal.
A gota, a cama, a água imóvel no ventre do móvel.
A letra, o papel, a cumplicidade em forma de cartas,
abandonadas em um quarto de motel.
Finda a chuva, seca a cama, sobram as cartas ali deitadas.
Sumiram seus símbolos.
Perderam-se seus segredos.
Cessaram suas palavras.
Pedaços de papel inútil, vítimas de uma chuvarada.
Que beleza, Antônio!
Além de um ótimo cronista, também um excelente poeta?!
Estamos bem servidos!
Abraços!
Antônio, também achei muito bom! (Ou me caiu muito bem, ou me subiu à cabeça).
Abraço!
Valeu gente,
Gente valeu,
Valeu, valeu,
Gente valente, lá vou eu novamente, a ordem que impera é que um novo texto me espera, escrito, transcrito, as vezes até esquisito, mas enquanto minhas mãos se manterem livres de qualquer camisa de força, que tranquem minha força de vontade através de regras que tentem impor sanidade, viverei e registrarei... O quê? bem, isto ainda não sei...
Grande abraço.
ABC
P.S: se vc já leu esta mensagem, é pq eu repeti ela mesmo, várias e várias vezes. O mundo é um lugar realmente cruel.
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