Chuvosa manhã aquela.
O vento frio e molhado ardia no rosto e nos braços.
Como por capricho de um 'dia daqueles', insistentes gotÃculas d'agua carregadas com sujeiras, arremessadas ao ar pelas rodas de um caminhão frigorifÃco que impedia a passagem, intriduziam-se num burraco do capacete onde devia haver uma viseira.
Era o começo de um novo dia, onde o porvir seria negro como trevas; nenhum duende, fada ou bruxas, poderia armar armadilha na filosofia do tempo.
Um aprendiz.
Uma historia.
Já gravada nas escrituras do destino onde intervenções não seriam toleradas.
A lógica seria arbitrária se presente estivesse... Arremessado ao ar o pequeno mineral paira pelo vácuo por tempo imperceptÃvel; sugado por um forte fluxode ar locomovendo-se em grande velocidade o pequeno mineral aterrissa sobre uma superfÃcie úmida e macia... Luzes varmelhas piscam.
-Ao morrer pela primeira vez, Joana sentiu uma leve brisa tocar seu rosto e arrancar do corpo a alma.
-Ao morrer pela segunda vez, Joana sentiu um forte vento desatar os nós transformando-a em partÃculas de tudo.
-Ao morrer pela trerceira vez, Joana sentiu que suas partÃculas espalharam-se pelo vasto espaço de tempo, e o tempo; parou!
-Ao morrer pela quarta vez, Joana sentiu suas partÃculas espalhadas pelo vasto espaço de tempo parado, juntar-se novamente atando nós; e uma leve brisa trazendo sua alma a um corpo desconhecido.
_Ao morrer pela quinta vez, Joana renasce.
parabéns!!belÃssimo texto!!
abs.
Vc é bastante criativo!!!! gostei!!!!
carlos alberto · Ribeirão Preto, SP 11/1/2007 11:00Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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