Patrícia Moreira - vídeo-arte- animação curta 2'10''- Causa Mortis - 2006 - clique aqui e assista a animação!
Não há o que reformar num sistema cuja lógica é a redução do ser humano à condição de mercadoria. O "trabalho", transformado num fim em si mesmo e voltado para a revalorização do dinheiro.
O ser então prefere ter e parecer, do que realmente SER.
Continuamos aprisionados a uma existência sem vida -- onde milhares de seres se regozijam diariamente sentados numa cadeira, contando dólares, fazendo apostas, de terno e gravata, aferrados aos celulares. Um bloco de concreto num espaço tão reduzido para abrigar tanta gente que ali passa talvez a maior parte dos seus dias.Não estamos discutindo aqui apenas o aspecto moral, de uma sociedade profundamente injusta, mas também -- e principalmente -- por transformar as relações entre as pessoas numa relação entre "coisas", impondo-nos uma existência alienada.
Discutir essa realidade é o primeiro passo para se buscar a superação desta forma histórica de sociedade. Pois devemos perceber que o terror maior -- o terror total da vida -- é suportado no cotidiano com relativa "naturalidade".
Ficamos nós, herdeiros desta tragédia, a se perguntar o que fazer. Quando até mesmo a capacidade de refletir sobre a nossa existência vai se esvaindo, dando guarida a um espectro de vida, cada vez mais semelhante a uma não-vida humana.
Tal como se inscreve na palavra sacra: somos à imagem e semelhança do nosso "Deus".
O frio e cinzento "Deus da forma-mercadoria".
Patrícia Moreira
Belo Texto. Angustiante Foto... Mas bela como a tomada que a precedeu o clic. Parabéns!
Abçs, Benny.
Benny, Obrigada! Espero que tenha apreciado o vídeo!!! Grande abraço.
Patricia Moreira · Vitória da Conquista, BA 30/7/2007 21:28
Vc é boa Patricia. Muito boa. Parabens, viu?
rs.. Obrigada Frank! Paz sempre! Um abraço.
Patricia Moreira · Vitória da Conquista, BA 31/7/2007 14:26
Patricia.
falas com com rara beleza do poder dos homens insensatos, do reluzir do ouro, como as pepitas que dementem e matam os garimpeiros. Começas pela morte- imagem forte- que caminha- beleza de video- e termina num desabafo- que é teu, e que não me atrevo a discordar.
Beijos
Noélio
Noelio. Obrigada. ... São sempre ótimas suas colaborações e fico feliz que tenha percebido as nuanças..grande abraço
Patricia Moreira · Vitória da Conquista, BA 1/8/2007 13:01
Patricia, não conhecia este seu lado crônista. Como é boa hein!
Achei suas palavras tão fortes, carregas de revolta e, acima de tudo, verdadeiras.
Parabéns "amiga oxe"!
abraços
uai Lucas!! E o video? Não deu uma olhada? obrigada pelas palavras..bjs
Patricia Moreira · Vitória da Conquista, BA 1/8/2007 21:21
Ops!!! me esqueci dele...rsss
Mas um lado que eu não conhecia em você.
Sério mesmo, ficou muito legal o roteiro e a animação com massinha.
A criatividade está transbordando em você...
abraços.
Pati, do céu - e li mas num olhei pra imagem, tenho um medo danado de defunto.
Mas é por ai mesmo, se não tivesse um pouco de angustia,
eita André.. mas esse defunto ae é de outro tipo - Obrigada! Um abraço.
Patricia Moreira · Vitória da Conquista, BA 3/8/2007 09:53No caminho entre o TER e PARECER o SER parece atarantado. Perguntas sem respostas circundam o ser humano, cada vez menos humano e cada vez mais distante do ser. Viver a vida é um ato heróico, porque dentre este ato vivemos nossa vida e a vida dos outros, mesmo que esta aparente não nos ocupar nosso tempo. Heróis pululam do nada (como aquele açougueiro mostrado no Jornal Nacional que divulga a literatura em açougues) e nos deixam estupefatos por conseguirem tornar a Vida mais viva com um ato simples. Ao publicarmos nossos queixumes exorcizamos fantasmas e abrimos caminho na fronteira do conhecimento. Pode não aparentar mas é nosso meio que temos para divulgar idéias e com elas transformar essa Vida nalgo mais possível de se viver. Em tempo: como minha conexão é discada (Macapá, junto com Boa Vista são as duas únicas capitais do país que não possuem banda laga), não foi possível assistir o video. Ah, e também adorei seu estilo. Beijos.
Pepê Mattos · Macapá, AP 4/8/2007 20:57
O Deus Mu-dança!
Transformar a realidade em atitude, forma e textura.
Ótimo texto.
Patrícia:
Comovente o seu texto, pela carga de inconformismo que ele revela. Prá mim, a naturalização do aviltamento das relações numa sociedade dominada pelo mercado, como vc bem descreve, é o mais asfixiante.
O vídeo também é muito bom, a trilha sonora cria o clima perfeito. Só uma curiosidade: aquêle olhinho que aparece ali é o seu ... ? ... rsrs ...
Beijos, e continue nos brindando com as suas idéias.
Em tempo: o vídeo também é perfeito como ilustração para o texto.
Levi Orlando · Porto Alegre, RS 19/8/2007 06:03Oi Levi! que bom que você tenha apreciado o trabalho! Tem determinadas coisas que não pode se deixar de falar! Quanto ao olhinho.. ele é um olhinho do banco de ollhos do google imagens mercadológico da net eheheh.. Um abraço e obrigada pela visita!
Patricia Moreira · Vitória da Conquista, BA 19/8/2007 12:28
O homem criou a moeda com uma modelo simbólico e uma forma de intrísseco valor. Leve, conduzível por qualquer parte do corpo, dentro de qualqer buraco de suas roupas. Inclusive os bolsos não surgiram para guardar mercadorias e sim, exclusivamente o dinheiro.
Isto surgiu como necessidade de o homem exercer, por uma única e inexpressível, enquanto obeto, o seu poder de troca e poder. A ele - dinheiro- ficamos presos incondicionais.
Os dois modelos econômicos idealizados pelo homem, o Capitalismo e o Socialismo, em nenhum se viu excluso o poder do dinheiro, do capital. No capitalismo de uma forma mais voraz, ele foi mais eficiente e se proliferou com a rapidez que o Socialismo Comunista não obeteve. Daí o seu retrocesso, já em fase de falência e desmoralização pernte o mundo, deu-se a reforma Perestroika, cujo sentido maior era voltar em curto prazo às condições anteiores. Isto deu-se porue se percebeu a tempo, qeu grandes fortunas estavam sendo formadas, e já existiam milionários com poder de fogo superior aos outros ricos do sistema capitalista, agora dito servagem.
Se nos sistema cpitalista, a escravidão do homem, pelo poder econômico dos outros era uma ação explícita, também no modelo Comunista ocorria o mesmo. Não tinha mais sentido, e nem o Estado podia mais controlar o desânimo e intolerância por parte de sua população. Porque quem pode com os poderosos? Quem pode com o poder de converter, inverter as ordens, que o dinheiro. Assim, mutilou-se o Comunismo, derrubaram muros, mitos, até a própria comunicade soviética. E tudo em razão do dinheiro, do poder querer serem auto-geridas todas as pequenas comunides agregadas à extinta União Soviética, qeu de unidos só tiham os nomes numa única bandeira.
Os países capitalistas como o mais significativos de todos os EUA, continuaram a darem as cartas ao mundo, inclusive agor aos remancescentes membros da União Soviética.
No nosso país rege-se um capitalismo diferente do resto do mundo. Aqui não só se ganha por seu trabalho, por seu poder de fazer crescer suas riuezas de formas líticas, como também, vivemos um momento que já perdura por algumas décadas, séculos, que é a exploração, na mesma forma do tempo da escravatura, onde o patrão é o dinheiro e existem mais feudos que antigamente, o escravo continua sento o pobre, o burro, o que não tem acesso à Casa Grande, aqui simbolizando, o trabaloa, à educação, à cidadania e outras benesses que naturalmente, seria ser-lhes concedias.
Mas o Brasil é o Brasail. E claro PATRÍCIA que você está se referindo ao meu injusto País, aos meus imundos políticos, aos meus salafrários donos de quase tudo, aos meus irmãos desvalidos.
TE AMO, COMO UM BEIJA FLOR SE BANHA PELA MANHÃ PARA COMEÇAR A GOSTOSA ROTINA DOS BEIJOS.
Naeno
Pat, tive o imenso prazer de assistir ao seu video-arte-animação e posso dizer que representa uma das mais perfeitas análise do nosso cotidiano, de forma clara, objetiva e por que não dizer tragicõmica. Sinto não ter tido o prazer de ter votado, as faço questão de deixar aqui registrado o meu humilde comentário. Grande, menina!
RUI LÔBO · Brumado, BA 30/3/2009 10:39Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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