CENÁRIO
Limpo a casa
Esfrego a alma
Angústias na gaveta
Borboletas papers na parede
Alfazema no teto
Cama de cheiros
Mal abares de pétalas
Palco aberto
Na espera
Blues no ar
Cabelos espana-dor
Cartola mágica
Negro espartilho
Cara pintada
Fogo na garganta
Sem manga e cartas
Trapezista não vem
Suja verdade
Borro o olho
Batom na boca
Nariz vermelho
Anuncia saudade
Encerra espetáculo!
Cíntia Thomé
.
Este "fogo na garganta" tem gosto de visionária (áries)... rs
Beijos
Ariana é fogo...é Luz em palco! rs.
Obrigado José.
Minha querida Cintia, hoje começarei pelo cenário. Que espetáculo!!!!
Belo malabares de palavras, de verdades sobre 'nós' mulheres... assim com todas as angústias, inquietações, afazeres múltiplos, nos triplicamos, mas so,os únicas: em divas ou em máscaras... de nós mesmas. Mulheres e eternas magas!
beijos de muito bom dia!
Essa espera, tudo pronto, "palco aberto" e para sempre vazio é uma dor também para sempre.
Muito bonito, cheios de inesperadas e belas construções. Gostei demais.
beijos
Cíntia,
na dança do dia, espera, vontade, e negro espartilho... hum... e o trapezista falta ao cenário. Ah, aí só avermelhando o nariz.
Poema excelente. Voltarei...
Caraca, desse eu gostei mais que os outros.
Beijos,
Cintia, deu uma vontade danada de pintar minha cara triste de palhaçadas. Só pra poder sentir da alfazemaa, ouvir do blues e ver, mesmo que fosse do buraco da fechadura, o negro espartilho.
bjo.
Lindo, Cintia! Você é pura poesia. Essa foi maravilhosa! Abraços,
anamineira · Alvinópolis, MG 27/9/2007 16:41
Cíntia. Como sempre...espetacular!
Elizete
Deve ser assim no palco... Na vida é assim... com certeza! Mas o espetáculo não pode parar... nunca! Amanhã recomeça outra vez! Volto para votar Cíntia!
Nydia Bonetti · Campinas, SP 27/9/2007 20:21
Esse "auto-do-eu-sozinho" deixou-me triste Cintia.Até parece que te contei...Rsrsrsrsrsrs!!!
Prefiro-te quando descreves "quintais".
Bjs
Espetáculo é esse poema. Que construção e que magia. Adorei especialmente as 'angústias na gaveta'. Quem não gostaria de embalá-las e enfurná-las em alguma gaveta até serem esquecidas? Adorei. Volto depois, pra votar. Grande abraço, Poetisa!
Lobodomar · Guarapari, ES 27/9/2007 22:23O bom é quando uma poesia nos permite visualizá-la atrás dos olhos simultaneamente à leitura. E este cenário se afigurou bem aqui, agora: atrás dos meus olhos. Excelente poesia.
Sérgio Filho · Brasília, DF 28/9/2007 12:48Beleza Cintia, que acrescentar?Victorvapf
victorvapf · Belo Horizonte, MG 28/9/2007 14:38Como sempre ...belissíma !!! Bjs...
marilia carboni · Londrina, PR 28/9/2007 19:28
Que lindas palavras poéticas amiga Cíntia. Meus sinceros aplausos e beijos.
Carlos Magno.
Cintia,
e eu que tive minhas segundas iniciaçãoes amorosas, com mulheres oriundas e vivendo em garimpos, (a primeira eu não conto), garimpo é a primeira atividade mais desumana da terra; ´por isto a mais livre de que tenho notícias, não sei porque. Lendo teu poema, me veio a mente tanta coisa. Todas verdadeiras.
o ápice da vida numa vontade de viver, um abraço andre.
Cintia.
Um poema com um ritmo que me lembrou um rufar de tambores, que vêm e que vai, no meio do silêncio...
Tem a tua marca, a marca da Poeta Grande.
Parabéns,
Baduh
Cintia, você é sempre surpreendente. Leio este poema pela terceira vez em dias diferentes. Nada a dizer, mas não consigo calar o prazer de ler. Não silencio meu universo prostrado diante de outro tão distante e que, unido ao meu pela completude, me chama, conclama para viver o tudo, o presente, mesmo que seja uma espera. Lindo!
Voltarei para votar.
Hum.... adorei o cenário!
Roberta Tum · Palmas, TO 29/9/2007 08:22Que beleza de cenario, Cintia, belo como tudo que conheço até agora seu. bj
j.alves · São Paulo, SP 29/9/2007 08:38
Cíntia amiguinha, vc já percebeu que fui conquistada pelos seus poemas, me tornei fã dos seus e de outros que por aqui caminha. O interessante que cada poema trás a alma do seu feitor junto, os seus, os da Saramar já consigo distinguir bem, assim, como consigo destinguir uma pintura de Picasso de uma de Van Gogh.
Parabéns amiga.
Grande abraço
Elizete
Que leitura rica você faz das coisas.
E acho que em todas estas coisas há um pouco de você, de sua vida, de sua casa e dos seus.
Abraços
MPC
Cintia,
Mambembe são os meus olhos que passeiam pelo teu tablado incrustado de uma inusitada magia traduzida em palavras. Tal qual música tocada por orfeu, me ponho hipnótico a caminho do voto. Bela obra, gostei. Um abs.
Também já carimbei meu voto. Por sinal, merecido. Grande abraço, Poetisa!
Lobodomar · Guarapari, ES 29/9/2007 11:57
Com a alma deliciosamente esfregada, estou aqui, votando!
Abraços, flores, estrelas..
Cintia,
bem importante é continuar no palco e pronta para o próximo ato.
a cor do nariz não tem importância, aprendemos com a vida e espetáculos.
abraços
Rádio Balaio
Cintia,
beleza, poeta. acabou, acabou e fim de regras.
agora se algo ficou...
você saberá, ou sabe ou não.
bj
Oh minha linda. Quanta saudade da tua poesia que pra mim já é um vício.
Bjs!!!
Hoje tem espetáculo?
Tem sim senhor!
Trapezistas estão sempre por um triz.
Mas nesse pícadeiro há outras atrações.
daqui, sob a lona, beijos e sorrisos gargalhadas,
e um chute na bunda do trapezista. rs rs rs rs
Cíntia, querida.
Um vento de saudade encerra a tatde, cerram nossos olhos e pela manhã retornamos ao mesmo cenário do nosso interior.
Lindo
Noélio
Sou sincero quando digo qur adorei, Cintia, pois você escreve realmente bem - com a alma e com a as mãos.
Remisson Aniceto · São Paulo, SP 1/10/2007 10:47
Voltei dei mais uma lidinha e votei.
Beijos.
carlos Magno.
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