Desta vez sucumbiu, caiu e era sarjeta, quase coisa feia, imprevisível, e sentiu prazer, ela que queria o mundo, abraçar, tomar pra si...em pouco tempo... ali.
A queda, objeto de partida, efêmera e jóia, velocidade do zero ao zero passando pela aceleração da gravidade. Delta.
E nessa situação, ela que nunca fora extraviada estava prazer, imunidade castrada, beijos gélidos, maçã do rosto em colapso.
Reconstituiu quadro a quadro o sinistro, e era ela mesma. Outrora estivera no céu acima das nuvens, agora era céu de amarelinha.
E tantas estrelas, dores musculares, a umidade do cimento e o calor das entranhas. Braços pra apoiar, e se os cotovelos ainda funcionam, que funcionem...
Meio tonta seguiu seu caminho. Atenta precisamente aos prazeres até quase tropeçou noutra calçada, riu espantada, querida, humana, rouge, desastrada se apoiou numa árvore, e ofegou...
Folhas verdes, clorofilas, clorofilas, clorofilas, e decidiu convicta que queria ainda o mundo...
Juro que tentei entender e nada... nada.
bjsssss;)
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