Sabemos todos que política é a arte de fazer dos amigos inimigos e dos inimigos amigos. Há quem goste. E se a voz do povo fosse de fato a voz de Deus ninguém contestaria certas eleições, como ocorre amiúde. As do Fidel Castro, por exemplo, praticamente sempre foram vencidas por unanimidade. Ou a do Putin, que pegou carona na eleição do outro. Como é mesmo o nome dele? Isso para não falar na primeira vitória do George W., que contou com o valioso auxílio do irmão e da Suprema Corte, como sabeis muito bem, até porque friends are for things like that, como diz o pessoal do MPB-4.
Aliás, o coleguinha Nélson Rodrigues não dizia que a unanimidade é burra? Pois como pode a voz de Deus ser sinônimo de burrice? E isso dito pelo Nelson, um temente a Deus daqueles? Jamais.
Sinto dizer-lhes, no entanto, que gosto do Chaves. Não preciso dizer que não sou homem de pautar minhas ações a partir da opinião alheia. Creio que já deixei isso muito claro ao longo de minha vida, pergunte a quem não me conhece. Isso no tempo em que ainda nem se falava muito em democracia, como hoje a entendemos, isto é, quem tem cargo público ou dinheiro usa e abusa desse poder impunemente, empregando filhos e amigos. Dizia-se que a virtude está no meio, virtus in medio, muito embora essa primeira palavra aparecesse também no nome de uma pomada que aliviava a hemorróida de minha avó, o que me deixava meio desconfiado da frase, até porque eu ainda não era forte no latim, se é que algum dia o fui. Pelo sim e pelo não, quero essa virtus longe de mim, que não estou para ser objeto de desconfiança alheia. Pelo menos assim tão cedo. O que contraria o que ficara dito lá em cima, paciência. Ubi homo ibi peccatum, como dizem os padres pedófilos em sua defesa. Pro domo sua, para continuar na mesma lenga-lenga.
Falava-se também naqueles tempos que de gustibus et coloribus non disputandur, o que, em vernáculo, ficou expresso numa pergunta: se todos gostassem do vermelho, que seria do verde? Como verde era a cor do integralismo e vermelho era a dos comunas, a frase poderia ter uma conotação política, o que não estava na intenção do romano que a havia criado, se é que foi criada por algum romano.
Melhor voltarmos ao latim. Como o Cícero teria dito, em pleno Senado romano, galerias repletas de patrícios e patricinhas, “não concordo com uma só das palavras que acabais de dizer, mas defenderei com minha vida o vosso direito de dizê-las.” Ou não foi ele? Acho que estão abusando da minha nobreza!
Já ouvi pessoas argumentarem longamente os motivos pelos quais gostavam de jiló. Ou de uísque. Ou de fumar. E o faziam e fazem com tal veemência que parecia ou parece que seus argumentos iriam fazer do seu interlocutor um jilófago inveterado, ou um fumante semelhante ao Humphrey Bogart ou ao Albert Camus. Ainda se fosse uma dessas mesas-redondas de televisão, onde, com ar de PHs em MBA ou PhDs em TPM, não sei bem isso de siglas, jovens e menos jovens deitam falação sobre técnicas e táticas futebolísticas, vá lá. Mas tais discussões acaloradas por vezes envolvem assuntos menores como economia ou poluição ambiental, como se algum de nós que liga a TV estivesse interessado nisso.
Sabemos todos que a economia é coisa muito séria para ficar nas mãos de economistas, tanto que o Joelmir não é economista e nem por isso deixa de deitar falação sobre isso. Já o filho dele, esse cuida de assunto mais importante: o futebol. Logo, melhor ouvirmos os comentários do Neto, com aquele sotaque caipira e tudo, ou do Raí, ou do Júnior, ou do Carlos Alberto, ou do Luizinho, ou do Baltazar ou de quem mais as emissoras de televisão resolvam trazer de lá do assento quase etéreo aonde subiste até o recesso de nosso lar para nos ensinar que a bola é redonda e que o atacante estava, de fato, com-ple-ta-men-te impedido, que bola na mão não é o mesmo que mão na bola, que dentro da área o goleiro é o rei, que a linha da área pertence à área, além de outras tantas obviedades semelhantes.
Devo, porém, reconhecer que alguns desses jornalistas esportivos por vezes nos fazem rir.
Volto, porém, ao princípio. Isso de as pessoas censurarem quem se entusiasma pelo BBB, ou pelo programa do Datena, ou pelos eloqüentes silêncios do Gabeira e do Clodovil no Congresso é, quando menos, um atentado à democracia, pois, se a memória não me falha, está lá naquele que o Getúlio chamava carinhosamente de livrinho e que o doutor Ulisses, tempos depois, elevou à categoria de cidadã, que todos os que moram neste país têm direito a expressar sua opinião sobre todo e qualquer assunto. Ou silenciar, que também é manifestação de vontade. Fui claro? Todo e qualquer assunto, anote aí.
Eis aonde eu queria chegar: ninguém pode ser punido, nem censurado, nem sofrer qualquer restrição à sua liberdade de ir, vir, ficar, entrar, sair, ir novamente e voltar novamente tantas vezes quantas lhe der na telha e sua deambulação compulsiva exigir pelo simples fato de haver manifestado seu pensamento, sua preferência, seu gosto pessoal, essa coisa tão difícil de termos hoje em dia, quando os meios de comunicação nos despejam, explicita ou liminarmente, todo tipo de condicionamento, o que torna a nossa liberdade de escolha quase uma falésia, como diria o outro, estou até parecendo o Saramago, vejam só, logo aquele comunista, a escrever sem pontos de pausa .
Eu quero chegar ainda mais longe: defendamos todos o nosso direito individual de ligarmos a televisão no programa que bem entendermos, sem que nossa esposa, ou nosso marido venham com argumentos os mais insustentáveis para querer, explicita ou implicitamente, nos convencer de que a opinião dele, ou dela, deve ser a que deve imperar no sagrado recesso de nosso lar, tornando letra morta o postulado da liberdade de escolha que deve presidir a vida sadia de um casal unido pelo matrimônio, dito alhures tálamo conjugal, nome que não nos anima a coisa alguma, reconheço. E meu programa é o do Chaves, eleito recentemente o ainda preferido da maioria dos telepacientes.
Pretendi hoje render homenagem ao Chaves, aquela figura trapalhona que, quando se pensa que está indo, está vindo, sempre a causar danos aos circunstantes, pondo os que lhe são próximos em situação de constrangimento, como o magérrimo senhor Madruga, que vez ou outra recebe uma paulada no queixo ou uma latada d’água no cocuruto. Ou a vítima da vez é o Quico, aquele simpático garoto que, a esta altura, já morreu de velhice. Um ator já avô e ainda com aquelas calças curtas fingindo-se de criança, como o Roberto Bolaños, nascido no inimaginável ano de 1929, e cujo tio era juiz de menores, é coisa para ser levada a sério. Esse o nome real do Chaves, aquele humorista do México, não o outro, o do ¿Por que no te callas?, dito pelo rei espanhol. Querem coisa mais pós-moderna do que isso? Isso, isso, isso, como diz ele.
Direis que não fica bem a alguém com minha cultura e meu tirocínio confessar que não perco um capítulo do Chapolim Colorado, com seus truques mais velhos e canhestros do que os que faziam o Arrelia e seu sobrinho Pimentinha lá vão anos e mais anos. Direis, mais, que em tempos do humor enlatado da televisão, um dos quais tem na logomarca, despudoradamente, nada mais nada menos do que o desenho da folha da nossa velha e sempre nova cannabis sativa, aquele cenário da série do Chapolim, digno de um Bye, Bye Brasil, chega a doer nos olhos. Tá bom, tá bom, mas não se irrite, como diria o seu alter ego.
Pensando bem, há por esse mundo de Deus figuras bem mais ridículas do que aquelas, que, lamentavelmente, não se dão conta das ridicularias que cometem, com a agravante de nos fazerem chorar de ódio, em lugar de rir de sua canhestrice, até porque acabam se metendo na política. E quando esses líderes, alguns deles mundiais, dizem “Sigam-me os bons”, imitando o Chapolim, é para seguir mesmo, ainda que a manada toda vá parar num brejão no Iraque?
E quando tudo dá errado, certamente o Grande Líder chapliniano pós-moderno, cujo desprestígio é de tal monta que nem o candidato do seu partido o quer no mesmo palanque, dirá: “não contavam com a minha falta de astúcia”.
Melhor ver o Roberto Gómez Bolaños.
O Estanislau Ponte Preta, alter ego do Sérgio Porto, criou o famoso Samba do Crioulo Doido. Nesta semana rendo homenagem a ele e a tantos mais que nos fazem ver que o mundo não é para ser levado a sério. Se você tiver paciência, talvez se divirta.
Aliás, você já havia reparado que o nome Chapolim é uma homenagem a Sir Charles Spencer Chaplin?
Todos bem lembrados, os inteligentes, os mediocres e por final,
a figura hilária do Chaves, seu madruga e cia, dos quais confesso não ser fâ, mas que vez ou outra assisto com minha filha que o adora.
Texto impecável, que já é sua marca registrada. Parabens.
Inicio votando
Diga-me lá, se todos temos o direito de ir,vir,voltar, ir novamente, por que não dão direito de fumar ao cidadão ????? Lila Su
Lila Su · São Paulo, SP 11/9/2008 14:44
Se tens o direito de lançar sobre mim a fumaça do teu cigarro, pois és fumante, então eu tenho o direito de urinar sobre ti, pois sou dipsômano.
Circus do Suannes · São Paulo, SP 11/9/2008 14:52
É isso aí, Adauto. Trahit sua quemque voluptas, cada qual com o seu gosto, cada um na sua.
bjs
Começando a destrinchar o texto, sem claro seguir todos os meandros do mesmo. Concentro-me em alguns pontos que me chamaram a atenção, não menos que outros, claro.
A começar pela personalidade de quem nos escreve, o autor auto denominado Circo do Suannes, prima pela independência de sua opinião, afiadíssima.
Vários temas embutidos numa crônica super fina. Sua independência joga limpa com o leitor, informa sem ditar certo e errado, o leitor decide, critica e opina nesta abertura do escritor, muito bom.
Ícones do cinema da teve, e por que não da política, estes últimos inseridos ironicamente a um nível busterkiteano, comediantes sérios, não riem, não expressam medo ou ressentimento, fechados, a estes só falta à graça.
Sobre Chaplin, eterno, não resta duvida da admiração de quem escreve a crônica pelo comediante. Embora eu sempre tenha preferido em maior grau a Buster Keaton, Chaplin vem sempre radiante, ele, como poderíamos dizer com termos usados hoje, não era fraco não.
Agora Saramago vem na mesma leveza em sua passagem no texto, o leitor tira sua impressão, a minha e que ele como comunista tem todos os lados libertários de um anarquista, a cegueira maior é daqueles que tem o controle o poder, estes os maiores anarquistas, gerando a revolta do proletariado e classes em geral.
Enfim, só aplausos pra você C.D.S.
CDS, (não sei o seu nome amigo) espetáculo de texto. Impecável, aproveito e coloco em meus favoritos.
abç
aut!
Msmo sob o medo de definir com minha meia ignorância, o seu texto como uma crônica robusta, assim o faço. Achei engraçadíssimo o lance da pomada... Assim como refleti sobre as frases de Chaplin, principalmente a famosa: Não sois máquina! Homens é que sois! A semelhança entre Chaplin+Chapolin+Chaves+Chavez De repente, tudo fica muito engraçado. O ¿Por que no te callas?, o ALCA... Al carajo. Pergunto, quem afinal seriam os políticos? Quem seriam os coomediantes?
abço.
Me lembrei de quando Os Trapalhões passava no domingo antes do Fantástico e todos os intelectualóides e pseudointelectuais escrachavam o quarteto, porém os índices de audiência eram altíssimos. Ninguém assistia ao programa, mas todos repetiam os chavões. O mesmo acontece com o tal BBB, que ninguém assiste, mas é ecordista de audiência; ou Lula, em quem ninguém votou, mas foi eleito em primeiro turno... Por aí vai.
Chaves é engraçado, justamente porque é ridículo, como os palhaços bobos dos mais decaídos circos.
Ainda ontem revi, em DVD, O Poderoso Chefão I (edição 2008, com extras excelentes). A comparação entre o chefe da máfia e as autoridades públicas é, de fato, de fazer chorar.
Circus do Suannes · São Paulo, SP 13/9/2008 11:53
Já que estão a assinar o abaixo às controvérsias diante do ir e vir, exprimo neste momento, minha idiossincrasia para o pensamento em questão.
1- Sobre isso; Sabemos todos que política é a arte de fazer dos amigos inimigos e dos inimigos amigos.
Digo-lhes; Penso que política (não partidária) é a afirmação de que a honra cavalheiresca é filha da arrogância e da tolice.
2- Sobre isso; Aliás, o coleguinha Nélson Rodrigues não dizia que a unanimidade é burra? Pois como pode a voz de Deus ser sinônimo de burrice? E isso dito pelo Nelson, um temente a Deus daqueles? Jamais.
Digo-lhes; Para mim está claro que o Nelson não pejorativa Deus quando afirma, inteligentemente, ser a unanimidade burra, mas insinua que quanto menos inteligente um homem é, menos misteriosa lhe parece a existência. E o chavão “a voz do povo é a voz de Deus” não é da autoria deste.
3- Entre Fidel Castro, Putin, George W. e Chaves; eu fico com o Nelson (risos)!
4- Quanto à democracia, não sejamos tolos, pois essa não é existente entre os homens. Não fomos, em milênios, capazes de alçar vôos para tamanha evolução! Exemplo: com a permissão da autoria do pensamento aqui sugerido, afirmo que a pergunta sobre o cigarro, da colega Lila Sú foi o mais interessante nisso tudo. Pois incitou uma resposta pouco condizente com a permeabilidade do texto, haja vista ser o autor em defesa da “democracia” e responder; perante uma indagação sobre a intolerância da sociedade para os fumantes, que “Se tens o direito de lançar sobre mim a fumaça do teu cigarro, pois és fumante, então eu tenho o direito de urinar sobre ti, pois sou dipsômano.” é no mínimo deselegante e contraditório. Bom mesmo é prestigiar o eufemismo obsessivo de programações televisivas e justapor o caráter pueril de Chaves e seus derivados à genialidade de Chaplin! Perdão, mas essa é minha opinião. Em verdade, a tal da democracia se esconde entre as frestas das persianas, na casa do “seu espaço começa onde termina o meu, e vice-versa”. Isso é, para mim, significado de limite, censura. Logo, o que propõe é que continuemos em uma ilusão.
Quanto ao texto, corresponde a privatização da linguagem jornalística brasileira nos anos 60, onde se estabelece que a partir daquele momento só se venderia informação e não conhecimento, pois seria dessa maneira que a mídia aceitaria. Facilitando a massificação da massa e/ou classe média (medíocre). Esses geralmente são em seu todo pragmáticos e nada transgressores. Reforçando ainda mais a estagnação e rompendo com a possibilidade de evolução dos fatos.
Olha, honestamente, acredito cada vez menos na subversão de nossa realidade cultural atual e que já perdura por longas décadas, pois se somos cúmplices de pessoas que possuem acesso a informação e não alcançam a inteligência para observar um estado de coisas mais amplamente, perecerei pessimista!
Circus do Suannes · São Paulo (SP)
Chaves
Saudades sem fim do Sérgio Porto e tens muita coisa parecida com ele. Muito bom falar no Samba do criolo Doido Vai ficar faltando a lembranca das Certinhas do lalau.
Uma viagem e uma lembranca muito bacana.
Parabéns.
Gostei Muito. Fiquei com tmuito pelo que pensar.
Valeu demais.
Abracáo Amigo.
PS- Náo repare mas, meu micro náo tem til, cedilha e acentos.
Quanta disposiçao pra escrever,eu sou meio preguiçosa,por isso sucinta
Amei a ''coletânea''de fatos,muita cultura,sua perspicácia prende sempre a atençao da gente
Um beijo
Circus do Suanes,
Crônica robusta como alguém disse aí em cima é um bom modo de classificar o texto. Dá pano pra manga e muita conversa jpgada fora ( ou não ) sobre ele. Parabéns e volte sempre ( a escrever, é claro) :-)
abraço e votadim.
Caro taloverde (!). Até onde me consta, democracia compreende um conjunto de direitos e também de deveres. Ninguém deve ser proibido de fumar, desde que engula a fumaça, da mesma forma como ninguém está proibido de beber, desde que vá urinar no local destinado a isso. Por outro lado, se você se dispuser a escrever um texto sobre "privatização da linguagem jornalística" eu agradeceria muito, pois estou sempre pronto a aprender, até porque eu nunca soube que fatos evoluíssem. Aliás, alguém já disse que se otimista é uma pessoa que não tem coragem de lutar para mudar o que deve ser mudado à luz da ética, pessimista é alguém que não tem coragem de executar o suicídio, já que a vida não o satisfaz. Mário Henrique
M H Rolim · São Paulo, SP 14/9/2008 00:22
Até onde me consta, democracia compreende um conjunto de direitos e também de deveres. Ninguém deve ser proibido de fumar, desde que engula a fumaça, da mesma forma como ninguém está proibido de beber, desde que vá urinar no local destinado a isso.
A humanidade está mesmo enlouquecendo (risos)! Agora além de perdemos a noção dos sentidos das palavras, também somos refratários a autonomia!
Vejamos; se possuímos a consciência de que a tal da democracia "compreende um conjunto de direitos e também de deveres" por que então impormos que os fumantes devem engolir a fumaça de seus cigarros (é preciso esclarecer que não sou fumante, me coloco aqui em defesa do bom senso)?! Não sei qual a intenção da colega Lila Sú em fazer tal pergunta, pois penso que enquanto os fumantes se encontrarem em lugares fechados devem fumar onde é permitido. No entanto, me deparo cotidianamente com pessoas incomodadas com os mesmos em locais abertos, ruas e avenidas. E isso não é nada democrático.
Quanto à indagação sobre ter eu afirmado que os fatos podem evoluir, assim como bem entendeu, acrescento que tal consciência é oriunda de um sistema filosófico que estuda a “ciência” criacionista. Uma pergunta: “a evolução é um fato?”.
A palavra Fato, quando inserida em um determinado contexto, difere da qualidade de fatal, do sentido de desgraça, destino; fado, que por sua vez denomina-se Fatalidade. Ou como um sistema dos que, negando o livre arbítrio, atribuem tudo o que acontece ao destino. Assim sendo, denominamos Fatalismo, acompanhado do adjetivo Fatalista. Minha colocação remete a um estado de coisas; situações específicas, que por sua vez pode transitar de um estado para outro; tomar nova forma e/ou sentido. Nesse caso, me referi ao eufemismo midiático, que massifica. Mas isso não significa que constitui uma situação inexorável. Desde que pensamentos que enaltecem os mesmos se tornem extintos e também evoluam. Logo, a transição dos fatos se traduz em evolução.
Veja; não me oponho à democracia, desde que essa realmente exista. O que apreendo de maneira clara no texto é que defende-se a democracia impondo um regime através da moral que compete ao autor. E é óbvio que aí se trata de uma contradição. Reafirmo: além de deselegante o autor foi contraditório ao se portar diante da colocação da colega acima. Esse fato, por exemplo, pode evoluir. Desde que o mesmo reflita sobre o que propõe de verdade.
Sobre a privatização do jornalismo brasileiro, não espere que eu escreva algo sobre o mesmo para você tomar conhecimento, pesquise. Pois já existem inúmeras analises, sobretudo de jornalistas consumados, em despeito desse assunto. Sugiro que comece pelo Paulo Francis.
Fui convidado pelo autor, por motivos que só cabe a ele, a visitar seu texto e, obviamente, opinar. Assim o fiz. Se minha opinião foi antagônica, podemos desenvolver maiores discussões sobre nossas visões de mundo com o devido respeito, inteligência e, sobretudo sabedoria. Se assim não for possível, prefiro acreditar que "Feedback não tem retorno". Só não posso aceitar ser taxado como imaturo, pelo autor (recebi mensagem pessoal do mesmo), por exprimir o que achei de seu pensamento. Lamentável. Bola frente (risos).
Além de não possuir motivos para me suicidar, também não sou tão evoluído para tanto. Entretanto, prefiro me mostrar veraz do que demagogo.
Fazia tempo que eu não lia uma crônica tão astuciosa. Parabéns, amigo. Abraços, Grauninha
graça grauna · Recife, PE 14/9/2008 08:01
Olá Sr Adauto
Acho que o Sr Machado, sim, o fundador da ABL, escreveria assim nos dias de hoje. Obrigado pela oportunidade de lê-lo nesta crônica.
Bem, quando, atualmente vemos slogans desfraldados, "por uma po´litica limpa", "pela transparência, ética nas eleições", e lemos o currículum do candidato, realmente, sobra o Chaves.,
Pois é, qual o país que queremos?, Para quando?
...Netos, Bisnetos, e tantos quantos apresentadores de "Telejornalismo", de "Agoras" etc, etc... Como dizia minha vó, "deixe estar, pra diante é que as malas batem", será? A sociedade que quisermos dependerá sempre das ações políticas dos que nos governam, que nesta demon cracia (ops) democracia, serão escolhidos por nós. Isso, isso, isso, sigam-me os bons....
Abraços, obrigado
Meu caro Overmano, entre Chaves e Chavez, prefiro fico com o bufão que encanta e faz rir crianças e adultos, como eu e você.
Sobre eleições, nem gosto de me lembrar porque, apesar de nossas utopias, sempre reafirmam o poder do dinheiro. É ele, o mais poderoso candidato, que recebe todos os votos, sempre vestido nestas bobagens (para ele) com que nos engana: democracia, igualdade de direitos, etc. Aqui, lá e acolá, o vencedor, vista a cor que vestir, sempre será ele, o deus do mundo: o dinheiro.
Gostei deste imenso círculo que você construiu sobre uma (?) imagem.
beijos
Entre o Chaves e o Chaves, não vejo diferença. Palhaços são geralmente muito parecidos. Quanto ao texto, voce fez uma soberba varredura geral. É só pegar a pazinha...(rs)]
Gostei
Um abraço
Eu taqmbém assisto ao Chaves. E daí?
Votado.
Beijos
Depois dessa assumo que gosto dos Trapalhões.E muito.
Selma
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