Uma tarde com gosto de chuva e a menina estava no jardim. Fazia nada, como tão bem sabem fazer nada as crianças dessa idade. As primeiras gotas de chuva foram caindo na terra como bolas de gude transparentes. Ploc, ploc, ploc. A irmã mais velha saiu da casa com um guarda-chuva amarelo cantando Blue Moon, a pequena sorrindo, you saw me standing alone, um cheiro de manga no ar, without a dream in my heart, um raio de sol perdido no espaço, without a love of my own. O pai ouviu a cantoria e largou o livro e correu pra fora e pulou na chuva. E ficaram os três assim, à toa no jardim, três vozes a cantar, pés pra lá e pra cá, um guarda-chuva amarelo na mão, bolas de gude explodindo no chão.
Uma prosa curta que só, inspirada na gente.
Quase sonho!
Em época de dor e violência, uma felicidade assim parece sonho!
Gostei demais.
beijos
Uma prosa Linda e musical!
Parabéns!
Abçs.
Nada mais belo que chuva,quintal e a criança que habita nossos sonhos.Votado.meu carinhoso abraço.
clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 17/5/2008 21:25
Obrigado, gente. Um abraço molhado de chuva em todos.
Inté!
Que delicadeza de prosa...muito lírica a paisagem que pintou...colorida e
feliz...como as velhas tardes de criança...lindo demais!!
Parabéns,Caio!!
bjks azuis...
Rai...blue
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