Vem aqui, senta ao meu lado
Então vem, coloca sua mão sobre a minha
Não repare, mas as minhas estão tremulas
Estou nervosa esses dias, só
A solidão tem me acompanhado
Tenho tido por companhia, meu gato, bichano mesmo
meu cigarro e conhaque
Nos dias piores, meus calmantes
Vem aqui
Me dá de beber
Me dá de beijar
Então se ajeita aqui
Ao me lado
Deixa eu me aninhar
Me esquentar
Me esfregar
Preciso saber que não morri
Sentir que não sequei
Que ainda resta algo em mim
Que meu sangue não evaporou, não escoou
Já tive medo
Achei que morreria
Senti solidão
Desespero
Agora não
Minha inteligência e
Qualquer resquício de raciocínio lógico sumiu
Estou aqui
Só
E a única vontade que tenho é de você aqui comigo
Ainda que só nas linhas do meu caderno
Acabou meu conhaque
dá meu ultimo cigarro
e um remédio pra dormir
Bravo!
Mas tragam meus calmantes, por favor...
Senhora senhorita miller,
o que faço eu nessa foto
e meu gato nestes teus versos
descarados
se não era isso,
eu tenho espelho
e vejo coisas trás dele
quando em vez,
se esqueço a roupa íntima
é quem me diz.
beijin, pequin
É, não tem remédio: você é de tirar o fôlego. Cadê o livro? Sou ávida e nem um pouco paciente para homeopatia.
Abraços.
Senhora senhorita miller, demais pessoas queridas overmundanas, vou aproveitar pra caitituar (aprendi ontem: é jabá de pobre), deixam:
Assim gente,
O livro do Adroaldo Bauer, que eu apresentei em entrevista aqui e publiquei umas materinhas do lançamento e da venda, que chama O dia do descanso de Deus, tá sendo enviado pelo Correio, a R$ 20,00, com frete incluído para qualquer lugar do país.
É só mandar um e-mail para adroaldo.rs@terra.com.br e estabelecer com ele as formas de pagar e receber.
Té.
Veijin, pequinin
muuuito bom! adorei!
beijos, senhorita.
meninas, beijos também!
Fran
gente só pra constar aqui e em tods os poemas
essa não sou
não sou triste
nem amargurada
muito menos tenho tendências suicídas
tenho um marido lindo lindo fiel e apaixonado
e vocação zero pra sofrer de amor
por favor
Gostei muito. A beleza dos poemas reside em não serem necessariamente auto-biográficos.
Parabéns!
Abçs.
Sem conhaque e sem cigarros,
melhor um dorminhoco mesmo.
Drogas? Tô fora. Saí pra comprar.
(diz um amigo meu)
Esses "companheiros da solidão" fazem histórias:
De caderninho em caderninho, a tua crônica se forma Senhorita.
Torpe: um beijo!
Oh puta inspiração, por que tbm foge por entre os dedos?
Senhorita.......uma dose pr amim sim ?!
bebada de poesia. a sua, tim tim.
bjssssssss;)
"que diferença faz?" quando misturamos autores com personagens? No fundo, no fundo, somos todos como os crédulos assistentes de telenovelas... queremos crer...
Tragam-me meu conhaque, meu cigarro,
e não me tragam "um remédio pra dormir". ficarei por aqui, apreciando a foto e lendo e relendo...
"Preciso saber que não morri" e "E a única vontade que tenho é de você aqui comigo!"
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