primeiro plano: corte
sombreando os contornos
do rosto – linhas invisíveis
de peculiar secular(idade.
segundo plano: música
recorta cada tempo entre extremos
prolonga-se a voz sobre voz
e vêem através
do espelho retrovisor fullturista
último plano: o leviano
as lentes na vitrine
os insistentes piscares do sol
e as faíscas da clara idade
alguns vieram e passaram
outros envelheceram
promovidos à categoria
de integrantes efetivos da cena
quando todos morreram
veio a descendência
e restaurou o quadro
agora era assim formado:
em pé – à direita – Loucura.
ao lado, Sofrimento com
Solidão – ainda menina – nos braços.
na cadeira de balanço, Escravidão.
Pobreza é o rosto do meio que sorri.
a mão de Esperança está sobre seus ombros.
de olhos abertos, Altivez
e o todo que não se vê, sou eu
Silvino, Salve!
Belíssima imagem que este magnífico poema me mostra...
Beleza.
Parabéns!
Caro Benny, estou de voltar e fico feliz de
já merecer um comentário seu! Grande abraço!
Salve, Silvino!!!!!
"e o todo que não se vê, sou eu"...
Muito, mas muito bom!!!!!
Meu caro Rangel, este poema é uma tentativa de construir um 'auto-retrato', na década de 80. Por isso, comentários como o seu
e o do Benny, têm um sabor ainda mais especial.
Grande abraço
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