Plena Avenida Paulista. Eu a avistei de longe. E já desejei ser abordado por ela. Uma cigana. Que me abordou como presa fácil. Mas eu não tinha os cinqüenta reais para os serviços. Era meu domingo de sorte. A cigana não cobraria nada. De qualquer forma, não seria serviço completo. Começou pela data de nascimento. Somou os números. De número forte. Depois foi pra mão. Esqueci tudo o que me disse sobre a leitura. Sei que me recomendou o amarelo na roupa. Refutei. Não uso amarelo. Nem um colar? A cueca pode ser. Mas eu mentia. Não compraria amarelo que fosse. Não acredito em ciganas, ou o que for do gênero. Mesmo assim falei de um projeto. Ela fez previsão positiva. Na parte afetiva também. Ouvi com boa vontade, mas eu era um cliente charlatão. Só queria um texto.
Esses escritores...
não se pode confiar neles ! e eu, sou o quê ?
Ahahahahahahahah !
Somos estranhos, mas é gostoso, tudo é assunto, né ?
de ciganas a bruxas...
Deixa fluir ! sorte ou azar nada importa !
um beijo !
Ser charlatão é bom quando sabe que estão te envolvendo. E aplicar-lhes o antídoto não é nada injusto.
- M.Leite · Virgínia, MG 6/5/2011 11:36Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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