COBRA
Comprovadamente o bicho Cobra tem veneno
Mas nem todo bicho é letal
E todo veneno é.
Nem toda cobra tem veneno,
Mas todas são tão iguais.
A cobra se esguia e solta de esguicho a língua,
Malícia de quem contou assim, dos répteis,
Porque todos fazem do mesmo jeito.
Mas a cobra voa, não por suas asas
Mas pelo jato escumoso de sua boca mordaz.
Será que a cobra não anda ereta,
Não dispõe de pernas pra se movimentar
Por que tem o suficiente em si que se pode pisar
Passar os rios profundos,
Cobrear por todo o mundo.
Sem destino, sem assunto,
Falando das cobras, dos seus calcanhares.
É de comparar-se a cobra ao homem
Que ela vive no abandono sem querer se mostrar.
Porque o seu insolente veneno,
Ela julga mais ameno que o do homem, a maldade.
Que não, pelo tempo que ela vive
Nunca tirou mais vida do que nós, propensos a nada.
A cobra tem um papel.
Arrastar-se pelo mundo ao léu,
E o do homem qualquer coisa se diz,
Que é um eterno aprendiz
Não dá pra se classificar.
São dois bichos desta fauna curta,
O homem que é um predador à mostra,
A cobra que se matula em rolos pra não morrer.
Legal, muito mesmo, e a foto dá assim uma dupla interpretação, de que cobra tu falas, um abraço andre
Andre Pessego · São Paulo, SP 8/8/2007 04:54Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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