Entrou no ônibus fugido e sentou-se no banco de trás. Por uns instantes, não tirou os olhos da porta até o veículo sair. Sentiu alívio. Não queria uma companhia inesperada. Mais uma vez deu tudo certo para ele.
Era um jovem de cabeça raspada, vestia uma bermuda jeans, restos de uma calça comprida, camiseta preta com estampa do Led Zeppelin e um tênis amarelo imundo da Redley, com um furo em cada dedão do pé. Tinha 18 anos e não mais. Abriu a janela e colocou a cara para fora, como se buscasse mais ar. Uma senhora, do outro lado do banco, se levantou assustada. Ele percebeu o incômodo que causava. Até curtia com isso. Mesmo sabendo que ele não era nenhuma ameaça. As pessoas sentem medo daquilo que lhes dá desconforto. Por isso morrem de medo da morte.(...)
(Baixem e leiam na íntegra)
Marcelo, gostei muito do ritmo, da riqueza das cenas. Parabéns!
Roberta Tum · Palmas, TO 8/3/2007 10:51
Valeu, Roberta!
Fico muito feliz que tenha gostado.
Abração
Excelente texto! Quase aflitivo! Adorei.
Fê Pavanello · Brasília, DF 8/3/2007 19:46
Valeu, Fê!
Nos "lemos" por aí.
Abração.
Marcelo... "coincidentemente" fantástico... abração!
Celio Soares Jr · Pelotas, RS 9/3/2007 21:09
Obrigado, Célio!
Muito grato pela sua atenção.
Abração
Daê Marceleza?
Muito bom o texto. Esse é o tipo de conto que realmente aprecio. Narrativo, com trama onde coisas realmente acontecem, enfim, todos os elementos estão aí. A tirada do porteiro no fim, então... Matou!
Abraço,
L.
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