Pontes de mim para mim
Sinapses misteriosas
Elo exato revela-me
Passarelas contraditórias.
Pois sou apenas só um só
Não sou dois, pois sofro uno
Sem pena de mim, sem dó
Com pena escrevo o rumo
Caminhos desencontrados em locais marcados,
Caos organizados que desorganizam meus sentimentos
Pensamentos divergentes dos amores moldados
Criados como miolo de pão sem fermento
Preencha-me ó coisa que não sei o nome
Encha-me de máscaras sem baile, sem carnaval
Devorando-me sem ver o que come
Olhando-me pra não ver-me no final.
PAULO ESDRAS...
EXCEPCIONAL POEMA, VERSOS ENTRELAÇADOS NA PROCURA E ENTREGA DO EU, UNO, DUAS FACES..
BÃRBARO
Hum... a coisa meche muito comigo, sempre.
Parabéns amigo, você também está a procurá-la, se encontrar me avise...
Sei lá Paulo, me deu uma agonia quando li esse poema e a frase;
"Caos organizados que desorganizam meus sentimentos"
feriu-me. Ou seja vc despejou aqui dentro uma semente de curiosidade com seus versos. O "Porque?", agora vai seguir-me.
Bjs
Também me angustiou. Sinal que o poema cumpriu sua função. Tocou, feriu. É por isso que eu digo que todo poeta é mau, visto que todo poema fere. Os bons, pelo menos fazem isto...
abrçs.
Gosto muito da forma dos teus poemas. Meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.
Paulo, amigo,
Neste teu poema, é impressionante a amplitude transcendental do uni/verso real-imaginário gerado através da relação que se estabelece pelo movimento dos signos em busca de significação. A dinâmica natural do con/texto pode ganhar múltiplas vias de sentido (espectros polissêmicos no tempo-espaço), ao ser processado na subjetiva interatividade bipolar inspiração/interpretação. Belo jogo de palavras é magistralmente expresso na obra.
NÃtida é, entretanto, a dosagem de irresignada mundividência que emana deste teu poema.
Excelente!
abrs,
Paulo, angustiante poema sobre a trisetza, creio, essa "coisa" que nos cobre de "máscaras sem carnaval", impedindo-nos de ver o sol, o outro, as pontes.
Gostei imensamente, voltarei.
beijos
Sinto nesta poesia a tristeza reprimida na necessidade de fazer rimas. As rimas servem para criar uma relacao palatavel entre o poeta e o meio literario. O rompimento das regras preestabelecidas faz o poeta ser execrado do meio, porem o torna original. Saiba que todos os movimentos literarios surgiram do rompimento do "status quo".
Thomas Hohl · Campinas, SP 13/11/2007 15:14
Obrigado a todos que compareceram.
Não existe essa “necessidade de fazer rimasâ€. Abaixo algumas poesias que podem te fazer olhar por um outro ângulo:
http://www.overmundo.com.br/banco/o-tempo-poesia-1
http://www.overmundo.com.br/banco/lar-poesia
http://www.overmundo.com.br/banco/reciclagem
Como pôde ver, “o rompimento das regras preestabelecidas†também faz parte do meu mundo.
Mas entendo pessoas que não conseguem receber uma crÃtica, espera apenas elogios... É o EGO falando mais alto! O que falar do seu poema “Relaçãoâ€? http://www.overmundo.com.br/banco/relacao
Totalmente rimado! porém a crÃtica que fiz (e que acredito que o tenha levado a criticar-me sem conhecer outras obras) foi apenas uma opinião. Não era pra te fazer ficar tão irritado.
Porém, fico feliz por ter vindo, lido e criticado (de qualquer forma). Se sentiu, ao ler "Coisa sem Nome", apenas esta necessidade em fazer rimas só posso dizer: Viva as diferenças!
abs!
PJ,
Poema de inusitado recheio, pendendo para a proximidade de um precipÃcio, no qual você quer ouvir a sua voz através do eco que não vêm. O compasso de uma espera por preenchimento de algo que poderá afagar ou arranhar tuas esperanças. Gostei das métricas de tamanhos distintos, como um equalizador deitado, sufocando o som da sua angústia (como se nas duas últimas estrofes o volume aumentasse encobrindo o seu grito por esse algo). Parabéns e um abs.
Paulo,
Também me tocou seu texto, muito profundo que chega realmente a ser sem nome . Concordo com o colega lá de cima: quando encontrar esse sentido uno me avisa, tá?
bjos
Paulo,
eu sou uma pessoa muito emotiva, perdoe-me pelos meus excessos. Eu me chateiei com suas criticas e respondi de modo grosseiro
O inicio do caminho para se aprender a acertar é reconhecer que está errado.
Eu sei que as palavras digitadas podem parecer frias ou falsas, mas tento ser o mais sincero possÃvel nesse momento.
Thomas,
Estamos aqui para aprendermos juntos! Eu compreendo que crÃticas podem gerar emoções descabidas (mesmo sendo precavido ao falar em crÃticas construtivas) e aceito as suas desculpas porque quem reconhece um erro é grande. São poucos os que voltam atrás. Será sempre convidado a ler e criticar meus textos.
abs
Gostaria de agradecer novamente a todos que compareceram. São todos meus colaboradores favoritos! abs!
Paulo Esdras · Brumado, BA 13/11/2007 17:57
Paulo Esdras Amigo Poeta.
Parabéns pelo Trabalho.
Uma poderosa expressão.
Passa uma angústia, medo, temor, insegurança.
Um texto muito marcante de redição dificil de construir.
Parabéns e bração
Paulo,
Conforme já comentei anteriormente (acima), este seu poema é excelente.
Assim, retorno agora para votar (com muito prazer).
fraterno abraço,
Olha o voto ai meu amigo.
Abraços.
Carlos Magno.
Paulo, estou te mandando para o Banco.
Nota 10.
Um abraço
Paulo,
nessas pontes de ti para ti, atravessaram lindos versos!
Abçs de Betha.
Paulo, parabéns pelo poema tão expressivo.
Votado.
Um abraço.
Paulo,
voltei para votar.
parabéns.
um abraço.
Paulo
Aqui estou, atrasada, redimindo , pois estes dias foram de excesso...mas mais uma vez curvo-me diante do teu sentimento. Voto abçs.
abças...abçs.
Paulo,
Prazer "te conhecer", apesar de sermos da LINDA Salvador, estamos nos conhecendo pela primeira vez pelo Overmundo. Olha, a pouco discordei de uma opinião que mandaram para Brigitte também falando de rimas. Poesia não é só rimas, estão aà grandes poetas que o digam. Poderia citar nomes mas, pra não tomar muito tempo, melhor falar do seu poema que para mim está divino.
Esse teu momento de procura todo mundo passa por ele, muitas vezes passamos a vida toda e não nos encontramos. Às vezes fico pensando que essa falta seria a nossa ALMA GÊMEA que não encontramos, por isso tanta procura, tanto vazio, tanta necesidade DA COISA. O que fazer??!! O único jeito é continuar procurando, nunca desistir, pois a resposta pode estar ali na esquina.
Podemos trocar figurinhas depois.(vou te mandar meus links para vc visitar).
Valeu garoto, votado!
Bjos
corrigindo: ... tanta necessidade da COISA.
ILZE SOARES · Salvador, BA 15/11/2007 00:07
Paulo, você só faz me surpreender!!
Muito bom!
Paulo.
É melhor escancarar a tristeza que nos aflige, que fingir uma alegria que não existe.
GOSTEI MUITO.
Abraços
Noélio
Querido Paulo:
PARABÉNS!
Esse é um texto com uma profundidade introspectiva e brilhante. Demostra_ação em ato das escolhas pelos caminhos da vida.
"Caminhos desencontrados em locais marcados,"
LINDO_LINDO_LINDO
VOTEI!
Beijos_Meus*
*
Oi Paulo, adorei te descobrir beijocas Kátia
Balzaquiana · Rio de Janeiro, RJ 19/2/2008 08:36
Descobrir a si mesmo é uma jornada maravilhosamente intrigante.
Bela poesia, Paulo Esdras!
Visitando mais um belÃssimo texto seu e deixando minha narca
Ailuj · Niterói, RJ 27/4/2008 14:25
TEU POEMA É BELO, LINDO... PARABÉNS,,,,
Airton
Estrela-RS
Paulo, conheço agora o seu trabalho, e esse, é muito especial.
Essa magia do desconhecido, das sinuosidades que fazem o pensamento e o amor é pertinente, envolvente.
Abraço.
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