Descomedida vou com a medida
dos braços, no agasalho de meu dono:
o amor, enfim, penetrou-me em minha vida –
não me pertenço mais, é dele, o trono.
Perdi-me de mim mesma e só me acho
nos braços desse homem que é meu macho,
só dele são meu tempo e minha cama.
Amor da minha alma, a mim proclama
um manso mal de amor, coita serena,
quando, depois do amor, se muda a cena
e descanso em seu peito ensolarado.
Nosso leito – campina, praia ou prado
contamina de céu a nossa arena:
há caminhos de azul em nosso fado
Poema do livro Coita de Amor, poemas aróticos.
Mergulhando na tradição erótica, notadamente Bocage e Gregório de Mattos, a autora lida com temas e motivos do cancioneiro erótico-fescenino.
Numa sociedade em que se coibiu por séculos o prazer da mulher, o referido livro desmistifica o mito da mulher-anjo-assexuada.
Observe-se o distanciamento crítico imposto pela busca da perfeição formal entre outros elementos.
Brida,
Poema muito lindo e envolvente!
Beijos
São os atributos da nova mulher! Beleza!
raphaelreys · Montes Claros, MG 21/3/2009 09:13
Muitos homens ainda negam esse direito à mulher, seja por afobação ou egoísmo mesmo.
Depois eu volto.
beijo
Brida · Salvador (BA)
COITA DE AMOR: DOMINGO
Uma Poesia lindíssima e perfeita na sua construção.
Um soneto pra ser referência da gente.
Romântica e agradãvel até o extremo.
...Descomedida vou com a medida
dos braços, no agasalho de meu dono:
o amor, enfim, penetrou-me em minha vida –
não me pertenço mais, é dele, o trono...
Parabéns
Abração Amigo
hummmmmm deu vontade de..... amar assim ! rs
lindo lindo lindo, poetisa linda.
bjsssss;)
Você caminhou bem entre as veredas das emoções do ato de amar, de conjugar os desejos sem censuras e neuras para nos trazer este belo trabalho. Aliás, faz jus à maneira de compor dos autores citados na apresentação do poema.
Parabéns.
Ai, que desse amor se morre... entre amores.
Os jeitos da paixão que mudam o mundo, "transformam o leito em prado", ficam nos olhos, na pele, na palavra.
Maravilha de ler, maravilha de sentir.
beijos
Perdi-me de mim mesma e só me acho
nos braços desse homem que é meu macho,
só dele são meu tempo e minha cama.
Amor da minha alma, a mim proclama
Eita cantiga danada de arretada de mulé! Gostei muito, mesmo. Bjos. Inté. Grauninha
Brida,
O ministéio da saúde adverte, coito com camisinha...não diminui
orgasmo.Mais um poema,bjs.
Brida
um Soneto perfeito,
pra ninguém botar defeito
erótico sem ser vulgar
bjs e votos
E por hoje ser domingo... COITA DE AMOR.
bjssssssssss, Brida, linda poetisa.
Voltei para o voto e tive o prazer de publicar teu belo trabalho.
Vinícius Motta · Rio de Janeiro, RJ 22/3/2009 20:54
Brida, há poesia em qualquer feito humano. Só depende do "mediador", do "apresentador". No caso o poeta ou a poetisa.
Aqui está!
super beijos
Quando há caminhos Blue, a coisa é bela. Bj
Juscelino Mendes · Campinas, SP 23/3/2009 17:55
... e por amá-la como homem simplismente
Te amo e tenho nojo ao mesmo tempo...
O verso acima perde-se diante de tanta voracidade.
Hum,lindo e apaixonante1
Ando meio sem tempo esses dias mas estou aqui,vc é amiga especial ,nunca falta tambem!!!
Adorei
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