Eu vou dizer a ela que sofro
A ausência do perfume dela
A falta do calor do corpo dela,
Mas eu temo que ela
Não mais me escute
Como eu penso nela
Eu temo dizer a ela
Que a amo e soe lamúria
Eu temo dizer a ela
Que a quero
Eu temo amar
Tanto que a aprisione
Eu temo não suportar
Se não disser quanto a ela
Eu a queria aqui
Ou me quero lá
Eu e ela de mãos dadas,
Corações palpitando,
Não mais aflitos, ternos.
Eu a queria me acariciando
E, penso, poderia querer-me também,
Não nos podemos ter-nos
Nem isso pode ser eterno
Não me basta mais a lembrança,
Que desvanece, cogito
Não mais me é suficiente
e se prolonga a ausência
Conhecida, compreendida, suportada,
Amplia-se o tempo da infértil espera
É já angústia, quimera,
Eu não sei esperar tanto
Eu pensei saber, que suportaria.
Nem contar as horas, os dias,
Um tempo tamanho,
Não mais faço planos.
Desengano-me,
Não a quero fazer sofrer
É minha compulsão tê-la
Inda penso acordado que a amo.
Belo poema Dro, pensei tratar-se de uma música, será?
A tempos n o vejo por aqui. Q bom ter retornado
Belissimo poetar querido poeta!
Lindissimo!
é uma compulsão maravilhosa!
beijo
Não a quero fazer sofrer
É minha compulsão tê-la
Inda penso acordado que a amo.
Perfeito
"Ainda penso acordado que a amo"
Belíssimo final para essa agonia de amor.
A espera do amor, a mais cruel, encurta seu tempo por meio de versos tão bonitos.
beijos
É o que faz a personagem do poema, enquanto não sucumbe, ama, Saramar.
A perfeição, já escrevi Domingos, é uma improbabilidade. Mas agradeço.
Grato, Celina. És um presente. Entusiasmas.
Curioso, Thiers, tenho estado sempre por aqui. Ainda convalesço. Tenho inclusive lido postados teus. Avuas, meu guri?
Adroaldo
belo sentimento que transpôs para o poema..
bjs
Celina, grato.
Doroni, a dor tem essa qualidade, na paixão. Agradecido.
Ainda penso acordado que amo e tenho certeza qdo estou dormindo e sonhando
Beijos meu querido
Adroaldo querido!
Um felino muito lindo.
Se não disser quanto a ela
Eu a queria aqui
Ou me quero lá
Beijos
Dá-lhe Adroaldo,
mandando bem como sempre.
Grande abraço!!!
Lendo a vida, entendo mais que ontem ,as mortes por amor. O core não aguenta tanto assim. Sempre passeando para o nascente. Felicidades
analuizadapenha · Natal, RN 8/11/2008 16:58Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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