COM OUTROS OLHOS
Teço com dedilhadas o suspiro do corpo
Teço com lã de carne, fanfarras de gargalhadas
Com o dia, o preço do corpo
O preço da carne, que não paga o preço da vida
Teço com meus dedos o silêncio do suspiro
O suspiro de contemplar dos sentidos, o sexto
De viver sendo humana, com outros olhos
Em todos os sentidos
Sentidos que pagam o preço da morte
Tecidos em existências, em todas as fiéis existências
mulher, me fiz
Mulher, entidade que se mete a besta
De ser portos de outros corpos, em pontos de partida
Para outros
Dedilhando a vida, com sua própria carne
Com seu próprio preço
Tecendo do corpo o pulso elétrico
De estática vida, o prazer
Ser rumo pras idéias perdidas
O preço das idéias, o preço de ser
Teço com minhas utopias, a fantasia da verdade
interiormente verdade
um silêncio meu
Silencio repleto
Estrondoso, viril
itinerado por assumir-me
Dona dos meus sonhos e do meu preço
De vida
O preço do sonho paga o preço da carne
E paga o preço da vida.
Pq eu sou dona de tudo que sou, de tudo que sinto, de tudo que carrego aqui dentro...
belo poema!
Marianne. mulher moira de si,
fiando e tecendo
o fio da própria vida
vestida de destino
decidida a se meter
a ser mais que simples porto
de chegadas e de partos
mapa do rumo do sonho
para a terra da realidade.
meu beijo e a promessa de que volto pro voto!
Um texto vindo das entranhas, forte, viril como a autora se diz, instigante, de uma força explícita. me encantei como poucas vezes me encantei pelas voltas nesse site. Excelente!
Marcos Pontes · Eunápolis, BA 19/9/2008 11:49
Vou tateando e tecendo seu esplêndido poetar !
Excelente, Poetisa !...
Seria o nascimento de uma nova Clarice Lispector ? ...
Não !...sua poesia fala novo e soa única...
Beijo
Joe
Este teu poema, não tem preço, é lindo! Beijos.
"Teço com minhas utopias, a fantasia da verdade". Belíssimo!
Juscelino Mendes · Campinas, SP 21/9/2008 00:04
Gostei bastante. Belas construções.
Sucesso.
Votado tarde.
Adoro ler um poema bem construido assim como este teu, amiga Marianne Outeiro. Me convide para ler a próxima obra que você editar, ok? Meus sinceros aplausos e beijos.
Carlos Magno.
Tecendo do corpo o pulso elétrico
De estática vida, o prazer
Ser rumo pras idéias perdidas
O preço das idéias, o preço de ser...
Sem palavras, e é realmente isso como você colocou no comentário de seu maravilhoso poema, a realidade não é se não a realidade que nós contruimos...
Se o mundo é algo feito em conjunto, feito de outros mundos, as várias realidades...
Então por que continuamos a se entregar ao real que na verdade
não está no exterior?
Com tantos pensamentos negativos que muitas vezes anulam os positivos que temos, não sobra tempo de acreditarmos em nós mesmos... e acabamos perdendo uma oportunidade valiosa de esplorar nossa qualidades plenas...
Vejam os poetas e as poetas como você
criam se todo dia através da escrita...
Desenvolvem valores...
e tentam explicar através das palavras, ahh doces palavras fossem se todos pudessem apreciar a arte da escrita...
e descobrissem as tantas mensagens e lições ocultas por detrás destas simples palavras reunidas em frases...
talvez abriram a mente para uma nova visão sobre suas vidas...
Salve, Marianne!
Ainda tô gostando muito de seus escritos...
Abraço Pantaneiro.
marianne,
vim te visitar, depois de tanto tempo, depois de te ver lá pela minha "rosa" abando nada em minha casa de palavra... cá estou, e te vejo dona, de si, e de tuas palavras, ainda assim generosa na escolha de ser mulher como muitas, no valor que pulsa, elétrico. bem sejas, poeta.
beijo,
r
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