Comentando "Um toque nas estrelas"

Benoîte Groult
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Cybele Meyer · Indaiatuba, SP
28/6/2009 · 4 · 5
 

Acabei de ler o post “Um toque na estrela” onde Sam comenta sobre o livro de mesmo nome escrito por Benoîte Groult (Editora Record), o qual fiquei super motivada a ler. Comecei a redigir o meu comentário e este ficou tão grande que resolvi fazer um post sobre o mesmo livro.

Este é um assunto muito interessante e coloca em pauta um tema que sempre discuto com meus amigos, sobre a disparidade que existe entre o envelhecimento do corpo e do cérebro. Embora tenha mais de cinquenta anos meu gosto por alguns modelos de roupas ainda continua o mesmo de quando tinha 15 ou 18 anos. É claro que não uso pois tenho o meu dispositivo “ridículo” sempre no “on”, porém acho lindo.

Quando Samanta menciona “Que os nascidos no século XX viram o mundo mudar de tal forma que conheceram a descoberta da adolescência, a valorização da infância e agonizam conscientes de que a velhice é uma realidade inevitável e longa?” me fez refletir sobre tantas mudanças que aconteceram durante o meu percurso. Quando eu era criança tinha que brincar de vestido porque menina (e mulher) não usava calças compridas. Quando adolescente usava anágua (quando usava de saia e blusa) e combinação (para os vestidos). A televisão só entrou na minha casa quando meu pai (após um sacrifício danado), comprou uma preto e branco em 1964. Eu assistia o Gato Felix e outros desenhos em inglês (e não sabia falar inglês). De noite as vizinhas vinham assistir em casa “A moça que veio de longe” (novela de Ivani Ribeiro) na TV Excelsior.

Assisti pela TV a transmissão (somente o som porque não tinha transmissão via satélite) do astronauta Neil Armstrong pisando na Lua e seus gritos de euforia.

E por ai vai.

Tantas novidades que não dá mesmo vontade de sair de cena.

Também quero seguir o exemplo de Niemeyer e poder elencar todo o progresso que pude testemunhar.

Valeu Sam a dica pela leitura do livro.

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Doroni Hilgenberg
 

C ybele,
belez a de comentário
é isso ai, o tempo passa mas a alma não precisa envelhecer
pois assim nos sentiremos eternamente jovens, cuidando todavia
para não cair no ridiculo.
Tenho uma amiga que já vai completar 80 anos e é uma pessoa
super dinamica e comunicativa, alegre e cheia de vida.
Sua alma parece vibrar...
bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 28/6/2009 23:16
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Cybele Meyer
 

É uma grande verdade, Doroni. Acredito ser esta alegria que nos faz sentir, a cada dia, cheias de vida!
Obrigada pelo comentário.
com carinho

Cybele Meyer · Indaiatuba, SP 28/6/2009 23:24
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Cláudia Campello
 

...e como é bom olhar pra tras e sentir que nao mudamos.....
que a "menina" ainda ta em nós......que somos plenas e
mto mais interessantes...
essa geraçao quase nao sonha mais e pouca coisa a comove. que pena, não?!

bjssssss♥;;

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 30/6/2009 14:35
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Cybele Meyer
 

Olá Claudia,
É verdade! Precisamos propagar e incentivar a permanencia da sensibilidade nas gerações que estão ai.
A sensibilidade é a alma dos sentimentos.
Recordar é viver e viver é também recordar.
Obrigada por comentar
beijinhos

Cybele Meyer · Indaiatuba, SP 1/7/2009 11:15
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Marcos Paulo Carlito
 

Sonho tanto, mas tanto, que meu senso de rídículo não existe, porque não tenho noção de tempo nem de espaço nem de propósito coletivo. Na verdade o propósito coletivo é tão volátil em nossa sociedade fragmentada que a única sensação que realmente me toca é a de estar sozinho sempre, até mesmo em meio a multidão.
Eu lembro o passado, não tenho a menor idéia do que será o futuro, tudo para mim é o agora e mais nada. Sem noção talves seja um termo apropriado para mim, mas não me incomodo com nada disso.
Na verdade amo o ridículo porque ele expõe o lado audaz da pessoa, muitas vezes até uma ponta de autenticidade que desabrocha querendo rasgar as imposições da etiqueta.

Ah.... Eu sou um velho em meio aos jovens. Suo jovem em meio aos velhos, sou parelho na horizontal, sou contraste na verticalidade dos pensamentos.
A única coisa que me preocupa é a mente envelhecer antes do corpo, ela se perder da alma e se desconectar do mundo por razão de alguma doença maluca como Alzaimer, isso sim é de dar arrepios.
O resto acho graça, de coisa engraçada mesmo, que contém uma certa graciosidade, como a graça de meninas e meninos ruborizados pela inocência de acharem que não podem, que não devem, quando querem, quando precisam, quando devem ousar...

Parabéns Cybele Meyer, minha conterrânea neste planeta, seu texto, seu argumento e sua simpatia despertam-me o pensar. Adorei te conhecer.

Abraços Guaicuru!!!

Marcos Paulo Carlito · , MS 5/7/2009 22:51
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