Foto: Mr Jeff/Flickr/Creative Commons
1 - Sendo essa folha caída de véspera,
Que desdiz da fotografia morta,
Procuro não compreender o que sou agora:
Se, poeta, ou se infinito.
Sequer testo-me no sexo a beira do precipício.
Ao menos sei
Que desencarno de algum poema concreto.
Que meu corpo vive a dois
Como dois abismos tragicamente colados
E que não entende o esperar...
2 – Cada abismo têm a proeza de mergulhar
No óbito deste inerte pingo
Que, de simples suor que é,
Há que se transformar em nada
Tal o enxágüe empacotado da aurora.
Ao fim da ceia,
Meu prepúcio repousar-se-á sob o abdômen do gelo.
A têmpera sideral do olhar
Abençoar-me-á o corpo todo
Como se um esqueleto egocêntrico
Duvidasse que iria angustiar-se ante o verberar
Da flor destroçada.
3 – Os paralelogramos preconceituosos ainda sobrevivem.
E qual fagulha de almas tecendo areias tempestuosas
Enfurnam-se dentro de bálsamos indecentes
Feito corpulentos vieses,
Esgotando unhas de pés de cadáveres mofados,
Que nem papéis rejeitados se rumando a transtempos,
Que nem placentas incorporando outros corpos famintos.
4 – De véspera,
Como folha caída,
Sou o que compreende a procura.
Sou poeta, infinito...
Sob o precipício da morta fotografia
Sequer testo-me no sexo a beira;
O esperar é que não entende os dois abismos
Tragicamente colados a dois corpos
Que se desencarnam de algum poema
Concreto.
5 – Qual flor destroçada,
O verberar angustia-se ante o egocêntrico esqueleto.
Olhar sideral que se repousa sob o meu abdômen,
E faz a têmpera deitar seu prepúcio e abençoar-me,
Já que, ao fim da ceia,
Coagulando-se na aurora empacotada,
O tal enxágüe há que se transformar em nada.
Transformar-se-á em simples suor
E há de habitar compulsoriamente neste inerte pingo;
Pois o óbito do olhar há de ter a proeza
De mergulhar-me na procura
E entender-me na espera.
Benny Franklin
Poeta infinito...
És fonte infinita de finíssima poesia...
Reverências!
@>--
Imitando Adriana, apresento-lhe minhas reverências, diante desse círculo perfeito que traçou com versos impossíveis de tão plenos.
Maravilhoso!
beijos
Rica, contundente... Uma bela poesia, com palavras fortes, porém ritmadas com maestria.
Excelente!
Quantas mangas ou cartas tens????rs
Acho que tens quatro mangas e muitas cartas rs
Lindo benny
Esse Orquidário é fonte inesgotável hein???
Volto, não avisou mas volto
Orquidea S Henry Ford
Benny, amigo
Mesmo a flor destroçada, na terra, no seu ventre frio, sempre estará pronta para gerar o perfume de novas vidas.
Forte abraço.
Noélio
Ah Benny, és chato...rsss
Reverências, caro mestre!
Flores e beijos @>--
Votado...
e já nas primeiras palavras despeja
riqueza
Sendo essa folha caída de véspera,
Que desdiz da fotografia morta,
bj
Se eu pudesse eu votaria ao invés de 1, 10 vezes de tão maravilhoso que é. Parabéns querido poeta.
Abçs!!!
Bravo Benny!
Bem escrito.
Tá feita minha parte!
Bjm
Belíssimo o poema, Benny.
Pois é amigo, as palavras tuas
que com os versos copulam,
filham essas maravilhosas estrofes
que nos encantam a leitura.
Bjs
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