Uma poça de sangue à frente
derramada pelo teu sacrifício
já o testemunho feito
quando e o quanto de cristo
você paga para livrar
e o arquétipo, não reluzente
...
O sangue que me banha
outrora extraído dos meus poros
da dor que me acomete
lá dos poços que buscava
a ânsia de crescer
emfim a luz já vista
ou talvez a luz negra
das pistas que guiam
os passos de uma fita
que não para de repetir
e essa luz que inunda meus olhos
negra ou branca, os destroços assim
revelados por ela
os quais visualizo:
uma montanha de lixo
dos iluminados
por esta luz
na reviravolta das minhas ânsias
à saída do poço, do sangue que esguichou
inutil e abundante
de uma dor pelo saber
na reviravolta das minhas ânsias
que o mar sem horizonte, que eu possa ver
faça-me a partir de agora um burro
confortavelmente burro
e meu sangue não seja mais desperdiçado.
(maio/2009)
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