Guardo o tempo,
O vento,
Um pouco de tudo.
Que cheira terra molhada,
Frutos silvestres maduros,
Corpos suados no labor,
No amor,
No horror.
Sou o cárcere que te priva,
Que te liberta,
Que te magoa,
Por motivo qualquer,
Em instante qualquer.
Sou um fragmento de tudo
Que te traz ódio,
Que te dá prazer.
Sou um pedaço do mundo,
Que gosta do teu cheiro,
Que gosta do teu corpo molhado.
Sou um apêndice insano, egoísta...
Um detalhe que te destrói um pouco,
Que te faz chorar,
Que te faz odiar,
Que te faz amar.
Sou para você um pouco de tudo,
Um pouco de nada.
Um corpo,
Um vulto,
Um desejo,
Um motivo de agonia,
Um motivo de satisfação.
Não há confusão.
O amor é assim mesmo, ora anjo, ora carrasco.
Gostei muito dos seus versos que não conhecia.
beijos
bonito o poema,parabéns.votei.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 3/8/2008 17:07
Belo seu poema, Frederico!
Assim é o amor, cheio de alegrias, de dores e contradições.
Parabéns. Meus votos.
Um carinhoso abraço.
Walnizia
eu diria conturbado...
mas tem amores que são assim, e talvez por isso mesmo sejam os mais intensos...
Aproveito e convido a me fazer uma visita
http://www.overmundo.com.br/banco/urbano-iii
gostei ficou mto bom.
parabens. votado.
grande abraço.
Constraste... prazer e ódio... publicando..
Eric Araújo · Belo Horizonte, MG 5/8/2008 12:28Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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