Tão distante quanto o sol que nasce
Todas as manhãs lá no oriente.
Tão descrente quanto a fé
Do ateu na hora da morte.
Tão sem sorte,
Que se tropeçasse talvez não caísse.
Tão fugaz quanto o sim
Da noiva diante do altar.
Tão por um triz
Que talvez nunca tenha sido.
Tão miúdo, tão vazio, tão sem meio,
Que se visto pelo avesso
Daria sempre no mesmo.
Tão sem freio
Que em nenhum ponto
Se encontra o seu fim.
Porque como sempre você surgirá,
Consoante vogal consoante,
Como se tudo agora de repente fosse prá já.
E nenhuma palavra será mais sofrida,
mais sem sentido,
mais comprida.
"Tão descrente quanto a fé
Do ateu na hora da morte."
Maria,
realidade em poema
tanto que as vezes descremos até de nós mesmos.
bjs e votos
Parabéns, gostei muito, bjus e voto.
Fatima Merigue de Mendonça · Itu, SP 7/12/2008 09:46
" E nenhuma palavra será mais sofrida,
mais sem sentido,
mais comprida"
Parabéns!
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