A mulher de trinta caminha um pouco no entorno da Praça Rembrandt, pára em frente ao Mercado das Flores. Ela se lembra: Não sei falar o holandês. De que vale o português correto por terras distantes de seu berço tupiniquim. As recordações da passagem pelo Nordeste. A fala corrida de uma gente tão bela quanto mineira em algum pedaço lá dentro. Tudo tão brasileiro e bom demais de sê. Ê trem bão! A mulher vasculha os bolsos, encontra um mapa. Velho, porém limpinho. Pede as contas no Banks Mansion, trabalho cujo nome jamais conseguiu decorar, sequer o caminho. Não foi por burrice, nem preguiça. Parco tempo. E apesar da bela Amsterdã, de canários homens, de tão loiros. Mais bonita ainda é a saudade de lá, lá-doce-lá Minas Gerais. Lá a miscigenação é perfeita, e o povo, saboroso.
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