Consulto cartas e oráculos falhos para ter certeza do claramente previsto, quem sou eu, eu sou o que quero, e somente no dia que tenho vontade. Boêmia, percorro distancias enormes me equilibrando, quase sempre bêbada em saltos altíssimos, bambaleando por ruas que me explicam o que nunca entenderei. Sou um erro. Uma doença. Casada, fiel e vadia. Uma tentativa, milhões de cus mandados tomar, tomados e dados. A falta de mim torna minha vida insuportável. Mas gosto de sumir, de mergulhar na minha profunda e íntima solidão, que com seus monstros uivam situações vistas, vividas e as que nunca viverei. Gosto de estar certa, de ter razão, de foder. Falsamente agradável, sou prepotente e violenta. Demente inteligente, saca? Sofrida, curtida, bem comida. E assim as rimas me perseguem como imas. Delas não me livro, somente na companhia de um bom livro. Bem lido. Sem caráter, choro pelo poema mal escrito, pela noite mal dormida, pelo ensaio de mais um amor perdido. Cocaína. Companhia. Me deixem só com minha solidão, da minha dor sei eu. Hedonista, maniqueísta. Não gosto de meio termo, não sei viver pela metade, gosto do que arde, do que queima, do vermelho, do meu riso convulsivo. Do ódio. Vivo pelo prazer e não meço conseqüências para atingi-lo, faço uso de substancias psicotropicas, além de drogas ilegais, uso do sexo para seduzir e conseguir o quero, se necessário, eu invento, crio e minto, mas eu consigo.Sou um verme, vestido de São Jorge.Tendo para vícios. Meu carinho é violento, meu amor sedento. Meus pensamentos são permeados por tramas assassinas e orgias fantásticas, sou devassa, despudorada, libertina. Já me chamaram, irresponsável, incontrolável, irremediável, não reconheço valores e julgamentos e se precisar faço te foder. Sou dona de uma fina ironia, um cinismo surpreendente. Eu não tenho vergonha, culpa nem medo.
Eu vou pra cima, eu largo quando enjôo eu não perdôo.
E sim, eu bato em mulheres, crianças e velhinhas.
Senhora de bom gosto, fino trato, e coração de pedra.
Só me acalmo nos braços do meu calvo, lugar onde encontro paz, consolo, e esse tipo de conforto que outrora julgava banal.
Natalia Razuk.
Gostei do retrato em que Boêmia, percorro distancias enormes me equilibrando, quase sempre bêbada em saltos altíssimos, cambaleando por ruas que me explicam o que nunca entenderei.
Insônias valem a pena.
Beijo.
Delas não me livro, somente na companhia de um bom livro. Bem lido. Sem caráter, choro pelo poema mal escrito, pela noite mal dormida, pelo ensaio de mais um amor perdido.
Bom texto.
abçs.
Olá, Srta,
A vida é sempre um procurar misterioso!
abçs de betha.
achei simplesmente demais!!!!!
bom retorno, srta.
abração,
Senti falta dos seus textos sem meias-palavras...
Abçs.
Senhorita.
Os bons ventos lhe trouxeram de volta. Fico feliz com seu retorno sempre buscando seus espaços na vida e no tempo., com amor e coragem.
Beijos
Noélio
sou fã dessa poeta vadia. sem dó.
beijos em vc e no calvo amigo.
aos meus queridos todos, obrigado pela calorosa recepção, digna até do calor infernal do senhor acima. venham e leiam. adoro.
e eu volto, eu sempre volto...
beijos
Não gosto de meio termo, não sei viver pela metade, gosto do que arde, do que queima, do vermelho, do meu riso convulsivo.
Achei fantástico teu texto, Senhorita! Difícil escolher uma passagem, mas depois das já citadas por outros colegas do Over, está também está demais! Votado! flores @>--
Muito bom, provocante. És o que és!
Abraços
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