Naquele estorricado sertão nordestino a situação era de muita tristeza. Estávamos na metade do que seria o período das águas e nada de chuva! Plantar naquelas condições era só mesmo desperdiçar as sementes. A fome se fazendo presente, vitimando principalmente, os mais fracos e necessitados. O povo rezando e clamando por reparação, acreditando ser um castigo de Deus.
Foi quando meu pai decidiu que iríamos a um rio muito distante dali, mas era o único lugar na redondeza onde, ainda era possível pescar algum peixe. Saímos de casa cedo, andando a pé por dentro da mata e quando já era meio dia, o velho parou e ficou observando aquele céu azul, sem uma nuvem sequer! Eu também parei! Fiquei procurando o que lhe prendia tanto a atenção. Então, vi que era um rodamoinho de urubus plainando nas correntes de ar, e ele olhou, olhou! E ficou por um bom tempo calado, mas me olhava como se precisasse dizer algo. Depois, observando as poucas moitas que teimavam em permanecer verdes, delas, voavam assustadas pombas-rola que por ali se abrigavam do escaldante Sol. Meu pai também as olhava como se precisasse melhor compreendê-las. Mas, foi logo adiante que nos deparamos com a mais enigmática cena. Em cima de uma grande árvore, algo se mexia, pois caíam fragmentos de cascas em nossas cabeças. Paramos ali debaixo e protegendo os olhos com a aba do chapéu, ele olhou para cima, contra o Sol. E para nosso espanto, caíram do alto daquele arvoredo, duas lagartixas, uma agarrada ao rabo da outra. Aquilo para mim foi apenas divertido, mas meu pai mudou de feição e me deu um abraço num gesto de grande alegria, e depois rumamos para casa. Eu, na época com dez anos de idade, fiquei tão intrigado com aquilo tudo e lhe perguntei cheio de curiosidade: - por que estamos voltando? - Foi um aviso! Coisas de Deus! - Disse ele; para depois, me ordenar que passasse num lugarejo próximo e avisasse a alguns trabalhadores diaristas que no dia seguinte, logo cedo, comparecessem lá em casa, para trabalharem a plantação.
Para surpresa minha e felicidade de todos, já na boca da noite, começou a relampejar e o dia seguinte amanheceu debaixo de muita chuva... Oh Deus! Naquele ano a alegria tomou conta do povo...
Pedro,
O conto nos leva a dor social. Falta d'água. Provoca: falta de alimento para gente e animais, mas como "o sertanejo é antes de tudo um forte" ele continua à luta pela sua terra, pelo chão que o viu nascer, crescer, tornar-se homem, constituir família e lutar... Lutar por toda vida e não sair do lugar.
Muito bom.
Parabens!
Grande abraço com voto.
Regina
Muitíssimo obrigado querida amiga.
Seu comentário para mim é muito valioso, e
Euclides da Cunha, será nosso eterno testemunha.
Abraços
Oi, Pedro!
Gosto de ler contos como este aqui, realmente é instigante e bem construído. Você é um bom contista.
Parabéns, amigo.
Abçs.
Benny, muito te agradeço pelo comentário, tua participação por aqui é motivo de muito orgulho para mim.
Abraços
Belíssimo!
Li... Reli... Gostei deveras.
E votei!
Olá Pedro! Realmente fascinante... mostra a crueza e crueldade da realidade de nossas regiões áridas, - e tandas vezes, de nossos corações áridos -...
Mas, também nos deixa muito intrigados...
Que sinal foi que o Pai viu? Que interpretação foi essa?
Claro que na maioria das vezes são perguntas com respostas ilimitadas, mas que nos deixam pensativos...
Parabéns!
Abraço,
Lauro.
Rubenio, obrigadíssimo por participar deste humilde trabalho meu.
Abraços a você.
Lauro, a maestria do teu comentário tembém me intriga.
Bem como tuas maravilhosas poesias.
Um abraço a você poeta.
Legal, conheço muitas indicações dentro das relações chegada de chuva, esta não.
- E deve ser mesmo,
um abraço, andre.
Gostei e atesto que é pura verdade. Quando largatixa cai de árvore é chuva no sertão.
Anilson · São Luís, MA 29/2/2008 06:48
É a relação do homem matuto com a natureza.
Obrigado por mais esta participação amigo andre.
Abraços
Anilson, segundo João do Vale, "são coisas que o sertanejo sabe e nem teve o prazer de aprnder lê"
Muito obrigado por sua participação.
Abraços
Muito bem Pedro.
Este é mais um exemplo de sabedoria popular.
Parabéns e obrigado por me convidar.
Beto.
Eu é que te agradeço por participar de mais essa minha aventura.
Próprio dos sobreviventes da seca.
Abraços
Pedro,
chega-se o momento que o pobre do sertanejo tem que se valer das crenças para a sua sobrevivência, ou, quem sabe para a tentativa dela. Um conto interessante por trazer à tona um grande problema mundial: a necessidade em valorizar muito mais esse líquido precioso que se chama água.
Abraços.
Pedrão das palavras.
Bom de papo.
Abs
Pedro, achei o conto muito bacana. Pode convidar, sempre.
abço.
Olá Pedro
gostei muitíssimo! votado!
Flores @>--
Votadíssimo. Lembrei do povo da minha terra que sempre tem algo interessante para contar de seus lugarejos. Temos aqui tantas supertições que nem sabemos diferenciar as lendas dos fatos possívelmente verídicos,rs. Muito bom "contador de causos". Bjkoas
MaluFreitas · Salvador, BA 29/2/2008 13:05Um conto maravilhoso!!! Parabéns!!!! Volto p votar...beijos!!!
marilia carboni · Londrina, PR 29/2/2008 15:20
O, Pedro
Estou gostando muito deste site e por estar conhecendo escritores, poetas maravilhosos, talentos brilhantes como você Pedro. Parabéns, abraço e voto! Miriam
Olá, Pedro.
Gostei muito do seu texto.
Essa é a triste realidade dos sertanejos, homens e mulheres de fibra, que lutam pela sobrevivência e ainda têm que aguentar palavras e atitudes preconceituosas de pessoas que nunca passaram por um terço do que eles passam e mesmo assim, de julgam superiores.
Viva o povo nordestino!
bjO
Pedro, sempre penso neste céu azul do árido brasileiro com muita angústia.
E a história das lagrtixas bem pode integrar o rico folcore da seca, as crenças, as simpatias e a fé que integram toda a criatividade dos homens que sofrem com a seca e sabem ler os sinais da natureza.
Gostei muito!
beijos
Imagina se eu deixaria de votar em algum conto seu, Pedro. Quero é ter saúde para te ver estourando em vendas daqui a uns poucos anos, viu?
O conto é muito bom,aliás, como todos os que vc escreve.
Bj
Olá Amigos e Amigas.
Estou muito feliz por vocês participarem deste meu conto; vejam só, que time:
W@nder.
Victor.
Spírito Santo.
Sérgio Franck.
Adriana Costa.
MaluFreitas•
marilia carboni•
Lígia Saavedra.
Miriam.
Tinah•
Saramar.
Abraços e Beijos na alma.
parabéns!!
Um dos teus mais belos contos!
A crendice popular tem muito de sabedoria!!!
abraços,
Marcos André.
Muito obrigado pela sua gentileza.
Abraços
Pedrão, meu xará, beleza de conto... Beleza mesmo... As narrativas que escondem certos significados me deixam extasiados... A crendice popular tem suas próprias respostas... Agora imagine nós que vivemos nessa imensa floresta, com todas as suas referências arraigadas aos nossos antepassados caboclos... Todos têm mil histórias pra contar... Eu tenho umas tantas que esse ano prometo publicar aqui... Valeu... Estou na votação com http://www.overmundo.com.br/banco/causa-e-efeito... Abraços...
Pepê Mattos · Macapá, AP 1/3/2008 19:25
Pepê, muitíssimo obrigado por participar de ste meu conto.
Eu prometo que acompanharei tuas estórias.
Abraços
Pedro,
Um belo conto.
Esse recado da natureza, onde a crença se faz presente, faz o homem do campo fortalecer sua fé .
Votadíssimo.
Abraços.
Ana.
É grande a minha felicidade ao receber teu comentário.
A sabedoria popular guia o sertanejo matuto com mistérios indecifráveis.
Abraços
Se com o calor sem vento nos deixa tão felizes no Sudeste, imagino uma chuva, ainda que breve como alegra o sertanejo !
Adorei seu texto !
Votadíssimo !
Pois é minha cara amiga.
"Que bom é ver o verde todo verdejado,
a claridade amarelada do amanhecer,
é ver um aguaceiro pelo rio abaixo,
Ver um caixo de banana amadurecer..."
Muito obrigado pela gentileza do comentário.
Abraços
Pedro, lindo texto! Fez-me lembrar "Procissão": "Olha lá vai passando a procissão...eles vivem penando aqui na terra, esperando o que Jesus prometeu..."
Apesar do atraso, já deixei meu voto, viu? Estive realmente sem tempo para entrar no Overmundo.
Abraços,
Márcia
Muitíssimo obrigado querida Márcia.
Acredito ser sempre bom, buscar imagens e associações com palavras, pois o conto ainda que singelo, tem essa capacidade.
Abraços
Pedro amigo...Pedro contista... Pedro que contém essência...
Grato Pedro por proporcionar a excelência de seus contos...
Abs..
Beto
Amigo Beto, muito obrigado pela gentileza do comentário.
Abraços
Pedro, lá vem você com mais essa!
Mas é isso ai, sabedoria não é pra qualquer um.
Parabéns, este é um belo conto.
Pois é, Fernando.
Estou eu aqui mais uma vez, trazendo meus pensamentos matutos.
Acho mesmo, que o matuto, neste caso um sertanejo, é mesmo dotado de sabedoria desconhecida pelo homem urbano.
Abraços e obrigado por participar também deste.
Muito obrigado amigo Alcanu.
Sua visita é para mim uma honra.
Abraços
Pedro, essa lagartixa já me deixou intrigada, mas no etico sentido. votei!! quando + post me avise meu overmano. q com prazer regressarei.
bjs.
Lilly F.
Mas rapaz!!! Fico imaginando a alegria daquela manhã em sua casa. O que dizer do "canto" da enxada na pedra de amolar embalada pelo falatório dos cabras afobados por começarem a lida? E o cheiro do café perfumando aquela confaraternização? a troca de sementes? os combinados para troca de dias de serviço?
Pedro, teu estilo me faz lembrar Raquel de Queiroz.
Concordo com Lígia, e mais, já andei fazendo propaganda, portanto, trata de lançar logo esse livro.
Nossas crenças são os fios que tecem a nossa essência. Aperfeiçoar é preciso, contudo, não podemos esquecer nossas matrizes.
Um abraço.
Pedro Monteiro · São Paulo (SP) ·
Muito bacana, digno do Monteiro Lobato.
Da dor e da tristeza sai um alento e Dá uma alegria no coração.
Nada esta abandonado e da humildade smpre sai a força que faz o emancipar.
Gostei muito é um texto que comove como que tendo uma força misteriosa de fé.
Parabéns.
Abração Amigo e merecimento de voto.
O seu texto é intrigante... Estou aqui matutando...
Gostei bastante!
oi,Pedro!
Adorei seu conto querido!!!Trata de uma quetão social muito importante de uma forma interessante através de uma leitura super prazerosa!!Adorei!
Parabéns!!
Se puder,passa na minha pág.e vê o meu,se gostar vota ,tá?
grand beijo azul!
Rai
http://www.overmundo.com.br/banco/entre-morangos-e-mofo
.
Lili.
Estou muito agradecido por sua passagem por aqui.
Beijos
Fátima, Raquel de Queiroz! Eu? Você quer me matar do coração, é?
Olha menina eu quero te agradecer pela gentileza do comentário e do voto. Quanto o estilo ah! Eu adoro a Raquel, principalmente quando ela entra nessa questão da seca trazendo à luz as mazelas dos políticos oportunistas.
Abraços a você também.
Quero agradecer ao Jairo Oliveira, e lhe enviar um grande abraço.
Pedro Monteiro · São Paulo, SP 4/3/2008 00:27
Azuir meu amigo, acompanhando aquele ditado popular: quem nasce para Pedro Monteiro, nunca chegará a Lobato.
Abraços amigo, fico agradecido pela gentileza da prosa.
Querido Pedro:
PARABÉNS!!!
Quanta sensibilidade...
Qualquer semelhança é mera coincidência, mas para tamanha descrição, haja amor no coração.
Beijos_Meus*
*
Muito obrigado Eduardo.
Fico feliz, pois assim, meu conto está cumprindo um importante papel.
Raiblue, minha querida.
Por vezes chego pensar na realidade daquele ditado popular: "o problema do nordeste não é a seca, é a cerca". Pois é, o que fazer para reverter essa realidade? Talvez provocar o pensamento? Quem sabe!
Beijos
Lili_Beth*
Fico feliz que você tenhas gostado.
Agradecido.
Beijos
Perfeito.
Você é muito bo escritor.
Como tem passado?
Abraços
Vanessa, fico feliz que tenhas gostado.
Muito obrigado.
Paulo Afonso, meu caro amigo, eu setou bem e feliz por tê-lo como amigo.
Abraços a você.
Pedro.
Realmente é intrigante para o homem urbano, certas sabedorias que só o matuto tem.
Beijos
Georgina Maria.
É a sabedoria popular nos ensinando.
É preciso o homem viver em harmonia com a natureza para melhor compreendê-la.
Beijos
Belíssimo conto! O conhecimento do homem do campo, parabéns
Berioliveira · Vitória da Conquista, BA 6/3/2008 01:46
Muito obrigado, querida amiga.
É a vida seguindo um curso, e só quem tem este tipo de sabedoria pade compreendê-la.
Abraços
Olá, Pedro!! Obrigada pelo convite para visitar seu cantinho tão especial!!
Lindíssimo conto, suave e forte, tocante e estimulante!!
Suave pela forma tranquila e agradável como coloca as palavras, forte pela realidade que nos "joga" na cara!! rsrs
Tocante pois me faz ver como pessoas humildes, sofridas têm a sensibilidade e dedicação que muitos não têm.
E estimulante... nunca passei por isso... e tantos outros tb não, então de nada podemos nos queixar!! Nossa vida é bela demais!!
Sucesso!! Ótimo trabalho!! VOTADO!!!! =:^)
Muito bem amiga Xuca.
Fico muito agradecido por tê-la por aqui, fazendo parte deste meu singelo trabalho.
Beijos a você.
Conto de chorar...desculpe não ter vindo, mas este prima pela
dor da fome, da seca...Parabéns Pedro.Este salvo.
Oi Pedrro, eu já havia lido e votado. Mas fiquei de passar depois e passou...
Nossa, apesar de fictício, que bela lição, sinais que eu jurava ser (enquanto li pela primeira vez) da lagartixa engolindo o rabo da outra, ser um grande escassez de comida, mas do que qua a habitual. Felizmente foi o contrário, a volta das chuvas...
Grande conto e bem contado!
Abraços
E óia qui o Padim Ciço tinha um apareím nu arto da igreja prumode sabê da chuva... e cum tanta lagartixa na torre...
Boa ficção. NÃO É DOS POETAS QUE NASCEM AS LENDAS?
Parabéns.
Poeta, contista, regional... precisa dizer mais?????
Thiers · Rio de Janeiro, RJ 6/3/2008 18:20
Cíntia, muito obrigado por responder meu chamado.
É muito bom tê-la por perto.
Abraços
Amiga Branca, fico agradecido por seu comentário.
Abraços
Frazão, é verdade!
Vai ver que o "santo" Padre era "assim" com as bichinhas.
Muito obrigado , meu caro amigo.
Abraços
Thiers.
Quero agradecê-lo pelo comentário e pelo voto.
Conte comigo.
Abraços
Olá Pedro,
muito interessante o conto. Durante quase 12 anos andei por muitas cidades da zona do sertão com meu pai que é cartografo. Imagens que não se apagam e reaparecem no meu próprio contar de outras tantas secas que o ser humano passa. Josué de Castro em Geografia da Fome alinhava essa realidade com uma poética cientifica abrindo seu livro com uma frase que diz mais ou menos assim: metade da humanidade não come e a outra não dorme com medo da que não come.
Abraços,
Sander.
É uma realidade nua e crua, de um povo que vive um Deus dará...
Abraços, e muito obrigado
meu querido,votei.Sei que não é fácil falar das coisas que são ruins.então meu amor pelo seu conto se tornou ainda maior.continue...você merece.
Um beijo enorme em seu coração
E as chuvas inundaram seu coração de poesia e imaginação!
crispinga · Nova Friburgo, RJ 8/3/2008 18:06
Querida amiga Clara.
Estou agradecidíssimo por tua participação.
Quero também enviar a você um grande beijo.
Cris.
Como gostaria que essa chuvarada invadisse a praia dos meus pensamentos, e trazendo um pouquinho fertilidade criativa que há em ti...
Beijos
Thiers.
Peço perdão por mandar-te convite repetido.
Muito obrigado pela gentileza do comentário e do voto.
Olá Pedro, como pediu, vim conferir.
Sabedoria popular;
Cruel;
Profundo;
Real!
li, comentei e votei.
Sucesso!
Pedro admiro muita a sabedoria do povo, o sertanejo faz previsões através dos sinais dos bichos, do tempo e sempre dá certo. Muito bom seu texto, sempre que escrever me avise, leio e voto com todo prazer.
bjs
sinvaline
Salve Pedro!!!
Lembrou-me das estiagens que abrasam e desertificam corações,
metaforizando Vida EM Arte, quando a Arte faz-nos ver mais a Vida!
Belo texto!!!
GRANDE abraço!!!
Olá,Pedro,você é um narrador notável,gostei,votei.Esse cenário eu o conheço deveras,e o retrato em minhas músicas e crônicas,
parabéns e um forte abraço.A propósito,visite meu site: www.zegoncavez.com lá,há algumas músicas que não estão
com o áudio disponíveis,contudo,se me fornecer seu e-mail,lhas enviarei.
Olá,Pedro,você é um narrador notável,gostei,votei.Esse cenário eu o conheço deveras,e o retrato em minhas músicas e crônicas,
parabéns e um forte abraço.A propósito,visite meu site: www.zegoncavez.com lá,há algumas músicas que não estão
com os áudios disponíveis,contudo,se me fornecer seu e-mail,lhas enviarei.
Pedor, eu amei esse conto! Faz uma reflexão muito interessante sobre o "céu" do Nordeste! As largatixas...Muito bem poderiam integrar o folclore...
beijos meus é um prazer te ler!
Olá meu amigo Pedro,
desculpe. Este teu conto é maravilhoso amigo Pedro. Eu já tinha votado, fiz o comentário mas na certa me esqueci de enviar porque eu tinha certeza que comentei. Qualquer dúvida sempre deixe o recado para que eu possa corrigir meu erro, ok? Meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.
Max.
Muito obrigado.
É a Sabedoria popular a serviço do homem simples, porém, observador.
Abraços
Sinvaline Amiga.
Fico agradecido por você ter participado destes meus recordados causos.
Abraços
!
André Teixeira.
Como sempre amigo você firme.
Fico agradecido por sua gentileza.
zé gonçalvez,o poeta da filosofia.
Que bom amigo, continuemos nesta caminhada, não podemos deixar morrer os últimos vêios que insistem em permenecer vivos.
zé gonçalvez,o poeta da filosofia.
Que bom amigo, continuemos nesta caminhada, não podemos deixar morrer os últimos vêios que insistem em permenecer vivos.
Abraços
Tita querida amiga.
fico feliz que tenhas gostado, é o homem observa(dor) dos Sertões nordestinos, "capaz de antecipar o que vai acontecer".
Beijos
Meu caro Amigo Carlos Magno.
Sua presença por aqui, para mim é motivos de alegria.
Por isso mesmo, eu sou quem peço desculpas,
e fico agradecido.
Pedro...
Obrigado pela chamada. O conto eh bom, flui na mente, imaginacao; eh simples, e cheio de muita complexidade, visto o tema abordar um fato social que temos em voga: do sertao, que, na crenca popular vai virar mar!
De fato, pode ate ser que vire mar, visto os fatos que temos em questoes de esquentamento global, etc, e, as 'largatixas', quica, servem de arreio pra imaginacao do que podemos ou fazer, ou desfazer, juntos, home & mule -- seria aih um ponto de reflexao que me passou pela leitura do que vc imaginou e poetizou, contando uma siuacao do povo do nordeste, a qual, tb se reflete em outras partes do globo.
Contudo, se o sertao vai virar mar... como contamos, em contos, e na va~ imaginacao, pudera termos mais 'contos' que se possam fazer gerar na imaginacao, produzindo uma acao conjunta, dos seres que 'agarrados' a crencas e outros afazeres... &... o sertao, vira um mar sem tanta sujeira que agora temos a vista.
Boa a tua poesia, o conto... eu espero que vc possa se inspirar muito mais, e que, no sentido do que falei, escreva mais e inspire nossa raca a se educar, se conscientizar do meio ambiente, natureza humana seja louvada... no mesmo "rabo" -!>?
Axe'
Bravo! Bravo! Meu caro Mestre.
Quero que o sertão seja palco de muitas transformações, e isso só será possivel, graças a gente como você, que tem o que dizer e é de luta, meu caro amigo.
Receba um abraço deste piauense, que sonha com um mundo de mais justiça.
Axe'
Abraco recebido, e outro enviado com o calor humano que almeja o que suscitamos, em verso e prosa.
A justica, virah, quando o 'mundo' for mais educado.
abrs
Pedro,
você sempre nos contando tão bem, e fazendo-nos visitar a infãncia!
abçs de betha.
Axé mestre Jeronimo.
Com certeza, a educação é a ferramenta mais importante nesta luta por um mundo melhor. É pena que só o sábio, faz a parte que lhe compete.
Abraços
Betha, minha querida.
É muito bom ler as palavras carinhosas que você me escreve.
Fico agradecido.
Abraços
Augusto, agradecido pela visita, viu!
Abraços Tchê!
Vc tem um senso narrativo espetacular. Muiiiiiiiitas idéias!!! Um escritor de verdade.
Coloquei um poema em edição hoje também. Chama-se SEM VOCÊ. Espero sua visita, ok? bjs
Bonito feito teus olhos de olhar de fora pra dentro e tua alma de olhar de dentro pra fora.
Que coisa linda o guri aprendendo o olhar do pai e o pai aprendendo o vôo das rolas, dos urubus e, sim, sim, o vôo inusitado das lagartixas. Se não era assim, ficou sendo. Se chove lagartixa, é sinal que a chuva chega no sertão... Se não tem mandacaru por perto pra fulorá na seca.
É aquilo que se havia esquecido de acontecer e agora por ti, por tudo teu, é acontecido.
Neuza querida, muito obrigado pelo comentário.
Será para mim um prazer, fazer uma visita a seu poema.
Beijos
Juliaura.
Uma gracinha é você, inteligente e de uma simplicidade sem igual.
O que parece mesmo, ser próprio da família Bauer.
O adroaldo para mim, é um exemplo de pessoa.
Obrigado pela participação.
Beijos
Me lembrei de quando era menino.Não pelas lagartixas,mas pelo sertão.(Sou do vale do jequitinhonhas,mg).
Muito bonito e bem assentuado.
camuccelli.
Eu fico muito agradecido por ter sua participação.
Abraços
Pedro, sua prosa é boa e tem um tom de esperança, positivo como percebo em muitos dos seus textos. Sua vivência na adversidade gerou um escritor talentoso, e, mesmo sem conhecê-lo, creio ter gerado também um ser humano forte e inspirado.
Tãnia Barros · Rio de Janeiro, RJ 15/4/2008 01:03
Tânia.
Muitíssimo obrigado querida.
Você é LUZ.
Beijos
Muito bom Pedro!
Gostoso demais de ler, bem construído, você manteve o foco até o final e ainda por cima construiu belas imagens dentro de mim...
Parabéns mais uma vez!
Beijos
Cherry.
Muitíssimo obrigado por participar desta minha Aventura Matuta.
Abraços
Pedro.
Para mim, pareceu tudo muito real, e o final ficou maravilhoso.
Abraços
Fecendon.
Obrigado querida amiga.
Abraços
Rita.
Obrigado pelas palavras generosas.
Abraços
Menino, aqui pra nós, tenho pavor de lagartixa. Onde tem uma, não estou Onde estou não há nenhuma. Mas, que cena linda, cabra. Consegue nos situar na situação. Mesmo não gostando das danadas adorei a sabedoria do seu pai (quer dizer, do conto). Lindo demais. Sou nordestino e, apesar de não ser sertanejo, conheço bem a mágica de ser nordestino. Muito lindo. Muito bom.
Hideraldo Montenegro · Recife, PE 19/5/2008 21:00
Hideraldo.
Que bom você ter gostado.
Aqui em São Paulo tenho um amigo Dramaturgo que consegue numa de sua peças, conduzir uma confidência de uma personagem para uma Lagartixa, que é algo maravilhoso.
Abrigado Amigo, pela atenção de sempre.
Abraços
Aplausos, conterrâneo!
Deixo-te um poema como forma de exprimir a minha gratidão e reverência:
Lembrança remida
Herculano Alencar
Matei a lagartixa em Teresina!
Andava sobre o muro do quartel!
Uma pedrada... lá se foi pro céu céu,
tingindo-me, de sangue, a retina.
Morreu, qual lagartixa inda menina,
talvez a esperar um namorado.
E eu, um bom menino, sem pecado,
não entendia a alma feminina.
Mais uma lagartixa em Olinda!
Andava a coitada, entrevinda,
a rastejar recifes de corais...
Algo em mim morreu naqueles dias!
hoje só restam dor e poesia:
as lagartixas não existem mais.
Herculano.
Bravo! Um soneto pra Piauiense nenhum botar D-feito.
Abraços, e muito obrigado pela aparição, que seja a primeira de muitas.
Muito interessante. Os camponeses falam que lagartixas são sinal de boa sorte. E de chuva!!!
Gostei de seu jeito de escrever.
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