Incrível como todas as previsões eram acertadas. Parecia que a cigana lera de cabo a rabo o livro de sua vida.
Manteve-se cética no início da conversa.
Afinal, quem, aquela época da vida e pertencendo a sua classe social não possuía ou houvera pelo menos uma vez se enrolado financeiramente nas armadilhas proporcionadas por um cartão de crédito ou por um desses generosos crediários? Mas Safira havia citado o prêmio de loteria que a salvara daquela agonia de precisar viver esquivando-se de agiotas – oficiais, institucionalizados ou não – mas todos ávidos por juros e correções.
Era óbivio que também havia um príncipe encantado. Um primo, mas que se danasse o parentesco, era mesmo por ele que ela suspirava.
E mais uma vez as palavras vinham cobertas de acerto. Realmente seu amor era também o seu clavário.
Dividida, vivia ela, entre entre os braços e encantos do seu príncnipe e o respeito o qual fora educada para sentir e manter pela família que declaradamente não aprovava a idéia de que eles poderiam terminar seus dias juntos e pouco tocavam no assunto por entenderem que quanto menos gente tomasse conhecimento menor seria a vergonha pela qual passariam.
Com o ceticísmo absorvido pela curiosidade, ela era toda ouvidos.
Animou-se, ao ouvir que uma tão sonhada viagem a Paris estava bem mais próxima do que o imaginado, e mais, a possibilidade de fixar residência por lá era quase um fato.
Seus olhos brilhram enquanto fixamente miravam os lábios da cigana que lhe falava de um cavalheiro trajado em roupas de gala, com o garbo solene de um militar, aguardando pela noiva que subia os primeiros degraus da escadaria de uma imponente basílica; como numa classica cena de filme.
A imensa mesa reunindo toda a família, como previra Safira, realmente se formou e a cerimônia celebrada somente entre os Meiras foi realmente o maior e mais animado encontro que existiu entre eles. Parentes, dos 8 meses aos 108 anos, lá estiveram abençoando o enlace do jovem tenente e da promissora advogada, que seguiriam para uma longa lua de mel em Paris; onde o militar cursaria relações exteriores por um período de cinco anos.
Dela, a família deixou de ter notícias e os amigos pouco sabiam além do pavor que tomara pelas previsões, ciganas, cartomantes, oráculos, horóscopos e coisas do gênero.
Boa pessoa que era, com o passar do tempo exemiria de culpa à irmã e o cunhado – família era família, e destino, destino é – e assim aprendera com os seus mais velhos. Mas se Safira lhe cruza-se o caminho; com certeza, da cigana ela comeria o fígado.
Parte integrante do Livro Folha A4.
[:)]
BRINDADA COM MAIS UMA PARTE DO LIVRO !!!
SAÚDE !!!
E QUEM NÃO ANDAOU NUNCA PELA CONTRMÃO !?!?
rsss
Beijinho e grande abraço amigo Luís, vovê da Luísa !
Luís,acho que todo mundo la no fundinhoa credita e teme previsões de ciganos,ótimo conto
Abraços e que bom que estejas com novo texto
Luis Santana · Rio de Janeiro (RJ)
Contra Mão
Uma História muito boa, atraente e gostosa de ler.
Podia era fazer algumas aventuras do casal para a gente saber como seguiram em frente depois de saberem esses fatos com a
imlportáncia da sabedoria dos Ciganos.
Parabéns.
Abracáo Amigo
é Julia, eu pelo menos não ponho as linhas da minha mão no fogo...rsrsrsr
...Beijos Conterrânea.
Pati, as vezes acho que vivo numa eterna contra mão...ainda bem que as batidas de frente, deixam poucas avarias e sicatrizes.
Beijos pra Você e pra Luisa.
Obrigado pela moral NOVO POETA.
emplacamos mais uma publicação.
Aquele Abraço.
Pô Azur, o máximo que me arrisquei, foi repetir o tema, montando uma outra versão para mesma idéia.
Grande Abraço, Brother.
uhuuuuuuuuuuuu
Votadíssimo.
Que Deus nos guarde sempre na palma da mão...motoristas intrépidos...rssss
beijokasssss pra vc aí, e beijinhos na sua linda, maravilhosa e fofinha Lulu !
Muito bom! Contos que dão reviravolta na trama sem a previsibilidade, além de escrito original, são os mais agradáveis para ler.
Marcos Pontes · Eunápolis, BA 8/10/2008 23:05Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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