conveniências
nas festas da falsidade,
o veneno vem em bandejas
e os punhais em lenços servidos
os burros vaidosos
(que confundem vanguarda com vanglória)
pedem-me um discurso,
ao que, ainda imune
aos venenos,
prontamente respondo
sem receber aplausos:
"minhas palavras,
sempre mal ouvidas,
nunca podem ser bem faladas
por serem tão malditas"
eu é que não sou besta:
em terra de cego,
quem tem um só olho
acha a saída
e se pica!
Caro ETC:
Pra mim é poesia e das boas!
[]s,
Percebeu que tem uma pitada de dendê nesse texto, né meu caro?
Obrigado e grande abraço!
Não vejo dendê no que você escreveu não. Você fala de traços que podem estar em qualquer ser humano, idenpendente de geografia, de etnia ou de qualquer outra idiossicrasia. Todos nós somos falsos, vaidosos, burros em algum momento. Agora, a carapuça só acomoda bem em quem lhe cabe. Eu, serenamente, me incluo fora disso :-).
Luciano Carôso · Salvador, BA 3/3/2007 11:26
Idiossincrasia, quis diser...
Luciano Carôso · Salvador, BA 3/3/2007 11:27
Mas, mestre, quando eu falo do dendê, não digo das questões comportamentais, psicológicas e humanas, não... (risos) pode até ser besteira minha, mas falo mais do jeito como o texto foi escrito, alguns termos usados (por exemplo, o "me pico")... será que o povo vai entender isso?? (risos) Pode ser besteira minha mesmo.
Abração e fiquei babando pela música!!! Ficou muito boa!
Também acho que é poesia, gostei muito.
Camafunga · Pelotas, RS 4/3/2007 02:01
achar a saída é crucial.
Bia Marques · Campo Grande, MS 4/3/2007 03:55
Valeu, Camafunga!
Obrigado, Bia!
Abraços!
Oi, Carlos!
Acho que é poesia, sim, que diz um pouco da hipocrisia que nos cerca. E a "pitada de dendê" ainda serve de licença poética.
Parabéns.
Abraço.
Valeu, Mônica!
Obrigadão!
Abraço!
Coisa pura,
do meu grande poeta Carlos ETC.
Abraços.
Muito obrigado, mestre Firmiano!
Não sabe como me deixa feliz!
Abraço grande!
Entendi o dendê como ginga de "baiano safo", que encontra nas linhas, tempero e molho para no tacho de versos, compor a poesia saborosa, sua especialidade Gran chef.
Saudações Cordiais.
Apesar de ser alérgico a dendê (imagina o mico quando morei em Salvador), digo que bateu no meu peito.
A fisgada foi certeira no agora. Bom texto poético contemporâneo, documentando com emoção legitima o que tá rolando na cena já.
Mutcho bom, meu rei!
Muito obrigado, Dubem!
Me deixa feliz!
Abraço!
Valeu, Zéduardo!
Muito obrigado, meu peixe!
Abraço!
Muito bom, Carlos!
Me lembra Gregório de Mattos!
Um abraço!
Obrigado, Márcio!
Abraço!
ETC:
hahaha..gostei do texto! malandragem no tempero.
como en’canta um amigo... "É Rei!"
Salve Salvador! parabéns, poeta.
ps: confesso..uma das melhores 'coisas' que inventaram (falo por mim) no mundo poético, foi a "Licença Poética", adoro isso!
beijão
Fran
Oi, Francinne! Tenho que dizer que o baiano tem um pouco dessa malandragem, sim. E acho, particularmente, a malandragem do baiano uma coisa muito divertida, sabe?
Agradeço pelas palavras e também concordo contigo sobre a licença poética... ai, se não ela não existisse! (risos)
Um abraço enorme!
Gostei, Carlos!
Muito jóia!
Valeu, Saulo!
Abraço!
Boa... Essa é Da Boa...
... ... ... · Anápolis, GO 8/3/2007 19:43
Valeu, meu caro!
Grande abraço!
Acho que acho que acho que acho
que diacho!
que que eu acho nesse cacho que embanana
É prosema, pronto.
Ou será Proesia.
Tem dias que até à noite é prosa.
É bonito.
Gostei. E disse.
Muito obrigado por vossas sábias palavras, Adroaldo!
Grande abraço!
Muito especial de bom! Me faz lembrar das muitas e alegres escapadas dessa vida. Valeu Carlos!!!
wndrground · Cuiabá, MT 12/3/2007 14:08
Obrigado pelas palavras, wndrground!
Grande abraço!
Eu não sei se é prosa ou poesia, pois me falta teoria, agora, fostes muito feliz em tuas palavras. Adorei os burros da "vanglória", estes personagens ilustram bem a situação da cultura e da arte brasileira hoje em dia. Como é difícil aparecer algo realmente inovador, quebrador de barreiras, como tudo parece que não sai do lugar. Sem contar nossa sociedade da competição onde não há companheiros, só concorrentes. Teu vizinho, teus parentes, até teu pai ou tua esposa são concorrentes em potencial. No fim das contas tudo vira uma grande festa da falsidade onde todos esperam o momento de te apunhalar. Parabéns por este poema crítico e realista que em poucas palavras descreveu todo um tempo que esperamos, um dia ver se transformar!
Zito · Porto Alegre, RS 12/3/2007 19:44
Nessas festas, quando entro, entro mudo e saio calado!
É uma mistura de dendê com champagne que não me apetece!
Agora, ficar imune ao veneno, essa voce precisa me ensinar!!
Parabéns!!!!!
muinto bom,todos esses loucos entretanto encontram outros loucos que os aplaudem,o amargo fel que envenena sempre os nossos mais doces instantes,tambem gostei do seu seu estilo,e viva a escrita livre, um abraco...
kleber Carvalho · Cuiabá, MT 12/3/2007 20:38
Poxa, Zito!
Muito obrigado por seu comentário!
Fez valer mesmo minha intenção de escrever este poema!
Fico feliz e agradecido!
Abração!
Ainda estou aprendendo, mestre Castilho!
Isso é uma idealização daquilo que quero ser quando me tornar imune de verdade!
Abração!!!
Valeu, grande Kleber!
Muito obrigado mesmo!
Abraço!
simplesmente..... bom! abraços
Celio Soares Jr · Pelotas, RS 12/3/2007 23:14
Muito obrigado, Célio!
Que bom que gostou!
Abração!
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